A alienação

A alienação

sábado, 20 de janeiro de 2018

"Contribuição para a Crítica de Economia Política"

Karl Marx, 1861

Marx colocou as bases gerais da sua ideologia no Prefácio do seu livro "Contribuição para a Crítica de Economia Política", e não no Capital.

É baseado nesse prefácio que os seguidores de Marx, a iniciar por Engels, propagaram a ideia de que os grandes homens são mero acaso !

Este prefácio é o texto norteador do pensamento marxista nesse assunto, por isso vamos coloca-lo na íntriga e comenta-lo criticamente.



*****


Contribuição para a Crítica da Economia Política
Karl Marx, Janeiro de 1859.

Prefácio

Considero o sistema da economia burguesa por esta ordem:
capital, propriedade fundiária, trabalho assalariado;
Estado, comércio externo, mercado mundial. ***

Comentários
Esta visão da economia feita por Marx é a daqueles que não tem nenhuma noção empírica da vida econômica.
É a visão de um teórico que jamais participou de um projeto empresarial real.
E acima de tudo, é a visão de um homem que tinha raiva da sociedade.

A economia mundial não é a "economia burguesa", a economia dos países da Europa a quem ele sempre se referia, Inglaterra, França, Alemanha, e EUA, era o Liberalismo, porém, no Brasil em 1859 ainda existia a escravidão e a economia era estritamente rural, não existia "capitalismo" e nem "burguesia" no Brasil, muito menos existia "capitalismo" e "burguesia" no restante da América Latina, portanto, a "economia burguesa", não era "mundial", a economia da Bolivia nada tinha em comum com a economia da Inglaterra.

A economia dos países desenvolvidos não é uma sequencia estática como Marx erroneamente a vê, a economia liberal é dinâmica e tem um componente fundamental para a sua existência - o investimento.

Marx coloca sua sequencia estática da seguinte forma:

capital
propriedade fundiária
trabalho assalariado
Estado
comércio externo
mercado mundial

A obsessão ideológica de Marx o faz colocar o biênio capital-propriedade como base da economia mundial, mas, esse é um erro infantil, o sistema funciona de outra forma.

Uma grande empresa, em geral, é uma empresa SA (sociedade anônima), e a sua base é o que está definido no seu nome - SOCIEDADE ANÔNIMA.

Tal empresa tem como base o INVESTIMENTO de pessoas anônimas na COMPRA DE AÇÕES da empresa - que pode ser qq um, até um trabalhador assalariado que fez algumas economias e investiu em ações - é isto que vai propiciar ao "dono" da empresa condições de comprar máquinas e equipamentos de onde serão gerados mercadorias.
A economia liberal não é estática como Marx a via, é dinâmica, está constantemente gerando novos meios de produção para produzir mais mercadorias - é o que é conhecido por crescimento econômico, sem o qual uma economia vai a falência.
A sequencia real seria:

geração inicial de capital por trabalho próprio
investimento desse capital
novos meios de produção
trabalho assalariado
novas mercadorias
crescimento econômico

O crescimento econômico gera novo capital e esse novo capital dá início a um novo ciclo de crescimento.
O ódio de Marx contra a sociedade jamais o deixaria ver esse fato... pq é algo bom, e Marx, em seu ódio contra a sociedade, só via nela coisas ruins.

Outro aspecto é que um pequeno empresário pode não ter propriedade privada/fundiária, ele pode simplesmente ir no banco e solicitar um empréstimo e INVESTIR na montagem de uma micro empresa onde ele vai efetuar TRABALHO FAMILIAR não assalariado.
E esta forma de produção é majoritária na economia mundial atual, a maior parte do PIB mundial é proveniente de pequenas empresas em sua maioria familiares.


Sob as três primeiras rubricas (capital, propriedade, trabalho) investigo as condições econômicas de vida das três grandes classes em que se decompõe a sociedade burguesa moderna; a conexão das três outras (estado, comércio externo, mercado mundial) rubricas salta à vista.
A primeira seção do livro primeiro, que trata do capital, consiste dos seguintes capítulos:

a mercadoria;
o dinheiro ou a circulação simples;
o capital em geral.

Os dois primeiros capítulos formam o conteúdo do presente fascículo.
Tenho diante de mim todo o material sob a forma de monografias, as quais foram redigidas, em períodos que distam largamente uns dos outros, para minha própria compreensão, não para o prelo, e cuja elaboração conexa segundo o plano indicado dependerá de circunstâncias exteriores.

Suprimo uma introdução geral que tinha esboçado porque, refletindo mais a fundo, me parece prejudicial toda a antecipação de resultados ainda a comprovar, e o leitor que me quiser de fato seguir terá de se decidir a ascender do singular para o geral.
Algumas alusões ao curso dos meus próprios estudos político-económicos poderão, pelo contrário, ter aqui lugar.

O meu estudo universitário foi o da jurisprudência, o qual no entanto só prossegui como disciplina subordinada a par de filosofia e história.

Comentários
Isso não é verdadeiro, Marx fez um ano de Direito em Bohn, mas largou devido a gandaia em que estava, quando foi para Berlim fez o curso de Filosofia.
É só pegar a sua tese de mestrado, "Diferenças da filosofia da Natureza em Demócrito e Epicuro, para verificar em que tipo de filosofia ele se especializou...


No ano de 1842-43, como redator da Rheinische Zeitung, vi-me pela primeira vez, perplexo, perante a dificuldade de ter também de dizer alguma coisa sobre o que se designa por interesses materiais.
Os debates do Landtag Renano sobre roubo de lenha e parcelamento da propriedade fundiária, a polêmica oficial que Herr von Schaper, então Oberprásident da província renana, abriu com a Rheinische Zeitung sobre a situação dos camponeses do Mosela, por fim as discussões sobre livre-cambismo e tarifas alfandegárias protecionistas deram-me os primeiros motivos para que me ocupasse com questões económicas.
Por outro lado, tinha-se nesse tempo — em que a boa vontade de "ir por diante" repetidas vezes contrabalançava o conhecimento das questões — tornado audível na Rheinische Zeitung um eco do socialismo e comunismo francês, sob uma tênue coloração filosófica.

Declarei-me contra esta remendaria, mas ao mesmo tempo confessei abertamente, numa controvérsia com a Allgemeine Augsburger Zeitung273, que os meus estudos até essa data não me permitiam arriscar eu próprio qualquer juízo sobre o conteúdo das orientações francesas.
Preferi agarrar a mãos ambas a ilusão dos diretores da Rheinische Zeitung, que acreditavam poder levar a anular a sentença de morte passada sobre o jornal por meio duma atitude mais fraca deste, para me retirar do palco público e recolher ao quarto de estudo.

O primeiro trabalho, empreendido para resolver as dúvidas que me assaltavam, foi uma revisão crítica da filosofia do direito que Hegel, um trabalho cuja introdução apareceu nos Deutsch-Französische Jahrbücher publicados em Paris em 1844. [A Ideologia Alemã]

A minha investigação desembocou no resultado de que relações jurídicas, tal como formas de Estado, não podem ser compreendidas a partir de si mesmas nem a partir do chamado desenvolvimento geral do espírito humano, mas enraízam-se, isso sim, nas relações materiais da vida, cuja totalidade Hegel, na esteira dos ingleses e franceses do século XVIII, resume sob o nome de"sociedade civil", e de que a anatomia da sociedade civil se teria de procurar, porém, na economia política.

Comentários
Uma das trapaças retóricas de Marx era inventar conceitos supostamente pensados por outros.

É o caso aqui, "os ingleses" a quem ele se refere ("Hegel, na esteira dos ingleses"), provavelmente são Hobbes e Hume, Hobbes escreveu o Leviatã, só que Hobbes, não disse o que Marx está dizendo que Hegel seguiu dos ingleses !

Hobbes não era um idiota que pensava que as atribuições jurídicas do estado surjam "a partir de si mesmas"...
Alguém supostamente supor isso seria uma completa imbecilidade.
Hobbes tb não era idiota para achar que as estruturas do estado sejam baseadas no "chamado desenvolvimento geral do espírito humano" !

Hobbes sabia e disse no Leviatã, que a necessidade da existência do estado era prática, era lógica - para que, devido a estupidez humana, os seres humanos não lutassem até a morte para resolver suas desavenças !

Os fundamentos jurídicos do Estado, segundo o pensamento de Hobbes, viriam substituir os duelos e as guerras, em vez delas um "soberano" decidiria baseado em um arcabouço jurídico, qual seria a decisão mais apropriada para solucionar as disputas entre humanos.

O Estado e o Direito precisavam existir para que um ser humano mais forte não chegasse na casa de um mais fraco e o expulsasse e tomasse posse da casa como acontecia até então.
E o mais fraco não tivesse a quem recorrer.
Uma das funções do estado é garantir que todos, fortes e fracos, tenham direito de posse sobre os bens que conseguiram adquirir honestamente.

O Estado não é o que a maledicência marxista apregoa - "um protetor da burguesia", o Direito protege a posse de todos, tanto a casinha do pobre como a mansão do rico, tem o registro em Cartório que garante a posse a ambos.

Com isso constatamos que os alicerces da "ciência" de Marx é a falsidade retórica, é a criação de supostos não verdadeiros, atribuídos por ele a outros, como ponto de partida.
Em todos os escritos de Marx ele parte de hipóteses que - ele define, mas que, na realidade não existem, são falsos.
Os leitores que não leem Marx com um atento senso crítico, que o leem como crentes, vão ser enganados e comer gato por lebre !


A investigação desta última, que comecei em Paris, continuei em Bruxelas, para onde me mudara em consequência duma ordem de expulsão do Sr. Guizot.
O resultado geral que se me ofereceu e, uma vez ganho, serviu de fio condutor aos meus estudos, pode ser formulado assim sucintamente:

Comentários
A seguir Marx descreve em linhas gerais o seu "materialismo", que depois foi chamado pelos seus seguidores de "materialismo histórico", "materialismo dialético", ou tudo, "materialismo histórico dialético", fica a gosto do freguês o nome...
O que é importante notar nessa teoria é que ela não tem nada de científica, é apenas a opinião de Marx, não é usada nenhuma fundamentação científica para ditar tais conclusões.

na produção social da sua vida os homens entram em determinadas relações, necessárias, independentes da sua vontade, relações de produção que correspondem a uma determinada etapa de desenvolvimento das suas forças produtivas materiais.

Comentários
Isso não tem sentido lógico !
Se tais "relações" são independentes da vontade humana, então é a vontade de quem que as determina ?
Quem são os autores do desenvolvimento das forças produtivas ?
Extraterrestres ?
- Não, não são alienígenas que produzem o desenvolvimento das forças produtivas, são os próprios homens.
A maioria dos inventos que dão origem a um desenvolvimento das forças produtivas saem do meio do povo, James Watt por exemplo, o inventor do motor a vapor, era um homem, um homem do povo.
Não é verdade o que Marx afirma, ele está inventando uma mentira, são homens que produzem o desenvolvimento das forças produtivas, e por essa razão, as relações de produção provenientes delas - não são - independentes da vontade humana, uma vez que são os humanos que interagem em todo o processo.
Como sempre, Marx supõe coisas como premissas que não são verdadeiras !
E a partir desse alicerce falso começa a construir a sua teoria.



Para a alienação marxista os humanos não fazem obras de arte porque tem inspiração e talento...
Os humanos fazem obras de arte porque estão condicionados pelas forças produtivas...
E jamais alguém conseguirá demove-los desse dogma !


A totalidade destas relações de produção forma a estrutura econômica da sociedade, a base real sobre a qual se ergue uma superstrutura jurídica e política, e à qual correspondem determinadas formas da consciência social.

Comentários
Isso não é verdade, outra mentira.
Vamos dar um exemplo prático.
Eu sei que marxistas odeiam exemplos práticos !
Odeiam pq exemplos práticos desmentem a "teoria" marxista.
O episódio que vou dar como exemplo é de suma importância para a humanidade - a Declaração de Independência do EUA.
Um dos códigos jurídicos e político da maior importância, por ser a base da primeira democracia do mundo moderno !

Pois bem, essa mudança radical na "superestrutura" jurídica do EUA teve origem em um desenvolvimento de forças produtivas ?
Nas 13 colônias inglesa na América do Norte aconteceu alguma mudança nas forças produtivas que levou a mudança na "superestrutura" ou nada aconteceu e as 13 colônias estavam como sempre foram - produção rural dependente da mão de obra escrava ?
Todos sabemos que nada de especial em termos de mudança de "forças produtivas" aconteceu antes de 1776.
O que aconteceu foi que a metrópole colonial, a Inglaterra, vinha aumentando impostos nas colônias, e isto as levou a revolta e a guerra de independência, uma guefrra sangrenta para conseguir a liberdade, e com a vitória das colônias a liberdade veio, expressa na "Declaração".

Então, constatamos que uma das mudanças mais importantes na "superestrutura" jurídica e política para a humanidade - não foi causada - por desenvolvimento de forças produtivas como Marx apregoa, foi causada pela união de um povo para lutar em uma guerra pela sua independência.
Nada mais do que a inquebrantável natureza humana que sempre anseia por liberdade !

Depois disso, após a independência, o povo norte-americano foi gerando o seu desenvolvimento econômico até se tornar a maior nação do mundo.
Porém a sua "superestrutura" não mudou, a "Declaração" ainda continua em vigor e a democracia norte-americana proveniente dela já está ai imutável a mais de dois séculos !
Isso comprova - em definitivo - a total incoerência da teoria materialista marxista.


O modo de produção da vida material é que condiciona o processo da vida social, política e espiritual.
Não é a consciência dos homens que determina o seu ser, mas, inversamente, o seu ser social que determina a sua consciência.

Comentários
Eis ai Marx com as suas "frases de efeito"...
e diga-se, esta é uma das mais sem fundamento !
Se essa porcaria ideológica que quer juntar todos os homens em um único tipo de pessoa - a feita pelo meio social, em uma sociedade humana jamais existiria diversidade de personalidades humanas, todos pensariam e agiriam de forma igual, tal qual as formigas fazem.


Numa certa etapa do seu desenvolvimento, as forças produtivas materiais da sociedade entram em contradição com as relações de produção existentes ou, o que é apenas uma expressão jurídica delas, com as relações de propriedade no seio das quais se tinham até aí movido.
De formas de desenvolvimento das forças produtivas, estas relações transformam-se em grilhões das mesmas.
Ocorre então uma época de revolução social. Com a transformação do fundamento econômico revoluciona-se, mais devagar ou mais depressa, toda a imensa superstrutura.


Comentários
O inacreditável dessa fala de Marx é que ele apenas dia as coisas que vem na cabeça dele, mas, não apresenta nenhuma prova científica que comprove o que ele está falando !
Ele afirma que as forças entram em contradição com as relações... ok, mas como ?
Ele não diz nada.

Porém, tudo o que Marx afirma não é verdade.
A revolução norte-americano que trouxe a independência do EUA não veio de nenhuma "contradição" das forças produtivas com relações de produção, a guerra foi travada entre a colônia e a metrópole única e exclusivamente pelo desejo humano de liberdade.
A passagem do sistema imperial para o feudalismo na Europa aconeceu devido a queda do Império Romano e o desaparecimento do de um poder central


Na consideração de tais revolucionamentos tem de se distinguir sempre entre o revolucionamento material nas condições económicas da produção, o qual é constatável rigorosamente como nas ciências naturais, e as formas jurídicas, políticas, religiosas, artísticas ou filosóficas, em suma, ideológicas, em que os homens ganham consciência deste conflito e o resolvem.
Do mesmo modo que não se julga o que um indivíduo é pelo que ele imagina de si próprio, tão-pouco se pode julgar uma tal época de revolucionamento a partir da sua consciência, mas se tem, isso sim, de explicar esta consciência a partir das contradições da vida material, do conflito existente entre forças produtivas e relações de produção sociais.


Comentários
Essa é outra característica da embromação marxista.
Após afirmar - categoricamente - um determinado conceito, Marx joga fumaça sobre ele (primeiro texto em negrito)... colocando um aspecto "vago" sobre a coisa falada de forma taxativa antes.
Essa posterior "alternativa" é que é usada hj em dia por marxistas para alegarem que "não foi isso que Marx disse".
O segundo texto em negrito é uma obra prima da embromação !
Nele vemos toda a habilidade de Marx para ludibriar mentes deslumbradas !

Época tem consciência ?
Não, não tem, cada época tem as características culturais, econômicas e políticas que - o povo - daquela nação produzir.
Em 1830, tanto Brasil como EUA estavam existindo na mesma época, ambos tinham sido colônias, só que a sociedade norte-americana era muito diferente da brasileira.
Isso não é consciência.
O Brasil, não tinha consciência disso.
A consciência de um indivíduo nada tem a ver com as característica específicas de uma nação em uma determinada época.
A consciência do indivíduo está dentro de seu cérebro, e o indivíduo sabe exatamente qual é, e as características sociais de uma nação não incorporam uma "consciência", pq não tem um cérebro, e a nação como um todo pouco sabe dos acontecimentos.
E mais, a tal "consciência" de uma nação, ela não a tem na época, são historiadores muitos anos depois que vão "interpretar" e formular hipóteses sobre a suposta "consciência".
E vejam, essa "teoria" toda é muito vaga, cheia de suposições, não existe nela nada de concreto, é uma questão de fé.


Uma formação social nunca decai antes de estarem desenvolvidas todas as forças produtivas para as quais é suficientemente ampla, e nunca surgem relações de produção novas e superiores antes de as condições materiais de existência das mesmas terem sido chocadas no seio da própria sociedade velha.
Por isso a humanidade coloca sempre a si mesma apenas as tarefas que pode resolver, pois que, a uma consideração mais rigorosa, se achará sempre que a própria tarefa só aparece onde já existem, ou pelo menos estão no processo de se formar, as condições materiais da sua resolução.

Nas suas grandes linhas, os modos de produção asiático, antigo, feudal e, modernamente, o burguês podem ser designados como épocas progressivas da formação econômica e social.
As relações de produção burguesas são a última forma antagônica do processo social da produção, antagônica não no sentido de antagonismo individual, mas de um antagonismo que decorre das condições sociais da vida dos indivíduos; mas as forças produtivas que se desenvolvem no seio da sociedade burguesa criam, ao mesmo tempo, as condições materiais para a resolução deste antagonismo.
Com esta formação social encerra-se, por isso, a pré-história da sociedade humana.


Comentários
Isso não é verdade.
A estrutura social que existia no Império Romano decaiu sem que tivesse acontecido nenhum desenvolvimento de forças produtivas.
O Império Romano caiu e em seu lugar surgiu o Feudalismo, uma sociedade completamente diferente, e as forças produtivas continuaram as mesmas, o trabalho braçal continuou o mesmo, o jeito de trabalhar a terra continuou o mesmo, não foi desenvolvido nenhum novo procedimento.
A única causa da sociedade ter mudada de imperial para medieval foi a queda do Império Romano e o desaparecimento de um poder central na Europa, o que levou ao desmembramento do poder em muitos feudos.

Nã verdade só existiram dois modos de produção na humanidade, apenas duas forças produtivas:

1 - a braçal, proveniente do trabalho humano direto, podendo ser ele camponês comunitário, escravo imperial, servil, escravo negro colonial, todos eles tiveram como base o trabalho humano, a força humana braçal para executar o trabalho.

2 - a industrial, que só surgiu após a Revolução Industrial, apenas ai as forças produtivas deixaram de ser estritamente braçal humana e passaram a ter as máquinas como principal força produtiva.
E foi a partir dela que surgiu o trabalho assalariado.
Nas classificações feitas por Marx, "asiática", "antiga", "feudal" não aconteceu nenhuma mudança das forças produtivas, foram apenas acontecimentos políticos que decretaram a mudança na sociedade.

No início do terceiro milênio está surgindo, ou melhor, já surgiu, um novo tipo de força produtiva, a tecnológica, que tem como centro o trabalho humano só que não é mais um trabalho braçal, agora é um trabalho mental, o trabalhador possui tecnologia, conhecimento, e seu trabalho é muito valioso.
É uma união entre humano-máquina através do computador.

Com respeito ao texto de Marx acima, ele o jogou no lixo em 1879 qdo deu uma entrevista ao Chicago Tribune e disse que já estava na hora da revolução socialista e fez várias avaliações de como seria a revolução em cada país da Europa - sem que em tais países, como a Rússia, o capitalismo já tivesse alcançado as supostas condições necessárias para a "revolução".
A "explicação" do materialismo termina no parágrafo anterior.
Marxistas atuais fizeram um gráfico que mostra a "dinâmica" teorizada no "materialismo histórico". Este gráfico é excelente para verificarmos a falha crucial dessa teoria, no esquema podemos ver claramente que a caixa inicial que representa o "Modo de Produção 1" esta suspensa no nada ! Ou sejam de onde vem o modo de produção ? Vem do nada, surge por mágica, nada o pensa, ele se auto cria ! Digamos, segundo o materialismo histórico (mostrado no gráfico),, as ferramentas de pedra lascada, a primeira roda, apareceram do nada, não existiu um cérebro humano para inventá-las !
Friedrich Engels, com quem mantive por escrito uma constante troca de ideias desde o aparecimento do seu genial esboço para a crítica das categorias económicas (nos Deutsch-Französi-sche Jahrbücher), tinha chegado comigo, por uma outra via (comp. a sua Situação da Classe Operária em Inglaterra), ao mesmo resultado, e quando, na Primavera de 1845, ele se radicou igualmente em Bruxelas, decidimos esclarecer em conjunto a oposição da nossa maneira de ver contra a [maneira de ver] ideológica da filosofia alemã, de fato ajustar contas com a nossa consciência [Gewissen] filosófica anterior.
Este propósito foi executado na forma de uma crítica à filosofia pós-hegeliana.
O manuscrito, dois grossos volumes em oitavo, chegara havia muito ao seu lugar de publicação na Vestefália quando recebemos a notícia de que a alteração das circunstâncias não permitia a impressão do livro.


Comentários
Esta falando da "A Ideologia Alemã", que não foi editada na época.


Abandonámos o manuscrito à crítica roedora dos ratos de tanto melhor vontade quanto havíamos alcançado o nosso objectivo principal — autocompreensão.
Dos trabalhos dispersos em que apresentámos então ao público as nossas opiniões, focando ora um aspecto ora outro, menciono apenas o Manifesto do Partido Comunista, redigido conjuntamente por Engels e por mim, e um Discours sur le libre échange publicado por mim.
Os pontos decisivos da nossa maneira de ver foram primeiro referidos cientificamente, se bem que polemicamente, no meu escrito editado em 1847, e dirigido contra Proudhon, Misere de la philosophie, etc.
Um estudo escrito em alemão sobre o Trabalho Assalariado, em que juntei as minhas conferências sobre este assunto proferidas na Associação dos Operários Alemães em Bruxelas, foi interrompido no prelo pela revolução de Fevereiro e pelo meu afastamento forçado da Bélgica ocorrido em consequência da mesma.


Comentário:
Neste trecho existe uma coisa muito importante.
Essa coisa importante é Marx dizendo que das diversas obras que ele escreveu no período (período que esteve em Paris, e dentre as obras estão a Ideologia Alemã e os "manuscritos") ele apenas destacaria duas delas: o Manifesto Comunista e a Miséria da Filosofia.
Essa importância dada por Marx ao Manifesto anula a intenção de marxistas atuais de desmerecerem o Manifesto Comunista!


Os marxistas atuais querem desmerecer o Manifesto porque no Manifesto está a prova de que Marx pregou que a "ditadura do proletariado" deveria ser violenta e despótica, esta ordem de Marx justificou os crimes cometidos por marxistas nas 50 nações onde assumiram o poder no século XX.


Todo o ódio de Marx contra a sociedade e contra todas as demais correntes de pensamento socialista e anarquista está exposto no Manifesto... por isso os marxistas atuais querem esconde-lo o desmerecendo.

Porém, Marx os desmente!
Marx por toda a vida considerou o Manifesto Comunista o seu mais importante texto, e foi mesmo, é no Manifesto que está exposta claramente a doutrina marxista.


A publicação da Neue Rheinische Zeitung em 1848 e 1849, e os acontecimentos que posteriormente se seguiram interromperam os meus estudos econômicos, os quais só puderam ser retomados em Londres no ano de 1850.
O material imenso para a história da economia política que está acumulado no British Museum, o ponto de vista favorável que Londres oferece para a observação da sociedade burguesa, [e] finalmente o novo estádio de desenvolvimento em que esta última pareceu entrar com a descoberta do ouro da Califórnia e da Austrália determinaram-me a começar de novo tudo de princípio e a trabalhar criticamente o novo material.
Estes estudos conduziram, em parte por si mesmos, a disciplinas aparentemente muito distanciadas em que eu tinha de permanecer menos ou mais tempo.
Mas o tempo ao meu dispor era nomeadamente reduzido pela necessidade imperiosa de uma atividade remunerada.
A minha colaboração, agora de oito anos, no primeiro jornal anglo-americano, o New-York Tribune, tornou necessária, como só excepcionalmente me ocupo com correspondência jornalística propriamente dita, uma extraordinária dispersão dos estudos.
Entretanto, [os] artigos sobre acontecimentos económicos notórios em Inglaterra e no Continente constituíam uma parte tão significativa da minha colaboração que fui obrigado a familiarizar-me com pormenores práticos que ficam fora do âmbito da ciência da economia política propriamente dita.

Este esboço sobre o curso dos meus estudos na área da economia política serve apenas para demonstrar que as minhas opiniões, sejam elas julgadas como forem e por menos que coincidam com os preconceitos interesseiros das classes dominantes, são o resultado duma investigação conscienciosa e de muitos anos.
À entrada para a ciência, porém, como à entrada para o inferno, tem de ser posta a exigência:
Qui si convien lasciare ogni sospetto;
Ogni viltà convien che qui sia morta. *

Karl Marx
Londres, em Janeiro de 1859


* "Aqui tem de se banir toda a desconfiança. Toda a covardia tem aqui de ser morta."
Dante Alighieri, A Divina Comédia.

*** O texto com letra normal é de Marx, o texto em itálico são comentários a respeito do texto anterior de Marx.


*****


Modos de produção para Marx.

A ideia principal do materialismo histórico é:

“Não é a consciência dos homens que determina a sua existência, mas é a sua existência social que determina a sua consciência”
Karl Marx, “Teses Sobre Feuerbach”


Isto é apenas mais uma frase de efeito...
Como tantas outras que Marx fez:

"De cada um segundo suas habilidades, a cada segundo suas necessidades."
"A religião é o ópio do povo."
"A história é luta de classes."
"A história é uma continua transformação da natureza humana."

Todas elas frases de efeito para hipnotizar leitores descuidados...
E como muitos são descuidados, Marx conseguiu passar tais frases como sendo verdade.
Mas não existe nelas um mínimo de fundamento.
Marx apenas falou a frase mas não demonstrou com argumentos fundamentados, o por que se deveria acreditar nela.

Tais frases são dogmas, uma vez que não existe comprovação lógica para eles, acreditar neles é uma questão de fé.

Sobre a frase de Marx que é a "essência" do materialismo, podemos argumentar o seguinte:

Qual foi a "existência social" que determinou a genialidade de Pelé ?

Por que em um determinado agrupamento humano, uma vila por exemplo, surgem ladrões, assassinos e trabalhadores honestos, se as relações de produção são as mesmas para todos ?

Por que pessoas que tem a mesma "existência social" tem opiniões divergentes sobre aborto ?
Não deveria existir discórdia uma vez que é a "existência social" que determina as consciências !

Quando um homem observa uma mulher, com desejo, o que determina a sua ação, o instinto sexual contido na sua consciência ou a sua existência social no trabalho ?

Podemos perguntar mais ainda:

O que move a ação de dois homens esfomeados ao verem um pedaço de pão, a sua existência social no trabalho ou a fome que lhes dói na consciência e no estômago ?
E eles lutarão pelo pedaço de pão ?
Lutarão sim.

Em tais coisas reais Marx jamais tocou, seu materialismo é uma das coisas mais fluidas que existem !
Fumaça.
Fumaça de maconha, que marxistas gostam de fumar, que apenas domina as mentes deslumbradas.


***

Para Marx o homem é, na origem, um ser “gregário” e “tribal”, pertencendo por natureza “a um conjunto mais vasto”, inicialmente a família, que mais tarde se alarga na tribo.
Os conflitos entre as diferentes tribos darão origem a diversas estruturas comunitárias.
Podem ser distinguidos dois tipos de tribos: as mais primitivas, fundadas nas relações do parentesco, e as fundadas na territorialidade.

Segundo Marx...
À “forma tribal de organização social” correspondem “diversos modos de exploração da natureza” (caça, recolha de frutos, pesca) e uma forma de propriedade comunitária, coletiva, podendo o indivíduo usufruir das “condições materiais de produção” por ser previamente membro da comunidade, sendo sempre um “possuidor” e nunca “proprietário”.


Comentários
Essa concepção não é correta.
Os humanos nessa faze da existência não tinham noção de propriedade porque eram nomades.
Não tinham residência fixa porque os bens necessários pedados na natureza escasseava, de tempos em tempos, a água acabava, e a tribo tinha que se mudar em busca de melhores locais de subexistência.
Não existia o conceito inventado por Marx de "propriedade comunitária".
Também foge ao bom senso classificar como "condições materiais produção" as atividades de tribos coletoras e caçadoras, uma vez que ele não produziam nada, quem produzia era a natureza !


“Com a evolução das forças produtivas” e das formas de explorar a natureza, o trabalho passa a ser uma “atividade familiar”.
Pode todavia continuar a ser observada alguma forma de trabalho e/ou propriedade coletiva, mas este fenômeno deixa de ser a regra para passar a ser a exceção (com o objetivo de produzir, por exemplo para as celebrações da comunidade).
Surgem então diversos modos de produção baseados no modo de produção comunitário-tribal:

a) Modo de produção asiático (Oriente Médio):
A propriedade deixa de ser da comunidade para passar a ser a propriedade do Estado, personificado pelo rei, que passa a apropriar-se dos excedentes. O indivíduo tem a posse e não a propriedade do solo — o acesso à terra é determinado pela comunidade, que por sua vez tem também apenas a posse coletiva do território, sendo o Estado o único proprietário.

b) Modo de produção antigo (Grécia e Roma):
Existência de duas formas de propriedade, comum e privada, sendo a última a base da produção.
O objetivo é “a reprodução de cada um na sua dignidade de homem livre”, sendo «homem livre» aquele que não depende “de outrem”, pois possui terra onde pode “praticar a agricultura”.
A propriedade privada distribui-se de forma desigual, levando à acumulação de riquezas por uma minoria, e ao aumento do número e da importância dos escravos.

c) Modo de produção germânico:
A propriedade comum é substituída pela propriedade familiar; existem terras comuns, usadas como complemento da propriedade individual (pastagem, colheita, lenha, etc.).
A comunidade existe como tal, apenas quando a família se reúne e faz então existir pela sua reunião, pela sua associação, a comunidade.

d) Modo de produção feudal.

Por conjugação entre os referidos modos de produção — excetuando-se o modo de produção asiático, surge o modo de produção feudal.
Da ação conjunta da dissolução do mundo antigo, do declínio da escravatura e das invasões «bárbaras», nascem lentamente as condições de formação do modo de produção feudal.


Comentários
Isso não é verdade.
O feudalismo surgiu por razões políticas.
O feudalismo surgiu pq o Império Romano foi destruído, pelas invasões bárbaras, e não existia mais um poder central na Europa.
Com a não existência de poder central o poder se formou localmente, de onde surgiram os feudos.
A força física definiu quem seriam os senhores dos feudos, os guerreiros, os que lutaram para ser senhores e venceram, obtiveram os títulos e as terras pela força.
Por isso a figura do "cavaleiro" com sua armadura, seu escudo e sua lança, se tornou o símbolo do feudalismo.
Um outro fator - decisivo - para a formação do feudalismo foi a influência do Vaticano como poder moderador e de dominação religiosa sobre o povo.
Dai surgiram os 3 elementos do feudalismo:
o senhor feudal e sua realeza,
o clero,
os plebeus.


O feudalismo é um “Modo de produção” baseado na “oposição” entre os “proprietários do solo” e uma classe de camponeses que o usa em troca de uma “retribuição”, que pode ser “trabalho, gêneros ou dinheiro”.
Neste modo de produção "a propriedade está partilhada entre senhores feudais", tendo estes por sua vez “relações hierárquicas” entre si e sendo o Estado apenas “a relação hierárquica desses diversos proprietários”.

Devido às suas próprias contradições, este modo de produção dará origem ao modo de produção capitalista, da forma já atrás referida.



Feudalismo - produção se subexistência pelo trabalho servil do plebeu ao redor do feudo, na Europa



Mercantilismo - produção em larga escala através do trabalho escravo negro nas colônias da América, voltada ao comércio exterior.

Comentários
Este é o maior erro do marxismo.
O feudalismo não deu origem ao capitalismo, deu origem ao mercantilismo !
Mercantilismo - volta do sistema escravocrata e a atividade extrativa e comercial.
Politicamente o feudalismo não deu origem as democracias liberais, deu origem ao estado-nação absolutista
Do senhor feudal o poder passou para os poderosos reis absolutistas das metrópoles coloniais.
O marxismo ignora isso !
Obsecado por encontrar uma "causa" para a sua ideologia, Marx fez desaparecer da história da Europa 300 anos de história !
De 1500 Marx pulou para 1800.
Do feudalismo ele pulou para o capitalismo.
E tirou da análise 300 anos de mercantilismo colonial escravocrata !
Essa omissão inutiliza a já inútil visão da história do marxismo.

Outra coisa a se notar é que Marx diz que "devido as suas contradições"...
Isso é apenas retórica mentirosa.
O feudalismo existiu por 1000 anos !
E nunca teve contradição nenhuma, sempre foi da mesma forma.
Foram as cruzadas, luta entre duas religiões, e a subsequente Renascimento científico que fizeram surgir as navegações e uma nova forma de sociedade, a mercantilista.


*****


Engels falando, em uma carta, sobre os "grandes homens".

"É nesse contexto que devemos, então, tratar dos assim denominados grandes homens.

Trata-se, evidentemente, de uma mera casualidade o fato de que um desses grandes homens e precisamente um desses surja, em um dado país.

Mas, se o eliminarmos, permanece a necessidade de ser substituído e o substituto em causa acaba sendo encontrado, tant bien que mal, com o tempo.

Foi uma casualidade que Napoleão Bonaparte, precisamente um corso, tornou-se o Ditador Militar de que carecia a República Francesa, esgotada por sua própria guerra.

Napoleão, uma simples obra do acaso para a estupidez marxista...


Demonstra-se que, na falta de um Napoleão um outro haveria cumprido a sua função, pelo fato de que sempre se encontrou a pessoa em questão, tão logo se tornou necessário.

Eis aí os casos de César, Augusto, Cromwell etc."
Friedrich Engels


O texto da carta de Engels mostra que para ele homens como Napoleão, Cesar, Augusto, Cromwell, foram apenas obra do acaso...
Porém, Engels apenas diz "eis ai...", não apresenta sequer uma prova do que ele fala fundamentada em princípios científicos.
Isto dispensa maiores comentários... pq é apenas a opinião fruto da inveja e ressentimento contida em todo marxista.


***

Marx diz (Crítica de Economia Política) que o "modo de produção" condiciona TODO O PROCESSO de vida intelectual, social, político...

Acredito que "processo intelectual" seja o ato de pensar e de se expressar.

Então, segundo essa teoria, podemos supor que o ser humana se expressa intelectualmente porque existe uma estrutura econômica... e não porque tem um cérebro com habilidades e talento !

Levando em conta o que o marxismo afirma, devemos considerar que as pinturas rupestres feitas a 18 mil anos atrás na Caverna de Altamira, Espanha, que são uma manifestação INTELECTUAL do homem da pré-história, foram feitas devido ao "modo de produção" da época e não porque um dos indivíduos, que tinha maior talento, quis expressar na parede da caverna o que via no mundo a sua volta !
E não devemos ter dúvidas que marxistas irão dizer que é isso mesmo !
Dirão eles que o homem da pré-história pintou nas paredes em função da economia da época... ai citam que não tinha pincel, tinta, etc.
E ai eu normalmente respondo que se dermos pincel e tinta modernos para o marxista que está dizendo isso - ele não será capaz de fazer pinturas iguais as da caverna !

Por toda a sua história, as disputas políticas humanas, as disputas políticas entre nações, levaram os humanos a duelarem e a fazerem guerra uns contra os outros.
Em todas as épocas históricas que existiram, imperial, feudal, mercantilista e liberal, as disputas políticas entre nações foram decididas por guerras.
Ou seja, o "modo de produção" da época não determinou a solução política, uma vez que em todos eles a solução foi a mesma, a guerra.
E a ordem jurídica subsequente NUNCA FOI DETERMINADA pelo "modo de produção", voi sempre determinada PELO VENCEDOR DA GUERRA.


***

A opinião marxista sobre os grandes homens.

O marxismo diz que os acontecimentos estão determinados pela sequencia da história, como Engels disse, Napoleão foi obra do acaso...se não fosse ele seria outro.

Porém, no caminho de Napoleão existiu um outro grande general, o Duque de Wellington, e em Waterloo os dois se encontraram frente a frente, e ai o destino da Europa foi decidido.

O que levou Wellingthon a vencer Napoleão, o acaso marxista ?
Acho que não existirá uma pessoa sã no mundo que diga que a Inglaterra venceu a batalha por obra do acaso !

Se Napoleão tivesse vencido, hj a história seria diferente da atual.
Como Wellingthon foi melhor que Napoleão, a história não só da Europa como da humanidade, é a atual.

150 anos depois a Europa estava de novo frente a uma decisão de seus destinos, agora diante de uma situação muito maior, a Segunda Guerra Mundial.
O mundo hj poderia ser nazista, se Hitler tivesse vencido, e ele tinha um exército poderoso para dominar o mundo todo !

Seria o determinismo marxista que iria decidir os rumos da história em 1935 ?
Ou seriam os generais ?

Seria o acaso marxista que iria determinar os acontecimentos decisivos que viriam ou seriam seres humanos como Hitler, Churchill, Roosevelt,, Stalin, Mussolini, generais como Eisenhower, Montgomery, Patton, Rommel, com suas habilidades diferenciadas, que iriam decidir a história da humanidade ?

Milhares de batalhas, de todos os tipos, no ar, no mar, em terra, heroísmo, arrojo, planejamento, espionagem, visão estratégica, foi isso que fez com que a humanidade não estivesse hj sob o domínio do nazismo !

Um marxista, em sua alienação jamais entenderá isso...

Marxistas jamais entenderão que a história, é decidida pelo confronto de grandes homens, como Octavio e Marco Antonio (e Cleopatra), que em uma batalha naval nos arredores da Grecia decidiram os destinos da civilização ocidental !
Porque se Cleopatra e Marco Antonio tivessem ganho, a civilização ocidental não teria existido, o cristianismo não teria existido, pq o poder mundial não estaria em Roma, mas sim, em Alexandria.

Tais acontecimentos, que direcionaram a história, nunca dependeram do acaso, ou do determinismo histórico marxista, dependeram da competência dos grandes homens em luta.

O marxismo em sua soberba alucinação pensa saber como a história se dá.
Grandes homens surgem ao acaso, mas, marxistas, em um dado contexto histórico atual, não tem competência para dizer qual vão aser os acontecimentos e qual vai ser o grande homem que irá se destacar !

É muito fácil depois do surgimento de Napoleão dizer que ele iria surgir !
Mas por que, se estava tão na cara que ele iria surgir, ninguém previu seu surgimento ?

Os aloprados "intelectuais" marxistas previram que os trabalhadores, na próxima guerra europeia (Primeira Guerra Mundial), não iriam se alistar para lutar por suas pátrias !
Pobres tolos imbecis, erraram.

E Hitler, por que nenhum materialista histórico previu o surgimento de Hitler ?
Já que a história é tão evidente para eles, eles deveriam ter previsto !

***

domingo, 24 de setembro de 2017

O marxismo é a religião dos ateus.

Uma religião alienante que deixa os seguidores cegos para a realidade muito mais que as religiões teológicas.
É uma religião porque possui valores altruístas e idealistas...
Seus seguidores são pessoas "boas" que querem "mudar o mundo" e se colocam como protetores de minorias,  do meio ambiente, dos animais, dos pobres e oprimidos, etc, são os chamados "liberais" ou "progressistas" politicamente corretos e chamam os que não são iguais as eles de "conservadores".

É uma religião porque tal qual as demais religiões, que prometem o paraíso - no céu, o marxismo promete o paraíso aqui mesmo na Terra - o comunismo - uma suposta sociedade igualitária.



Essa alienação existe em milhões de pessoas na atualidade... e o mais terrível é que elas não sabem disso!
Milhões de pessoas no mundo ocidental seguem uma doutrina cega e não sabem que estão dominados por ela!

Essa alienação não existe nas sociedades orientais porque grande parte dessas sociedades já sofreram por muitos anos as desgraças do marxismo e já estão escaldadas e sabem bem do que se trata essa ilusão.

Tais pessoas se engajam em "lutas" nas redes sociais e partidos políticos para defenderem minorias, como afrodescendentes, homossexuais, feminismo, vegans, meio ambiente, o planeta, animais, e outras "causas nobres" e não percebem que isso se trata apenas de "lutas de classes" marxistas disfarçadas.

Isso aconteceu porque o marxismo depois de ter fracassado, no ocidente, em inúmeras guerras civis e revoluções na Europa Ocidental no século XIX e XX mudou de tática e passou a "luta cultural" que consiste em uma ação doutrinária a longo prazo para mudar o senso comum da sociedade ocidental e fazer com que a sociedade apoie o marxismo e a "luta" deles por um "mundo melhor".

Essa "luta" começou na Europa e depois foi para o EUA e para a América Latina, Canadá, Austrália, se infiltra nas universidades da área de humanas (Filosofia, Sociologia, Direito, História, Geografia, Artes, Estudos Sociais, Pedagogia, Administração, etc), formam quadrilhas corporativistas e passam a fazer doutrinação ideológica - sutil - em sala de aula - nunca falam diretamente bem do marxismo... a ênfase é dada a crítica a sociedade ocidental democrática, que eles denominaram de "capitalismo".

Se formos em uma palestra de um "intelectual" socialista marxista nunca vamos ver ele falando do socialismo marxista, muito menos falam do comunismo que nem mesmo sabem como seria, não, ele vai passar o tempo todo fazendo críticas, em geral sarcásticas e piadistas,  ao "capitalismo" e a sociedade democrática, tais críticas são sempre disfarçadas de "culturais", filosóficas ou humanistas, a maior mentira "cultural" do mundo atual!

Essa gente quando tomam o poder em uma democracia roubam bilhões do dinheiro público sem remorso algum ... porque para eles estão roubando para uma "causa nobre"! 
E o mais trágico, muitos inocentes úteis apoiam essa ação ilícita porque estão cegos pela ideologia "do bem".

Essa é a religião dos ateus ou daqueles que descreem de religiões e principalmente dos "intelectuais" socialistas que se revoltam contra a sociedade democrática porque ela premia os competentes e não a eles que se julgam sábios..


***


Eric Voegelin (1.901-1.985)
Filósofo alemão da área da Fenomenologia.
Estudioso do marxismo.

Trecho abaixo foi extraído de "Karl Marx segundo Eric Voegelin".
Na raiz da ideia marxiana está uma doença espiritual, a revolta gnóstica de quem se fecha à realidade transcendente.
A incapacidade espiritual aliada à vontade mundana de poder provoca o misticismo revolucionário.
A proibição das questões metafísicas acerca do fundamento do ser; "Será possível negar Deus e manter a razão ?" destrói a ordem da alma.
Mas a par desta impotência espiritual há a vitalidade de um intelecto que desenvolve uma especulação fechada.
As Teses sobre Feuerbach mostram que o homem marxiano não quer ser uma criatura. Rejeita as tensões da existência que apontam para o mistério da criação.
Quer ver o mundo na perspectiva da coincidentia oppositorum, a posição de Deus.
Cria um fluxo de existência em que os opostos se transformam uns nos outros.
O mundo fechado em que os sujeitos são objectos e os objectos actividades, é talvez o melhor feitiço jamais criado por quem queria ser divino.
Temos de levar a sério este dado para compreender a força e a consistência intelectual desta revolta anti-teista.

Texto completo está em:

 http://kmsegundoev.blogspot.com.br/


***












quinta-feira, 31 de agosto de 2017

As "lutas de minorias" são arremedos da "luta de classes" marxista.

O marxismo revolucionário, o que Marx defendeu por toda a vida, através da "Liga dos Comunistas" e depois com a "Internacional Socialista", instigou desde o século XIX guerras civis por toda Europa, as principais na França e na Alemanha, depois na Rússia e na Espanha, onde morreram 700 mil pessoas, a maioria jovens estudantes universitários de todo o mundo, as "milícias internacionais", que foram para a Espanha lutar pela "causa" socialista, todas essas "revoluções do proletariado" deram em nada, o socialismo faliu em todas elas, não conseguiu chegar ao "sonho" comunista e permaneceu na ditadura e na opressão sem liberdade de expressão e prendendo e matando milhares de "dissidentes". 

Porém, os "intelectuais" socialistas, nunca desistem de causar dano aos bem sucedidos, os "intelectuais" socialistas nutrem ressentimento contra a sociedade democrática por ela premiar os competentes e não a eles que se julgam sábios - por isso a sociedade "capitalista" é injusta e má! 
Porque não premia aos "intelectuais" que se julgam merecedores de sucesso, a sociedade "capitalista" nunca os premia e a maioria deles são obrigados a viver trabalhando para o estado em universidades por toda a vida...

Revoltados com essa situação "injusta" e devido as derrotas revolucionárias os "intelectuais" socialistas a partir de 1940 mudaram de estratégia e criaram o marxismo "cultural" que é uma ação "educativa" nas escolas, começaram nas faculdades da área de humanas, em especial história, geografia, filosofia, artes, sociologia, direito, educação física, estudos sociais, pedagogia, etc, e hoje em dia essa ação doutrinária dentro das salas de aula age em todos os níveis escolares, até mesmo no primeiro grau, ensinando marxismo de forma sutil sem nunca dizer abertamente que é o marxismo, mas sim, dando a impressão de "benfeitores" lutando contra a "opressão dos ricos"... essa ação doutrinária de mais de 70 anos resultou em arremedos da "luta de classes" marxista... gerou "lutas de minorias", como o feminismo e até mesmo a "luta" de vegetarianos, contra o cigarro, contra o álcool, "luta" ambientalista, que na verdade são "lutas" contra os "capitalistas" que criam bovinos e ovinos em suas fazendas, fabricam cigarro, cerveja, fazem mercadorias com o petróleo, carros, motos, aviões, e muitas outras "coisas ruins" que são fabricadas para serem "consumidas".

Hoje em dia a sociedade ocidental foi dominada por essa ideologia fracassada e está permeada de "benfeitores" que "lutam" em prol dessa ideologia - sem saber que o fazem!
Pensam que estão lutando para "salvar o planeta" ou para "transformar o mundo"... mas, inocentemente" estão a serviço da ditadura socialista que quer destruir a democracia!

Assim, o Ocidente, a sociedade ocidental, possui milhões de pessoas "trabalhando" para "educar" bandidos e terroristas caminha para a decadência e dominação pelas sociedades orientais, infelizmente, pois essa sociedade foi a única em milhares de anos que tirou a humanidade da miséria.




***




 




sábado, 10 de junho de 2017

Macho alfa - um ser em extinção na espécie humana

Esta semana li um artigo sobre "macho alfa", o artigo tem como título:

 

"Assim é o verdadeiro macho alfa"

 

Para quem quiser dar uma olhada ele está em:

 

http://brasil.elpais.com/brasil/2016/05/12/ciencia/1463056020_205639.html

 

No seu trecho inicial o autor escreve: 

 

"O genuíno líder de uma alcateia de lobos é empático respeitoso, longe do estereótipo de pai e chefe controlador e agressivo com o qual muitos homens são identificados" 

 

 

Penso que não podemos comparar homens e lobos...

O artigo é uma crítica de "progressistas" politicamente corretos ao "homem violento" ou ao "macho" humano... acho isso desnecessário, o "macho" humano é um ser em extinção, nos países escandinavos, terra dos vikings (quem diria!), na atualidade, eles já são raridade, no Canadá, Austrália, Holanda, eles também são raridade.

 

A democracia implantada no Ocidente no início do século XVIII possibilitou a ascensão ao poder dos fracos, como bem avaliou Paulo Francis a 50 anos atrás, na democracia moderna (não na democracia grega), onde todos os indivíduos da nação maiores de idade tem direito a um voto, os fracos, finalmente, ficaram em pé de igualdade com os fortes, e assim, por serem maioria esmagadora na humanidade, com o passar dos anos tomaram o poder político no Ocidente e foram pouco a pouco criando uma sociedade aos seus moldes, uma sociedade onde a ênfase é dada ao compartilhamento, a colaboração, ao "fair play", etc, uma sociedade onde os jogadores de futebol não entram mais em campo correndo e saltando, não, agora eles entram em campo de mãos dadas com criancinhas deficientes ou saudáveis num ato simbólico para mostrar a milhões de telespectadores a fraternidade vigente, uma sociedade onde os programas de TV, inclusive as novelas que sempre mostram "comunidades" fraternas, passaram a ser mais de auto ajuda, de ensinamentos politicamente corretos, do que de entretenimento, uma sociedade assim é perfeita para os fracos, uma vez que suas fraquezas não entram no jogo!

 

Este artigo é só mais um entre milhares, talvez milhões, feitos pelos fracos para "justificarem" o poder que obtiveram com seus "bons modos", mas, por ser algo anti natural, quase sempre incorre em erros.

 

Devo ressaltar que não sou a favor da violência, de forma alguma, apenas acho que, como em uma alcateia de lobos, o líder é aquele que reúne maior força e inteligência e não os mais frágeis e dóceis.

 

Sobre a comparação feita no artigo entre lobos e humanos.


Os humanos depois que ficaram civilizados, criaram privacidade, leis, códigos, polícia, justiça, para regular suas ações, diferente dos lobos que ainda são selvagens e vivem em grupos, o macho dominante em uma alcateia não precisa usar de violência a todo instante porque os demais sabem que se ele precisar usar ele vai usar toda ela e ninguém poderá impedi-lo, sabendo disso os demais não se atrevem a sair da linha, a não ser que surja um jovem lobo com pretensões dominantes e ai a violência irá acontecer sem que ninguém possa evitar.

 

***

 

 

terça-feira, 18 de abril de 2017

Mudar o mundo

Karl Marx foi um fracassado na vida... nunca trabalhou, nunca deu aulas, a única coisa que fez para ganhar algumas moedas foi escrever artigos para jornais criticando a sociedade, entretanto, ele queria "transformar o mundo""!

E como Karl Marx queria transformar o mundo?
Karl Marx queria transformar o mundo incitando a revolução do proletariado para acabar com a democracia representativa de livre mercado (por ele denominada "capitalismo") e instituir a "ditadura do proletariado" socialista onde apenas uma classe existiria, os proletários, comandados pelos "intelectuais" comunistas.

Como tudo o que fazem os revoltados com o mundo que se tornam, por ressentimento e inveja, defensores da "igualdade" socialista, o que ele queria fazer, onde foi feito, como por exemplo na URSS, na China, em Cuba, fracassaram e transformaram as nações onde existiu socialismo/comunismo em nações pobres, miseráveis, onde nem gêneros de primeira necessidade conseguiram produzir.

Karl Marx morreu incógnito, no seu enterro foram 11 pessoas, incluindo Engels e as filhas que restaram, ele foi ressuscitado no século XX pela URSS que precisava de um ícone para a sua propaganda comunista no ocidente... milhões de livros marxistas foram editados na URSS e enviados de graça para o ocidente, enviados para as universidades, e nelas, os intelectuais, também revoltados com o mundo que não lhes dá valor, receberam tais livros e começaram a doutrinação nas escolas do ocidente, o que resultou na atualidade no "marxismo cultural" e sua produção, os politicamente corretos que querem "transformar o mundo".

O destino dessas criaturas mal formadas é o fracasso, pois transformar "o mundo" significa transformar - as outras pessoas - e isso é impossível!

Tais alienados fariam muito melhor se tentassem - mudar a si mesmos -  o que é uma tarefa das mais difíceis!

Então, quem quiser mudar alguma coisa - tente mudar a si mesmo, tente mudar a sua própria vida, e não querer mudar o mundo pois isso produzirá apenas discórdia, violência e uma vida fracassada.


***








sábado, 15 de abril de 2017

Por que os intelectuais odeiam a democracia representativa de livre mercado por eles denominada por "capitalismo" ?

Trecho do artigo de Robert Nozick em
"Por que os intelectuais se opõem ao capitalismo?"

"Por que os intelectuais que lidam com as palavras pensam que são valiosíssimos, e por que pensam que a distribuição deve se fazer de acordo com o seu valor?
Observe-se que este último não é um princípio necessário.
Foram propostos outros modelos de distribuição, incluindo a distribuição paritária, a distribuição segundo o mérito moral, a distribuição segundo a necessidade.
De fato, não é necessário que haja modelo algum de distribuição que a sociedade esteja tratando de alcançar, inclusive uma sociedade preocupada com a justiça.
A equanimidade de uma distribuição pode resistir em sua proposição a partir de um processo justo de intercâmbio voluntário de propriedade e serviços legitimamente adquiridos. Qualquer resultado que se produza nesse processo será então justo, mas não existe um modelo concreto a que se deva ajustar o resultado.
Por que então os forjadores de palavras se consideram valiosíssimos e aceitam o principio de distribuição segundo o valor?
Desde o começo do pensamento documentado os intelectuais nos disseram que sua atividade é valiosíssima. Platão valorizava a faculdade racional acima do valor e dos apetites, e considerava que os filósofos deveriam governar; Aristóteles sustentava que a contemplação intelectual é a atividade suprema.
Não é surpreendente que os textos que chegaram até nós registrem essa alta valoração da atividade intelectual. As pessoas que expressaram valorações, que as escreveram com razões para apoiá-las, eram intelectuais acima de tudo.

Eles se engrandecem a si mesmos.

Os que davam mais valor a coisas diferentes da meditação sobre as coisas usando palavras, fosse a caça ou o poder, ou o prazer sensual ininterrupto, não se preocupavam em deixar informes escritos duradouros.
Só os intelectuais elaboraram uma teoria sobre quem era melhor.

Que fator provocou a sensação, por parte dos intelectuais, de que tinham um valor superior?
Vou me concentrar em uma instituição concreta: as escolas.
À medida que o conhecimento livresco se tornou cada vez mais importante, ampliou-se a escolarização – ensinar aos jovens a ler e a familiarizar-se com os livros. As escolas se converteram na principal instituição, a fora a família, para forjar as atitudes dos jovens, e quase todos que mais tarde se converteram em intelectuais passaram por uma escola.
Ali venceram.
Eram julgados acima dos outros, e se consideravam superiores a eles. (!)
Eram engrandecidos e premiados, eram os favoritos dos professores.
Como poderiam deixar de se sentir superiores?
Diariamente experimentavam diferenças na facilidade para as ideias, para o engenho.
As escolas lhes diziam e lhes demonstravam que eram os melhores.

As escolas também exibiam e, portanto, ensinavam o princípio da recompensa de acordo com o mérito (intelectual).
Ao intelectualmente meritório se dirigiam os elogios, os sorrisos dos professores e as notas mais altas.
Na moeda que ofereciam nas escolas, os mais inteligentes constituíam a classe alta. Ainda que não fizesse parte dos currículos oficiais, nas escolas os intelectuais aprendiam as lições sobre seu próprio valor, superior em comparação com os demais, e de como esse valor superior lhes dava direito a maiores recompensas.

A mais ampla sociedade de mercado, todavia, ensinava uma lição diferente.
Ali as principais recompensas não eram para os mais brilhantes verbalmente.
Ali não se concedia o maior valor às habilidades intelectuais.
Instruídos na lição de que eles eram os mais valiosos, os que mais mereciam a recompensa, os que tinham maiores direitos à recompensa, como podiam os intelectuais, em geral, deixar de ficar ressentidos com a sociedade capitalista que os privava das justas retribuições a que sua superioridade lhes “dava direito”?
É de surpreender, então, que os sentimentos dos intelectuais instruídos, com relação à sociedade capitalista, sejam uma profunda e sombria ojeriza que, embora revestida de diversas razões publicamente apropriadas, continuava inclusive quando se demonstrava que essas razões particulares eram inadequadas?

Ao afirmar que os intelectuais consideram ter direito às mais altas recompensas que a sociedade em seu conjunto pode oferecer (riqueza, status, etc.), não quero dizer que os intelectuais considerem essas recompensas como os bens mais preciosos.
Talvez eles valorizem mais as recompensas intrínsecas da atividade intelectual ou o fato de entrar para a história.
No entanto, também se sentem com direito à mais alta consideração por parte da sociedade em geral, ao máximo e melhor que se possa oferecer, por insignificante que resulte.
Não pretendo conceder relevância especial às recompensas que abrem caminho até os bolsos dos intelectuais ou que afetem a suas próprias pessoas. Ao identificar a si próprios como intelectuais, podem sentir-se incomodados pelo fato de que a atividade intelectual não seja a mais valorizada e recompensada.

O intelectual quer que a totalidade da sociedade seja uma extensão da escola, para que seja como o entorno que lhe foi tão bom e onde ele foi tão apreciado.
Ao incorporar critérios de recompensa que são diferentes dos próprios da sociedade global, as escolas garantem que alguns venham a experimentar posteriormente uma queda na escala social.
Os que estão na ponta mais alta da hierarquia escolar se considerarão com direito a uma posição de primeira, não só naquela micros sociedade, mas na mais ampla, uma sociedade cujo sistema os incomodará quando não os tratar de acordo com suas necessidades e direitos auto-adjudicados.
O sistema escolar cria, portanto, um sentimento anticapitalista entre os intelectuais.
Mais precisamente, cria um sentimento anticapitalista entre os intelectuais da palavra.
Por que não desenvolvem os forjadores de números as mesmas atitudes que esses forjadores de palavras?
Presumo que essas crianças brilhantes com as contas, ainda que consigam boas notas nos exames correspondentes, não recebem dos professores a mesma atenção e aprovação pessoal que as crianças brilhantes com as palavras.
São as destrezas verbais as que acarretam essas recompensas pessoas por parte dos professores, e, aparentemente, não essas recompensas específicas que dão forma a esse sentimento de ter direito a algo."



***

 

terça-feira, 4 de abril de 2017

O meio araltístico do ocidente se transformou em militância do marxismo cultural

No ocidente o cinema (em especial Hollywood), a TV, novelas, peças teatrais, a mídia em geral, devido a ação doutrinária dos "intelectuais" do marxismo cultural, se transformaram em militantes do marxismo cultural para "mudar o mundo".
Hollywood não faz mais filmes para emocionar o público, agora faz filmes para "ensinar" ao público uma "nova história" (a marxista é claro), para dizer ao público quem são os bandidos (Inglaterra e USA em especial, os ricos e bem sucedidos, o estado, a polícia,  e o Direito), e para dizer ao público quem são os mocinhos (afrodescendentes, feministas e homossexuais, pobres, e, as "vítimas da sociedade opressora" - os bandidos).


Cenas da série "Black Sails",
um filme "sobre piratas do Caribe"

Assisti a série "Black sails" (Velas pretas) que de fachada é um filme sabre piratas, mas, na verdade é um filme para demonizar a Inglaterra; o capitão Flint, o principal protagonista e pirata é gay, ama um rico intelectual inglês que foi injustiçado pelo império britânico, o outro mocinho é um aleijado que se apaixonou pela filha da rainha de um quilombo que se revoltou contra a Inglaterra, e por fim consegue vencer e humilhar o governador inglês de Nassau e colocar no controle da ilha uma prostituta negra, os piratas também deixam de existir e termina tudo em paz, ou melhor, termina com um beijo na boca do capitão Flint e seu amor o Thomas.

Então, é isso que o meio artístico está - repetidamente - colocando para o público em seus filmes e novelas, aqueles que sabem história sabem que isso tudo é um enorme distanciamento da realidade.
Não se tem notícia que chefes piratas eram gays nem de quilombos aliados a piratas que derrotaram um governador inglês no Novo Mundo, mas, e claro, os marxistas irão dizer que não se tem notícia porque a "história burguesa" é mentirosa ou é a história contada pelo vencedor...

O que esses alienados vão fazer é transformar grande parte do ocidente em alienados como eles distantes da realidade do mundo, e, com certeza, essa farsa vai terminar em tragédia.


***