A alienação

A alienação

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Dialética marxista - a "lógica" da subjetividade

A dialética surgiu na Grécia Clássica e o seu significado é "técnica do diálogo" ou "técnica de debate"..

Socrates (469 aC - 399 aC) usava essa técnica em seus debates.
Era a técnica de perguntar, responder e refutar o outro debatedor, acuar o adversário.

Aristóteles (384 aC -322 aC) disse o seguinte sobre a dialética:
"A dialética é uma lógica do provável, é processo racional que não pode ser demonstrado.
Provável é o que parece aceitável para a maioria, ou aos mais ilustres".


Para Kant (1724 - 1804) a dialética é a "lógica da aparência".
“A dialética é uma ilusão, pois baseia-se em princípios que, na verdade, são subjetivos.”

Hegel (1779 - 1831) usou uma nova forma de dialética, uma dialética lógica que contém três componentes: tese, antítese, síntese.
Essa dialética é totalmente diferente da dialética grega.
As duas primeiras são idéias ou situações contraditórias e a terceira é uma nova idéia ou situação que surge a partir delas.
Hegel argumentava que com esse sistema era possível explicar a história como sendo movimentos dialéticos sucessivos.
Essa interpretação de Hegel é subjetiva, dialéticos diferentes podem obter sínteses diferentes para uma mesma tese e antítese.

Karl Marx (1818 - 1883) aprendeu a dialética de Hegel na Universidade de Berlim, porém, disse que Hegel "estava de ponta cabeça".

Karl Popper (1902 - 1994), um dos mais respeitáveis filósofos do século XX colocou sua interpretação quanto a dialética hegeliana/marxista da seguinte forma:
"O método dialético marxista trata-se de pseudociência.
Primeiro devido a seu caráter especulativo, depois devido a seu caráter metafísico.
A dialética não é ciência e não se adequa ao método cientifico.
O modelo científico visa atestar idéias através da experimentação.
A dialética visa contrapor idéias com idéias, sem a necessidade de nenhuma evidencia.
A dialética, como arma retórica reduz os objetos observados ao antagonismo da antítese, descartando dados significativos.
O método científico não se valida de antítese.
A ciência visa examinar o objeto, sem que exista interferência critica ou especulação.
E é um fato científico comprovado que a contradição de uma idéia não sugere seu irredutível aperfeiçoamento teórico.
A antítese quebra o ciclo evolutivo da tese ao propor uma contraposição, como irredutível elemento dissertativo sem a necessidade de demonstrar isso cientificamente."


A dialética de Hegel e Marx

A dialética de Hegel está relacionada indistintamente com uma filosofia da história, a dialética de Marx está, em tese, associada ao materialismo aplicado a história para justificar nela uma suposta "luta de classes" revolucionária.

Feuerbach (1804 - 1872) foi o fundador do materialismo em oposição ao idealismo de Hegel, Karl Marx, que inicialmente ficou próximo de Feuerbach aprendeu com ele os conceitos de "materialismo" e de "alienação" que também foi conceituado por Feuerbach.
Desta forma, Karl Marx aprendeu a dialética de Hegel, e com Feuerbach aprendeu o materialismo, e os usou dai para frente.

O processo dialético, tese, antítese, síntese (ou, afirmação, negação, negação da negação) em Marx é semelhante ao de Hegel, não poderia ser de outra forma, o método dialético de Hegel era o único que existia, vejamos uma descrição da dialética feita por Marx:

"Uma tese, um pensamento, opõe-se a si mesmo, divide-se em dois pensamentos contraditórios - o positivo e o negativo, o sim e o não.
A luta entre estes dois elementos antagônicos que integram a antítese constitui o movimento dialético.
A fusão destes dois pensamentos contraditórios constitui um novo pensamento, que é a síntese dos mesmos.
Esse pensamento se divide, mais uma vez em dois pensamentos contraditórios, que por sua vez, fundem-se uma nova síntese."

Karl Marx, Miséria da Filosofia; em Método, Primeiro comentário, Lógica; 1847.

A diferença entre Hegel e Marx é que a dialética de Hegel em seu movimento final (Idéia, Natureza) o leva ao Espírito, mediante um processo em que, na opinião de Hegel, o Espírito ganha consciência de si ao longo da história.
Para Hegel, a partir do movimento dialético das contradições "idéia" e "natureza" inseridos na história humana evoluíram do Nada para a Consciência, para a aquisição da Inteligência, ao que Hegel deduz ser o Espirito em formação, ou seja, Deus.
Hegel vê a história produzindo um ser cada vez mais inteligente, por isso lhe deu o nome de Espirito (Deus).
Para Hegel Deus não é o que é - ao menos só é parcial e muito provisoriamente o que atualmente é - Deus é o que se realizará na História.
Hegel escreveu:
"O espírito é tido como consciência-de-si, e é imediatamente revelado a esta consciência, pois ele é a própria, por isso se diz que a natureza divina é a mesma que a humana, e é esta unidade o que se contempla "
Hegel, 1980, pg 190.

Karl Marx não entendeu essa dedução de Hegel...
Karl Marx entendeu apenas que em Hegel a "idéia" gerou a "coisa", mas essa opinião de Marx é incompleta, deformada, Hegel não concluiu isso que Marx pensou que ele concluiu.
E de posse dessa equivocada visão da filosofia dialética de Hegel, Karl Marx conclui que Hegel "esta de ponta cabeça", e cabia a ele, Marx, colocar Hegel de novo em pé.
Uma arrogante opinião de Marx, que alem de não entender toda a profundidade da filosofia de Hegel ainda a trata com escárnio.
Em função desse erro dedutivo Marx diz que não é a consciência que transforma as relações materiais, mas o contrário, é através dos processos materiais que a consciência é formada.
Para Marx a “coisa” gerou a “idéia”, ou mais especificamente, para Marx são os meios de produção que geram a estrutura sociocultural chamada por ele de "superestrutura"..

Mas, o detalhe é que esse conceito de Marx não tem nada a ver com a filosofia de Hegel.

Porém, existe uma diferença muito maior entre Hegel e Marx.

A filosofia de Hegel é realmente uma filosofia !
Hegel parte do “Nada” e do “Ser” e vai caminhando dialeticamente (aplica a dialética sucessivamente) até chegar ao Espírito.
Hegel gastou décadas de estudo para chegar a suas conclusões.

Marx não, Marx no seu livro "Crítica da filosofia do Direito de Hegel" disse que parte das concepções de Hegel estavam invertidas... e no prefácio de O Capital Marx escreveu que "em Hegel, a dialética está de cabeça para baixo. é necessário a por de cabeça para cima".
Marx disse isso sem entretanto demonstrar dialeticamente nada do que afirma.
Marx apenas usou a conclusão final de Hegel e a trocou pela "sua concepção".

Eric Voegelin fez uma definição para essa situação, diz ele:

“O ponto de partida para o movimento do pensamento de Marx é a posição gnóstica herdada de Hegel.”

Os "conceitos" que Marx usa não são coisas surgidas no início da humanidade, são coisas relativamente recentes, tais como, “relações de produção” e “forças produtivas”, "superestrutura", tais coisas não existiam em épocas históricas passadas!
O que estamos dizendo é que tais "conceitos" só passaram a existir a partir do momento que os humanos iniciaram a civilização, antes dela não existiam "meios de produção" como agricultura e pecuária.

A “idéia” (concepção mental, consciência, raciocínio) e a “natureza” (o planeta e tudo que existe nele) que são a tese e antítese de Hegel sempre existiram desde o início da humanidade, ao passo que o que Marx coloca como base da sociedade - a economia, não existiu desde o início, são coisas que surgiram com a civilização.
Portanto, a dialética de Marx, não tem passado.
Na verdade ela surge "da posição gnóstica herdada de Hegel".
Mas, se Marx diz que a dialética de Hegel estava “de cabeça para baixo” ... ele teria que ter demonstrado isso dialeticamente.

Por incrível que possa parecer - não existe nos textos de Marx nenhuma analise dialética de nada... todo o texto marxista é um desenrolar – da opinião de Marx, e não uma dedução técnica dialética.

A verdade é que a filosofia de Hegel não está invertida, ela é exatamente da forma que Hegel a fez depois de décadas de estudo.
Existe fundamentação dialética na conclusão de Hegel !
Da “ideia” surge a “natureza”, e nela progride o “espirito” (a história).
Hegel está se arriscando a dizer que a história é Deus em formação!

Marx não entendeu a profundidade da conclusão de Hegel.
Marx não entendeu que Hegel, que era religioso e patriota, estava querendo chegar a uma “definição” de Deus (Espirito).
Deus é o desenrolar da história, e nela que Deus vai se formando para Hegel, e a sociedade cristã alemã era a mais sofisticada produção desse processo.

Se isso é algo valido e real, ou é apenas mais uma ilusão, é uma outra história, mas, a conclusão é fundamentada.

Ao passo que a conclusão de Marx não é fundamentada e não tem sentido lógico, uma vez que supor que uma “ação material” é que da origem a uma “idéia social” é semelhante a dizer que um pedreiro primeiro faz a casa para depois que a casa estiver pronta o engenheiro faça o projeto da casa!

E para comprovar a trapaça marxista, no final de sua vida, Marx disse em resposta a pergunta de como seria a sociedade comunista "que isso seria uma tarefa para a ciência resolver" !
Mas, como seria isso possível se a ciência faz parte da estrutura social?
Se a ciência seria a que iria resolver então teríamos a própria estrutura social originando estrutura social!

Onde está o materialismo dialético?
Por que o materialismo dialético de Marx não resolveu como seria a sociedade comunista em vez de passar o abacaxi para a ciência?
- Não resolveu porque o materialismo dialético é uma fraude.

O misticismo criado pela ideologia marxista em torno da dialética

Quando marxistas falam da dialética temos a impressão que estão falando de algo sobrenatural!
A dialética parece ser para eles algo mágico, uma "varinha mágica" que em tudo que toca explica.
Marxistas transformaram a ferramenta lógica criada por Hegel em misticismo, e com ele se julgam senhores da verdade, apesar de não saberem nem mesmo aplicar a dialética na prática.
Isso se tornou uma neurose pois trata-se de uma ilusão, a dialética é subjetiva, pseudociência, e não se consegue com ela desvendar a realidade.
Os marxistas só aplicam a dialética para, supostamente, explicarem passado.
Quando marxistas fazem previsões - erram sempre - a começar pelas previsões feitas por Marx.

A dialética jamais terá a capacidade de explicar o presente.
Se, a partir do movimento dialético das contradições, tese e antítese, ou, afirmação e negação, dadas, teremos o surgimento de uma nova situação histórica - seria possível prever o futuro!
Uma vez que, se temos no momento presente duas situações históricas contraditórias, como por exemplo os pacifistas e os revolucionários atuando na sociedade, poderíamos fazer uma analise dialética dessa contradição e prever uma síntese que iria ocorrer no momento subsequente, o futuro.
O que é algo impraticável.
Desta forma, a grande importância dada a dialética pelos marxistas é apenas uma forma de dar importância a eles próprios como sendo "grandes intelectuais".
Isso é uma ilusão, uma neurose, pois marxistas nem mesmo sabem aplicar a dialética na prática, e isso se comprova pela diversidade de opiniões que apresentam quando vários marxistas se põem a discutir sobre o assunto, e é uma norma que eles em pouco tempo estarão se ofendendo e se xingando uns aos outros.

Eu já fui em comunidades do Orkut sobre Karl Marx e perguntei se sabiam de alguma aplicação prática da dialética feita por Karl Marx, ninguém apresentou nenhuma!
Tentaram embutir dialética até na Introdução do Manifesto Comunista!

Tentam fugir do problema falando que a dialética de Marx não é idealista, é materialista, e por isso não tem a "tese", "antítese", e "síntese", dizem que em Marx é "afirmação", "negação", e "negação da negação".
Ou inventam outros nomes.
Mas é claro que mudar o nome não muda em nada o processo dialético!

Para acabar com essa rota de fuga eu coloquei os possíveis nomes que possam dar da seguinte forma:

1 - tese - antítese --> síntese
2 - afirmação - negação --> negação da negação
3 - positivo - negativo --> negação do negativo
4 - sim - não --> negação do não
5 - ação - contradição --> superação
6 - contradição+ - contradição- --> negação


E disse a eles que usando qualquer um dos nomes acima, que encontrassem no texto original de Karl Marx uma aplicação prática da dialética.
Não encontraram.

Em vista desse fato, de não existir um texto explicito de Karl Marx onde ele especifique que está usando o seu método dialético somos forçados a concluir que a alcunha de "dialético" dada a Karl Marx é uma mentira, uma ilusão incutida na cabeça dos crédulos mas que na prática não existe.
Trata-se portando de uma neurose, Freud explica, acreditam em uma ilusão.


Marx não fez dialética, Marx apenas criticou a dialética dos outros

Karl Marx criticou a dialética de Hegel, criticou a dialética de Feuerbach e Bauer, criticou a dialética de Proudhon, mas a dialética dele mesmo ele jamais produziu sequer um exemplo onde tenha dito que estava aplicando o seu método dialético...

A titulo de ilustração vamos colocar um texto original de Marx em uma carta onde ele critica Proudhon.

Em 28 de Dezembro de 1846 Marx escreveu uma carta para Pavel Vassilievitch Annenkov (1814-1887), um historiador e crítico literário russo, que havia lhe escrito pedindo opinião sobre o livro "Filosofia da miséria" que Proudhon tinha acabado de escrever.
Esta carta nada mais é do que crítica e sarcasmo de Marx contra Proudhon, as expressões usadas por Marx nesta carta são de declarado ódio a Proudhon ... que nada de mal lhe havia feito, apenas tinha escrito um livro colocando suas opiniões filosóficas, não precisava tanto rancor contra uma pessoa de quem ele Marx, tinha recebido ensinamentos decisivos sobre a propriedade privada.
Para obter o seu intento de usar de sarcasmo e denegrir Proudhon, Marx inventou uma suposta "dialética de Proudhon", dialética esta que Proudhon JAMAIS USOU em seu texto.
A carta toda, longa, é semeada de palavras agressivas contra Proudhon, não precisamos ver todo esse ódio, vejamos apenas parte do texto da carta sobre a "dialética de Proudhon" para que cada leitor possa tirar suas conclusões.
Eis o texto:

"Meu querido Sr Annenkov
...
Deixe agora lhe dar um exemplo da dialética de Proudhon.
A liberdade e a escravidão constituem um antagonismo.
Não há nenhuma necessidade de eu falar dos aspectos bons ou maus da liberdade.
Quanto à escravidão, não há nenhuma necessidade para mim falar de seus aspectos maus.
A única coisa que requer explanação é o lado bom da escravidão.
Eu não me refiro à escravidão indireta, a escravidão do proletariado; eu me refiro à escravidão direta, à escravidão dos pretos no Suriname, no Brasil, nas regiões do sul da América do Norte.
A escravidão direta é o pivô em cima do qual a industrialização dos dias de hoje faz girar a maquinaria, o crédito, etc.
Sem escravidão não haveria nenhum algodão, sem algodão não haveria nenhuma indústria moderna.
É a escravidão que tem dado valor às colônias, foram as colônias que criaram o comércio mundial, e o comércio mundial é a condição necessária para a indústria de máquinas em larga escala.
Conseqüentemente, antes do comércio de escravos, as colônias enviaram poucos produtos para o velho mundo, e não ajudaram de forma visível a mudar a face do mundo.
A escravidão é consequentemente uma categoria econômica de suprema importância.
Sem escravidão, a América do Norte, a nação mais progressista, ter-se-ia transformado em um país patriarcal.
Se tiramos a América do Norte do mapa teremos a anarquia, a deterioração completa do comércio e da civilização moderna.
Abolir a escravidão seria varrer a América do mapa do mundo.
Sendo uma categoria econômica, a escravidão existiu em todas as nações desde o começo do mundo.
Tudo que as nações modernas conseguiram foi disfarçar a escravidão em casa e importá-la abertamente no Novo Mundo.
Depois destas reflexões sobre escravidão, o que o bom Sr. Proudhon fará ?
Procurará a síntese da liberdade e da escravidão, o verdadeiro caminho dourado, em outras palavras, o equilíbrio entre a escravidão e a liberdade."


Fonte em inglês:
http://www.marxists.org/archive/marx/works/1846/letters/46_12_28.htm

O "método" de Karl Marx sempre foi a crítica pura que nada tinha de dialética.

A dialética atribuída a Karl Marx é uma fraude, e quem duvidar pode procurar em toda obra dele e não vai encontrar.
É claro que "interpretações" subjetivas "encontrando" dialética onde ela não existe explicitada por Karl Marx não tem valor algum.

A dialética não é ciência.

Tanto Hegel como Marx usaram a mesma dialética.
E ambos chegaram a sínteses/conclusões diferentes sobre a realidade histórica!

Quem está certo, o dialético Marx ou o dialético Hegel?
A realidade histórica é descrita pelo idealismo de Hegel ou pelo materialismo de Marx?

- Por nenhum dos dois!
A história não é uma entidade viva, a história é passado, já aconteceu, e jamais será mudada seja qual for a interpretação que for dada a ela.
Os acontecimentos históricos aconteceram devido a AÇÃO HUMANA e devido a AÇÃO DA NATUREZA.
A história é para ser relatada, descrita a partir de provas fatuais, e jamais pode ser "interpretada", pois interpretação é algo subjetivo e depende da opinião da pessoa que interpreta, que muitas vezes é uma opinião ideológica, como é o caso do marxismo.

Não é ciência porque é subjetiva, a "síntese" depende do que o dialético "acha" que é.
Como já mencionei acima, tanto Hegel como Marx usaram A MESMA DIALÉTICA para interpretar a história, e o que aconteceu ?
Hegel chegou a uma conclusão idealista.
Marx chegou a uma conclusão materialistas.
Conclusões opostas para um mesmo objeto de análise!!


EPÍLOGO

NÃO EXISTE UM TEXTO SEQUER DE KARL MARX ONDE ELE APLIQUE O MOVIMENTO DIALÉTICO (AFIRMAÇÃO E NEGAÇÃO OU TESE E ANTÍTESE) E A PARTIR DESSA CONTRADIÇÃO ELE FAÇA UMA ANÁLISE DIALÉTICA E FORNEÇA UMA "SÍNTESE" OU "NEGAÇÃO DA NEGAÇÃO".

EM VISTA DESTE FATO A ALCUNHA DE "DIALÉTICO" DADA A KARL MARX É UMA FARSA, UMA MENTIRA - KARL MARX JAMAIS USOU A DIALÉTICA - SUA CRÍTICA ERA FUNDAMENTADA APENAS NO SEU RANCOR CONTRA A SOCIEDADE.



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sábado, 28 de abril de 2012

A estúpida ideologia socialista domina na midia brasileira

Artigo da Folha

28/04/2012 - 10h55
Rico já tem cota garantida
gilberto dimenstein


A informação da Unicamp de que os alunos que vieram de escolas públicas, beneficiados por pontos extras no vestibular, acabaram no mesmo nível de saíram dos colégios privados, mostra como a seleção para entrar nas melhores faculdades é falha --e como é uma questão não só de justiça, mas de meritocracia, favorecer os mais pobres.
O fato é o seguinte: os ricos já têm cotas. Isso porque passaram toda a vida em boas escolas, com psicólogos, aulas particulares, viagens, estímulos culturais, tratamento de saúde, cursos de línguas. Natural que se saiam melhor no vestibular.
Mesmo assim, acabam no mesmo nível dos alunos das escolas pobres.
O motivo é simples: eles são esforçados, têm garra, desenvolveram a resiliência. Certamente têm a mesma inteligência. E correm atrás do tempo perdido. No longo prazo, acabam se destacando. Ou seja, o ensino superior não perde qualidade. Pelo contrário, ganha qualidade. A função do vestibular é garantir o mérito.
A cota dos ricos é garantida pela desigualdade. Chega a ser uma covardia.
O mínimo que deveria ocorrer (mínimo, repito) é exigir que, em contrapartida ao curso gratuito, os mais ricos paguem em serviços comunitários. Ou devolvam o dinheiro em prestações, quando começarem a trabalhar.
Esse dinheiro extra poderia bancar bolsas aos mais pobres para que não sejam obrigados a trabalhar.


Comentário:

Essa é a desgraça ideológica estúpida que comanda o Brasil atual...

Parece que o comentarista considerada que existem milhões de ricos no Brasil!
O comentarista ignora que existem milhões de brancos pobres no Brasil, que não foram privilegiados pela lei das cotas.

Para o comentarista, as milhares de pessoas que eram pobres a 30 anos atrás no Estado de São Paulo, mas que com muito esforço, criatividade e trabalho, e com isso conseguiram gerar uma economia pujante no estado de SP, e conseguiram ficar bem de vida e dar aos filhos melhores condições - são "ricos" - e devem ser extorquidos pelo corrupto governo que não tem competência para dar um bom ensino para todos.
Os "ricos" devem ser extorquidos para dar aos pobres... ideologia socialista estúpida, nada mais que a estúpida ditadura do proletariado.
Não bastam os exorbitantes impostos e o adicional de Imposto de Renda que tais "ricos" pagam... essa ralé quer sempre mais.

Parece que para o comentarista todos que estão bem de vida, estão não porque trabalharam muito, estão porque roubaram, e por isso devem ser penalizados.

A concepção do comentarista é a estúpida ideologia socialista que já levou dezenas de nações a ditaduras e a falência, e continua a levar as nações a falência, como a Espanha, Portugal e Grécia, governadas por socialistas por décadas.

Porém, os que conhecem os meandros dessa ideologia cega, sabem que os defensores dela não estão nem ai com os pobres... o que eles querem é tentar aumentar o pequeno ego próprio com a ajuda do corrupto governo a extorquir os que trabalham, essa ralé vive dessa extorsão.

Infelizmente, é essa a estupidez que domina no Brasil, na midia, nas escolas, no governo, por toda parte.....
E que vai manter o Brasil nas condições miseráveis em que sempre seu povo viveu acabando com aqueles que conseguiram progredir.


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sexta-feira, 27 de abril de 2012

Se o Brasil não era racista, agora passou a ser

NOTÍCIA DO ESTADÃO

26/04/2012 - 19h41
STF decide por unanimidade que sistema de cotas é constitucional
DE SÃO PAULO

O STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu nesta quinta-feira por unanimidade que o sistema de cotas raciais em universidades é constitucional. O presidente do STF, Carlos Ayres Britto, iniciou seu voto --o último dos ministros-- por volta das 19h30, antecipando que acompanha o voto do relator Ricardo Lewandowski.
O julgamento, que terminou por volta das 20h, tratou de uma ação proposta pelo DEM contra o sistema de cotas da UnB (Universidade de Brasília), que reserva 20% das vagas para autodeclarados negros e pardos.


A seguir o ESTADÃO coloca os "motivos" de cada ministro, vou fazer comentários sobre alguns eles:

Ayres Britto disse durante o voto que os erros de uma geração podem ser revistos pela geração seguinte e é isto que está sendo feito.

Meu pai não tinha escravos, nem meu avô, que negócio é esse de "geração seguinte" ?
Minha família é italiana e a Itália moderna não teve escravos negros.
Nenhum italiano que veio para o Brasil no final do século XIX, nenhum alemão, nenhum japonês, nenhum polonês, nenhum sírio-libanês, que também vieram para o Brasil no final do século XIX tem "erros do passado" a reparar.
Quem trouxe escravos da África para o Brasil foram - os portugueses - e eles compravam os escravos dos próprios africanos que os aprisionavam e vendiam nos portos para quem pagasse o preço. Quem criava escravos negros eram os próprios negros.
E estes portugueses eram do Reino de Portugal, nem os descendentes de portugueses atuais tem culpa de nada.
Um neto não pode de forma alguma pagar por crimes do avô.

Vamos ver outra "exposição de motivos" de outro ministro.

Em um voto de quase duas horas, o ministro Ricardo Lewandowski afirmou ontem (25) que o sistema de cotas em universidades cria um tratamento desigual com o objetivo de promover, no futuro, a igualdade.

Que garantia temos que um tratamento desigual no presente possa trazer algo bom no futuro?
De onde o excelentíssimo ministro tirou essa certeza?

Luiz Fux foi o segundo voto a favor das cotas raciais. Segundo Fux, não se trata de discriminação reservar algumas vagas para determinado grupo de pessoas. "É uma classificação racial benigna, que não se compara com a discriminação, pois visa fins sociais louváveis", disse.

Karl Marx disse algo semelhante sobre a escravidão!
Marx disse (em uma carta para um historiador russo comentando um livro de Proudhon, a carta pode ser encontrada no marxist.org) que a escravidão no EUA tinha "aspectos bons"!
Vários inclusive.
Mas, todos aqueles que sabem marxismo e sabem o que existe na cabeça dos artífices dessa discriminação das cotas, sabem que trata-se apenas de mais uma tentativa, entre muitas, de gerar "lutas de classe" artificiais.

A ministra Rosa Weber também seguiu o voto do relator. Para ela, o sistema de cotas visa dar aos negros o acesso à universidade brasileira e, assim, equilibrar as oportunidades sociais.

E fazemos isso criando o racismo no Brasil?
Criando discriminação racial no Brasil?
Por que não fazem o certo?
Por que não fornecem um ensino digno do nome nas escolas onde os negros estudam?
Por que não produzem uma boa educação primária e secundária nas escolas onde os negros estudam em vez de querer coloca-los na universidade com baixa nível educacional devido ao péssimo ensino que as escolas públicas do governo deram a eles?
E claro, os brancos que estudam nessas escolas também tem péssimo ensino e não passam na universidade.

Em seu voto, o ministro Joaquim Barbosa citou julgamento da Suprema Corte americana que validou o sistema de cotas para negros nos Estados Unidos, ao dizer que o principal argumento que levou àquela decisão foi o seguinte: "Os EUA eram e continuam a ser um país líder no mundo livre, mas seria insustentável manter-se como livre, mantendo uma situação interna como aquela".

Os negros no EUA tem o mais alto padrão de vida do mundo.
Não existe nenhum país da África que dê a seu povo a qualidade de vida que os negros do EUA tem.
E os negros do EUA não conseguiram essa excelente qualidade de vida por causa de cotas na universidade, coisa que nunca existiu no EUA.

O ministro Gilmar Mendes também votou pela constitucionalidade das cotas em universidades, mas fez críticas ao modelo adotado pela UnB. Ele argumentou que tal sistema, que reserva 20% das vagas para autodeclarados negros e pardos, pode gerar "distorções e perversões".

Constitucionalidade da medida...
Como assim?
A Constituição diz:

TÍTULO II
Dos Direitos e Garantias Fundamentais
CAPÍTULO I
DOS DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E COLETIVOS


Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:

Somos iguais PERANTE A LEI - sem distinção DE QUALQUER NATUREZA, diz a nossa Constituição!

E o STF está criando uma lei (jurisprudência), que faz distinção de cor da pele quanto a igualdade.
Então, isso que foi feito vai contra uma GARANTIA FUNDAMENTAL da Constituição do Brasil.

Celso de Mello disse, durante seu voto, que ações afirmativas estão em conformidade com Constituição e com Declarações Internacionais subscritas pelo Brasil.

Em que parte da Constituição isso existe?
Em parte alguma com certeza.
As "declarações internacionais" não estão acima da Constituição brasileira.


*

E existe um detalhe crucial nessa história - é a própria PESSOA INTERESSADA - que diz se é ou não negra!
Isso é o mesmo que legislar em causa própria.

E existem mais e mais absurdos que não vale a pena comentar ...

A única coisa que se pode dizer é que eles deviam era obrigar o corrupto governo brasileiro a dar uma boa educação para todos igualmente, e assim, os mais competentes e esforçados, independente da cor da pele, entrariam na universidade.
E essa é a razão única do vestibular, colocar os melhores na universidade.

Está tudo errado ...
E a tendência é que piore cada vez mais...


***

domingo, 22 de abril de 2012

A escola de Frankfurt e sua "teoria crítica" - origem do "criticismo" atual

Atualmente nos deparamos com muitas pessoas defendendo que "devemos ser críticos"... e depois de afirmarem isso passam a descrever as maravilhas que desfrutam por serem "críticos".
Sem dúvida tais pessoas jamais demonstram com uma argumentação fundamentada o por que tal opinião é correta.


Críticos


Tais pessoas jamais justificam de forma lógica por que devemos criticar em vez de antes analisar se a situação realmente merece críticas ou se merece elogios.
Por que em vez de sempre criticar a tudo que existe na sociedade não podemos colaborar, contribuir com idéias positivas e imaginativas ?
- Essa é uma pergunta que jamais será respondida !
- Não sabem a resposta porque foram induzidos a serem críticos, são inocentes e crédulos que foram submetidos a lavagem cerebral na universidade pelos "professores" marxistas e dai para frente passaram a ser usados pelo marxismo em prol da "praxis" marxista.
Tais "críticos" nem mesmo sabem que estão a serviço das intenções de uma ideologia que desde que surgiu a única coisa que faz é criticar a sociedade democrática sem jamais apresentar soluções práticas que possam ser usadas em proveito da sociedade.
Tais críticos são socialistas, marxistas, mas, sobre qual seria o caminho para se chegar a uma socidade socialista boa, que nunca existiu, eles nada dizem, a única coisa que fazem os socialistas é criticar a sociedade democrátia.
O maior exemplo dessa ausência teórica socialista foi Karl Marx, em vez de Marx escrever um livro para mostrar como seria uma sociedade socialista, ele escreveu um livro onde a única coisa que faz é criticar o "capitalismo" e buscar a destruição da sociedade "burguesa".
Sobre o "paraiso" comunista Marx não disse uma palavra de como seria tal sociedade.
Estes são os "críticos", gente negativa que só pensa em destruir o que existe.


Essa inocente moça entrou na faculdade de geografia no Chile, não terminou o curso, porque virou ativista comunista, fizeram lavagem cerebral na cabeça dela com grande facilidade, e em vez de ela ser uma geógrafa e ajudar na educação de seu povo, ela vai ser uma inútil a serviço da ideologia cega.



A guerra civil espanhola foi uma revolução do proletariado, onde comunistas e anarquistas assumiram o poder e levaram a Espanha para uma matança de 700 mil pessoas, dentre eles muitos jovens estrangeiros que foram para lá em nome da "causa". É apenas isso que o marxismo produz - matança e destruição.


Karl Marx queria destruir a sociedade democrática e liberal, que ele chamava de "sociedade burguesa", através da revolução do proletariado, essa forma de "praxis" revolucionária apesar de dezenas de tentativas práticas, como a guerra civil espanhola, não se mostrou correta para atingir os objetivos de Karl Marx, em vista dessas sucessivas derrotas os "intelectuais" marxistas mudaram de estratégia e passaram a agir sobre a cultura ocidental, dai surgiu o "marxismo cultural" que tem como meta destruir os pilares da sociedade ocidental - a filosofia grega, o direito romano e a família centrada na moral judaico-cristã.


O marxismo cultural deu como culpados de Marx não ter sido aceito no ocidente a família, a filosofia grega e o direito romano... e 80 anos já, os marxistas "culturais" estão em campo para destruir estas instituições da cultural ocidental, estão conseguindo...


Os "intelectuais" do marxismo cultural criaram milhares de teorias e estratégias "culturais" para com elas destruir a cultura ocidental e mudar o "senso comum" da humanidade, com isso eles esperam que os desejos de Karl finalmente sejam realizados.


Os marxistas "culturais" criticam tudo na cultura ocidental, nada presta para eles, o motivo sabemos, a cultura ocidental não aceitou a ditadura socialista que eles queriam implantar em todo o mundo. Querem destruir mas não fazem a menor ideia de como será a sociedade que colocarão no lugar, a única coisa que sabem, igual Marx, é que existirá a ditadura do proletariado.


Um grupo de "intelectuais" marxistas fundou em 1924 dentro da Universidade de Frankfurt na Alemanha o "Instituto de Estudos Sociais", que era uma associação com participação exclusiva de marxistas e que tinha a intenção de imaginar formas "culturais" para denegrir as instituições da sociedade ocidental.
Esse grupo ficou conhecido como "escola de Frankfurt" e seu último presidente na Alemanha, entre 1930-1933, foi Max Horkheimer (1895–1973), um judeu alemão ateu e marxista, Horkheimer entre 1930 e 1933 entre seus primeiros trabalhos criou os preceitos da "teoria crítica", os quais seriam editados como ensaio com o título "Teoria Tradicional e Teoria Crítica" (Traditionelle und kritische Theorie) e publicado na revista "Zeitschrift fur Sozialforschung" em 1937, já exilado no EUA, e nele Horkheimer estabeleceu os princípios e estratégias do que hoje é chamado de "criticismo" e que passou a ser "ensinado" nas universidades.


Ai estão em primeiro plano Horkheimer e Adorno, e no fundo os demais "intelectuais" de Frankfurt, estão muito animados confabulando! Eles estavam certos que estavam fazendo uma coisa muito importante... queriam mudar o mundo. É interessante, queriam mudar o mundo mas na prática o que queriam mesmo era destruir o mundo, e trabalharam muito para essa destruição.


A "escola" existiu até 1933, pois nesse ano o nazismo assumiu o poder na Alemanha e fechou a "escola" por ser sabidamente de tendência marxista/comunista.
Horkheimer, e os demais "intelectuais" marxistas da "escola", dentre eles Adorno e Marcuse, no ano seguinte, 1934, foram para o EUA e lá continuaram a sua ação "cultural" nas universidades norte-americanas.
A penetração de tais idéias dentro do meio universitário e cultural foi enorme e suas idéias, devido a influência da cultura norte-americana no mundo, se propagaram para toda a América e dai para todo o mundo.
Devido a isso é que surgiram os atuais "críticos", que nem mesmo sabem que estão sendo usados a serviço da "praxis" marxista, tais alienados "críticos" nem mesmo sabem os mentores de tal "crítica" não tenham nenhuma intenção de melhorar o mundo com a sua "crítica", mas sim, tenham a intenção de destruir toda a sociedade ocidental que segundo eles é uma "sociedade burguesa" opressora.

Antes de comentarmos algumas coisas que os atuais "críticos" dizem vamos colocar um popular texto de Horkheimer, encontrado em muitos sites da Internet, e que nos dá a idéia básica da "teoria crítica" feita por ele e que é a origem de todo o "criticismo" atual.
Em seguida iremos demonstrar que essa teoria é falsa, possui uma premissa mentirosa, e pode ser facilmente demonstrada a sua incoerência.

Este texto de Horkheimer foi colocado na segunda parte do ensaio feito em conjunto com Hebert Marcuse no ano de 1937 e publicado no "Jornal de Pesquisa Social" (Zeitschrift für Sozialforschung), também foi lançado como livro com o título em alemão "Philosophie und kritische Theorie" (Filosofia e Teoria Crítica).

Site para venda do livro atualmente:
http://www.amazon.co.uk/Filosofia-critica-Herbert-Marcuse-Horkheimer/dp/8806164716/ref=sr_1_2?s=books&ie=UTF8&qid=1335118832&sr=1-2


Filosofia e Teoria Crítica


Colocamos a seguir o trecho citado:

“Em meu ensaio “Teoria Tradicional e Teoria Crítica” apontei a diferença entre dois métodos gnosiológicos.
Um foi fundamentado no Discours de la Méthode [Discurso sobre o Método], cujo jubileu de publicação se comemorou neste ano, e o outro, na crítica da economia política.
A teoria em sentido tradicional, cartesiano, como a que se encontra em vigor em todas as ciências especializadas,
organiza a experiência à base da formulação de questões que surgem em conexão com a reprodução da vida dentro da sociedade atual.
Os sistemas das disciplinas contêm os conhecimentos de tal forma que, sob circunstâncias dadas, são aplicáveis ao maior número possível de ocasiões.
A gênese social dos problemas, as situações reais, nas quais a ciência é empregada e os fins perseguidos em sua aplicação, são por ela mesma considerada exteriores.
– A teoria crítica da sociedade, ao contrário, tem como objeto os homens como produtores de todas as formas históricas de vida.
As situações efetivas, nas quais a ciência se baseia, não é para ela uma coisa dada, cujo único problema estaria na mera constatação e previsão segundo as leis da probabilidade.
O que é dado não depende apenas da natureza, mas também do poder do homem sobre ela. Os objetos e a espécie de percepção, a formulação de questões e o sentido da resposta dão provas da atividade humana e do grau de seu poder."


Antes de comentarmos o texto em si vamos apresentar uma "curiosidade" sobre ele.
Este texto aparece em muitos sites na Internet, e neles a data de autoria do texto nunca é 1937!
São dadas outras datas, em especial 1968, vejamos alguns sites:

No site do "Grupo de pesquisa teoria crítica e educação":
http://www.unimep.br/teoriacritica/index.php?fid=116&ct=2636
No final temos:
"(Horkheimer, Filosofia e Teoria Crítica, 1968b, p. 163)"

No site "A COMUNA":
http://www.acomuna.net/index.php/contra-corrente/2699-f-de-fatima-a-batalha-ideologica-em-directo
No final temos:
"(Max Horkheimer, Filosofia e Teoria Crítica, 1968, em Textos Escolhidos, Coleção Os Pensadores, p. 163)"

No site "Psicologia USP":
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-65641997000100002
No final temos:
"(Horkheimer, 1989a, p.69)"

Na wikipédia:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Teoria_cr%C3%ADtica_da_sociedade
No final temos:
"(Max Horkheimer, Filosofia e Teoria Crítica, 1968, em Textos Escolhidos, Coleção Os Pensadores, p. 163)"

No site "ÂMBITO JURÍDICO":
http://www.ambito-juridico.com.br/site/index.php?n_link=revista_artigos_leitura&artigo_id=4856
No final temos:
"HORKHEIMER, Max. Teoria Tradicional e Teoria Crítica. In: Horkheimer/Adorno. 5ª ed. São Paulo: Nova Cultural, 1991(Os Pensadores, 16). p. 69."

No site da FGV:
http://bibliotecadigital.fgv.br/dspace/bitstream/handle/10438/3302/000340752.pdf.txt?sequence=2
No final temos:
"(HORKHEIMER at alii, 1989:69)."


É interessante ver essa discrepância de datas para o texto, uma vez que no próprio texto Horkheimer diz:
"Um foi fundamentado no Discours de la Méthode [Discurso sobre o Método], cujo jubileu de publicação se comemorou neste ano"...
Como o livro de Descartes foi publicado em 1637 e "jubileu" é comemorado de 50 em 50 anos, em 1937 foi comemorado o sexto jubileu de publicação, como o outro jubileu no século XX seria em 1987, e Horkheimer faleceu em 1973, o jubileu que Horkheimer se refere só pode ser o de 1937, que é o ano que ele escreveu o texto.

Em vista disso podemos perguntar - por que existe essa discrepância na data de publicação ?
- Quem lida com o marxismo está acostumado com estas coisas... são "sutilezas" que o marxismo usa quando quer "transformar" uma mentira em verdade.
Eles chamam isso de "desconstrução"...
O motivo é que Horkheimer a partir da década de 1960 - mudou a sua opinião.
No final de sua vida, depois de ver as atrocidades praticadas por marxistas em dezenas de países onde assumiram o poder, em especial o que estava sendo feito na ditadura socialista na Alemanha Oriental, Horkheimer mudou consideravelmente suas idéias negativas e destrutivas colocadas na teoria crítica, na revolta estudantil de 1968 ele se distanciou dos socialistas e não participou dos protestos.
Adorno também, desiludido, não participou.
Vejamos as palavras de Horkheimer em um Prefácio de 1968 que ele assinou:

"Proteger, preservar e, onde for possível, ampliar a liberdade efêmera e limitada do indivíduo face à ameaça crescente a essa liberdade é uma tarefa muito mais urgente que sua negação abstrata, ou o pôr em perigo essa liberdade com ações que não tem esperança de sucesso".
Max Horkheimer; Prefácio da nova edição de Coletânea de Ensaios escritos entre 1932 a 1941; Abril de 1968.

Mesmo texto em inglês:
"To protect, preserv, and, where possible, extend the limited and ephemeral freedom of the individual in the face of the growing threat to it is far from for urgent a task than to issue abstract of denunciations of it or to endanger it by actions that have no hope of succees."
"Critical Ecologies" Edited by Andrew Biro
Fonte: http://books.google.com.br/

"... que sua negação abstrata,"

Os "intelectuais" marxistas querem esconder isso, e a malandragem da alteração da data de publicação do texto de Horkheimer no ensaio "Filosofia e Teoria Crítica" é para fazer parecer que mesmo em 1968 ou em anos subsequentes Horkheimer ainda continuava a pensar da mesma forma.
Eles querem esconder que Horkheimer chegou a conclusão de que o que eles faziam era uma "negação abstrata".
Essa desonestidade é comum no marxismo, marxistas não dão importância para a ética, por isso podem fazer isso sem problemas, está de acordo com a "praxis", leitores inocentes, crédulos ou que desconhecem a "praxis" do marxismo são enganados, mas, leitores experientes descobrem com facilidade a fraude.

A relação das obras de Horkheimer pode ser encontrada no site da Universidade de Stanford.
http://plato.stanford.edu/entries/horkheimer/


Comentando o texto de Horkheimer no livro "Filosofia e Teoria Crítica".

Isso que Horkheimer disse não é verdade.
Não é verdade que a teoria de Descartes esteja em todas as ciências.
Horkheimer não demonstrou essa sua premissa, ele não fez uma análise científica ou dialética para demonstrar o que ele afirma.
Não é verdade que as ciências sociais estão submetidas ao mesmo processo científico que as ciências naturais!
Vamos demonstrar essa falsidade a seguir.
Trata-se apenas de uma opinião a serviço de uma intenção ideológica - pré-definida - de Horkheimer, a ideologia marxista.


Comentários sobre o texto original de Horkheimer da "Teoria Tradicional e Teoria Crítica".

Vamos colocar e comentar a seguir o texto original contido nas páginas iniciais do seu livro "Teoria tradicional e teoria crítica" e vamos ver se nele Horkheimer justifica de forma concreta a sua opinião.
Eis o texto:

O que é "teoria"?
A pergunta parece um tanto fácil para a ciência contemporânea.
Teoria para a maioria dos pesquisadores é a soma total de proposições acerca de um assunto, basicamente as proposições vão sendo ligadas uma com as outras e as demais passam a derivar delas. [c1]
Quanto menor o número de princípios primários em comparação com as derivações, mais perfeito é a teoria.
A real validade da teoria depende das proposições derivadas estarem em consonância com os fatos atuais.
Se a experiência contradiz a teoria, um dos dois deve ser reexaminado.
Ou o cientista deixou de observar corretamente ou alguma coisa está errada com os princípios da teoria.
[c2]
Em relação aos fatos, portanto, uma teoria permanece sempre uma hipótese.
É preciso estar pronto para alterá-la se após os testes ela se mostra i8mperfeita.
[c3]
Uma teoria é armazenamento de conhecimento, é necessário coloca-la de uma forma que o torne útil e descreva da forma mais precisa possível os fatos.
Poincaré compara a ciência a uma biblioteca que possa ser expandida.
A Física Experimental é o bibliotecário, que cuida das aquisições, isto é, o conhecimento enriquece através do fornecimento de material novo.
A Física e a Matemática são o cerne da teoria da ciência natural [c4], mantém a rota, sem uma direção uma teoria não teria acesso ao rico conteúdo da biblioteca.
"Esse é o papel da física matemática.
Deve direcionar as generalizações, de modo a aumentar o que eu chamei só agora de "produção de ciência". 1
O objetivo geral de toda teoria é uma ciência universal sistemática, não se limitando a um determinado assunto

importante, mas sim, abraçando todos os objetos possíveis.
A divisão das ciências em áreas especiais está sendo arruinada por derivar os das mesmas premissas básicas. [c5]
O mesmo aparato conceitual que foi elaborado para a análise da natureza inanimada está servindo para classificar a natureza animada
[c6], bem como, e qualquer pessoa que tenha uma vez dominado o uso do mesmo, isto é, as regras para derivação, os símbolos, o processo de comparação das proposições derivadas com os fatos observáveis, pode usá-lo [o mesmo aparato conceitual] a qualquer momento.
Mas estamos ainda bastante longe de uma situação ideal.
Isso, em linhas gerais, é a idéia amplamente aceita do que é teoria.
Suas origens supostamente coincidir com o início da filosofia moderna.
A terceira máxima no método científico de Descartes é onde me baseio
[c7] para manter minhas reflexões na devida ordem, começando com os objetos mais simples e fáceis de compreender, de forma a aumentar pouco a pouco, degrau por degrau, para chegar a conhecimentos mais complexos, assumindo uma forma, mesmo parecendo ser fictício, entre aqueles que não seguem uma sequência natural em relação ao outro.
A derivação como geralmente é praticada na matemática está sendo adotada para toda a ciência. [c8]
A ordem do mundo é capturada por uma corrente de pensamento dedutivo.
Essas longas cadeias de raciocínio dedutivo, simples e fácil como elas são, das quais matemáticos fazem uso a fim de chegar às mais difíceis demonstrações, induziu-me a imaginar que todas essas coisas que entram no conhecimento dos homens poderiam muito provavelmente ser mutuamente relacionadas da mesma maneira, e que, faz com que recebamos as coisas como verdadeiras e que na verdade não é bem assim, e sempre mantém a ordem que é necessário chegar a uma conclusão a partir de outra, ela não pode ser tão remoto que não possamos chegar até ela, nem tão escondida que não possamos descobrir-la.2 [c9]
Dependendo do olhar lógico próprio da filosofia geral, as proposições mais universais a partir das quais começam as deduções são eles próprios considerados como provas experimentais, como

induções (como em John Stuart Mill), como percepções evidentes (como nas escolas racionalistas e fenomenológica), ou como postulados arbitrárias (como na abordagem axiomática moderna).
Na lógica mais avançada da atualidade, como é representada pela lógica de Husserl, a teoria é definido "como um sistema fechado de proposições para uma ciência como um todo". 3 [c10]
Teoria no sentido mais amplo é "a, sistematicamente ligada a um conjunto de proposições e toma a forma de uma dedução sistemática unificada." 4, a ciência é "uma determinada totalidade de proposições ..., emergindo em uma ou outra forma de trabalho teórico, na ordem sistemática de proposições que uma determinada totalidade de objetos adquire definição". 5
O requisito básico que qualquer sistema teórico deve satisfazer é que todas as partes devem se relacionar completamente e sem atrito.
Harmonia, que inclui falta de contradições, e a ausência do supérfluo, elementos puramente dogmáticas [c11], que não têm influência sobre os fenômenos observáveis, são condições necessárias, de acordo com Weyl. 6

.....

Além disso, o sujeito pensante não é o lugar onde o conhecimento e objeto coincidem, nem, consequentemente, o ponto de partida para alcançar conhecimento absoluto [c12].
Tal ilusão sobre o sujeito pensante, em que o idealismo tem vivido desde Descartes, é a ideologia, no sentido estrito, pois nela a liberdade limitada do indivíduo burguês é colocada de forma ilusória como sendo de perfeita liberdade e autonomia. [c13]
Por uma questão de fato, no entanto, numa sociedade que é pouco transparente e sem auto-consciência do ego, se ativa apenas como pensador ou também de outras formas, é também insegura de si mesma.
Na reflexão sobre o homem, sujeito e objeto estão separados; sua identidade está no futuro, não no presente.
O método que leva a essa identificação pode ser chamado de explicação em linguagem cartesiana, mas na explicação do pensamento genuinamente crítico significa não só um processo lógico, mas um processo histórico concreto também. [c14]
Na trajetória tanto a estrutura social como um todo e a relação do teórico para a sociedade são alteradas, de forma que o sujeito e o papel de pensamento são alteradas. [c15]



Teoria Tradicional e Teoria Crítica


Vamos comentar os textos em negrito.
[c1]
Sim, mas em nenhum momento isto significa que TODAS as teorias partem de um ponto único.
A Teoria da Relatividade parte de um ponto, e a Teoria Quântica parte de outro ponto diferente.
Ambas as teorias são discordantes, a Teoria psicanalítica parte de outro ponto completamente diferente das duas citadas.
Portanto, não seguem um princípio comum como Horkheimer apregoa, ele está equivocado em sua interpretação do que vem a ser teoria.
Acreditamos piamente que ele está - intencionalmente - equivocado.
[c2]
Exato, para que a ciência possa usar uma teoria ela precisa se mostrar correta, para comprovar isso ela é testada, o teste, nada mais é que uma forma crítica de avaliar a teoria, o cientista não confia nela, para aceita-la antes ele precisa critica-la, e o faz de forma concreta, através do teste empírico, e não da simples crítica pela crítica como o marxismo faz.
Vamos lembrar que estamos falando de ciência natural e não de ciência social ou humana.
[c3]
Exato, qualquer que seja a teoria ela jamais será dada como perfeita, apenas o marxismo se supõe perfeito, a ciência da sociedade liberal não se acha perfeita, e os cientistas "tradicionais" sempre estarão prontos a criticar uma teoria que achem estar incorreta, mas o fazem de forma concreta, fazem uma crítica construtiva visando melhorar a teoria. Ao contrario, o marxismo, apenas critica, o marxismo faz uma crítica inútil, negativa, que nunca propõe solução a nada, a crítica marxista é apenas destrutiva, e esta característica é muito fácil de entender - a crítica marxista é destrutiva porque o marxismo quer destruir a sociedade ocidental.
[c4]
Sim, das ciências naturais, e não das ciências humanas.
[c5]
Não é verdade. Horkheimer não demonstrou e conceituou nada, apenas opinou.
Como já foi dito, a Teoria da Relatividade, a Teoria Quântica e a Teoria Psicanalítica não usam o mesmo método e não partem da mesma premissa, são teorias científicas que partem de pontos diferentes, não são recorrentes, são concorrentes. Cada uma delas tem um método próprio.
[c6]
Isso não é verdade.
Auguste Comte, o fundador das ciências sociais, da sociologia, não usa o Racionalismo de Descartes, pelo contrário, é contra o emprego dele nas ciências humanas.
[c7]
Isso é o que é amplamente aceito - para as ciências naturais.
Para as ciências humanos esse aparato não é usado.
Descartes fez quatro "máximas" em seu livro, Horkheimer se preocupa apenas com a terceira, então, vamos colocar a seguir a "terceira máxima" de Descartes:

"O terceiro, o de conduzir por ordem meus pensamentos, iniciando pelos objetos mais simples e mais fáceis de conhecer, para elevar-me, pouco a pouco, como galgando degraus, até o conhecimento dos mais compostos, e presumindo até mesmo uma ordem entre os que não se precedem naturalmente uns aos outros."

Esse procedimento que Descartes acha correto na verdade é uma forma universal de agir na espécie humana.
Se estivermos diante de algo complexo para explicar não vamos começar pela parte mais difícil, vamos começar pelas partes mais fáceis, isso não foi Descartes que inventou, Descartes apenas o ressaltou, essa forma de agir faz parte do agir humano, e não existe nada errado com ela.
Entretanto isso não é usado para tudo, é usado em certas situações onde há a necessidade de termos esse procedimento, por exemplo se um pesquisador está pesquisando na área genética, ele não vai desconsiderar o que já existe, não pode fazer isso, a não ser que pretenda iniciar um novo ramo dentro da genética.
No caso da Psicanálise, Freud não agiu dessa forma (terceira máxima), porque ele estava fazendo algo novo, Freud começou não pelo mais fácil, começou pela sua percepção acurada na identificação das partes componentes da mente humana.
Freud começou indo direto ao fundo da complexidade da mente humana, local onde ninguém antes dele tinha penetrado.
Freud e seu método psicanalítico refutam por completo a alegação de Horkheimer.
[c8]
Essa é uma afirmação inverídica e irresponsável.
Seria excelente que Horkheimer provasse que a Psicanálise usa a terceira máxima de Descartes...
Seria muito útil que Horkheimer provasse que a Teoria Quântica de Schrödinger usa a terceira máxima de Descartes.
Seria excelente para a verdade se o marxista Horkheimer provasse que a Teoria Quântica da Probabilidade tem como base a terceira máxima de Descartes...
Seria muito bom se o "intelectual" Horkheimer, que está a serviço da ideologia marxista, provasse que Auguste Comte quando da fundação da Sociologia usou a terceira máxima de Descartes.
Mas, Horkheimer não faz isso, tal qual o "mestre" Karl Marx ele apenas decreta "o que é", mas, não demonstra nada.
[c9]
Isso é ideologia marxista em seu mais alto grau!
São acusações irresponsáveis sem nenhuma base em provas científicas, tal como Marx, Horkheimer vai enumerando suas acusações sem dar a mais leve demonstração que tais acusações mereçam crédito.
[c10]
Husserl está dizendo "para UMA ciência como um todo", Husserl NÃO esta dizendo "para TODAS as ciências".
Alias, Husserl está dizendo uma coisa óbvia, quando Freud estabeleceu os princípios da sua teoria, ele estabeleceu os princípios - para sua ciência - como um todo, Freud não estabeleceu princípios para a Fenomenologia de Husserl.
[c11]
Dogmática é a ideologia marxista a quem ele está a serviço.
[c12]
É hilário ver um marxista falar em conhecimento!
O marxismo não busca conhecimento algum, tudo no marxismo é feito em função da revolução do proletariado e não do conhecimento!
Karl Marx inicia o seu "Manifesto Comunista" com as seguintes palavras: "Um fantasma ronda a Europa - o fantasma do comunismo."... não existe nada no "Manifesto Comunista" que tenha a mais leve intenção de conhecimento... só existe ânsia por vingança.


A muitos anos Hollywood faz filmes com o presidente do EUA sendo um afro-descedente e filmes com a destruição do mundo, essa "tendência" foi influência direta de Adorno, que por algum tempo esteve hospedado lá.


O marxismo tem uma única intenção - destruir a cultura ocidental que segundo eles é a causa das idéias do "mestre" não terem sido aceitas no ocidente (foram aceitas no oriente, Rússia e a URSS, China, etc), desta forma é uma piada um marxista falar em conhecimento.
A "teoria crítica" a única coisa que faz é tentar denegrir tudo que existe na cultura ocidental, com a conhecida intenção de a destruir para que com essa destruição o marxismo domine no mundo.

Karl Marx teve apenas um desejo na vida - destruir a sociedade que ele odiava, e odiava por razões pessoais.


[c13]
Neste ponto Horkheimer deu mostras da sua loucura ideológica, ele diz que Descartes é ideologia!
E usa a palavra "burguês" com preconceito e ódio ideológico.
[c14]
Ele quer por a história no meio porque ele quer introduzir o "materialismo histórico" marxista na conversa.
A ciência natural não necessita de "interpretação histórica", necessita apenas de provas concretas.
E as ciências humanas também não precisam colocar a "luta de classes" marxista, da qual supostamente a história é movida segundo a doutrina marxista. A tal "luta de classes" leva sempre ao mesmo lugar - a revolução do proletariado, e o que os humanos de bom senso no mundo querem não é revolução, é desenvolvimento cultural e econômico.
[c15]
De uma acusação irresponsável a outra Horkheimer vai despejando a sua ideologia marxista ao longo do texto até o fim dele.
Não conceitua cientificamente nada do que fala, apenas põe para fora a sua ideologia cega.
Não precisamos mais ver isso, já tivemos o suficiente para demonstrar a falsidade da "teoria crítica" do marxista Horkheimer.


Conclusão

Os marxistas da "escola de Frankfurt" que fizeram a "teoria crítica" depois de seu lançamento em 1937 imaginaram dezenas de "críticas" a sociedade ocidental, talvez o mais famoso escrito deles seja a "Dialética do iluminismo" escrito por Horkheimer e Adorno, e concorrendo com ele temos o "conceito" de "desconstrução" elaborado pelo marxista francês Jacques Derrida.

No primeiro podemos identificar com facilidade o sentimento que os moveu - é um enorme desconforto com a modernidade, é um profundo ressentimento contra o progresso e excelente qualidade de vida que os autores viram ao chegarem no EUA fugidos do nazismo... em vez de agradecerem a sociedade que lhes estava dando abrigo, a odiaram extremamente, e neste livro fazem uma pesada crítica contra ela, em especial se voltaram contra o maior valor da sociedade norte-americana - a liberdade democrática, a imprensa e as artes, em especial direcionaram sua crítica contra o cinema. Para os marxistas tanto a imprensa quantos as artes em geral estavam a serviço da alienação do povo para manter a opressão contra ele.
Sem dúvida isso beira a loucura... pois eles estavam dizendo isso da nação onde o povo desfrutava de total liberdade de expressão e tinha excelente cultura e qualidade de vida!
Os marxistas criticavam, criticavam, mas, jamais apresentaram uma argumentação que mostrasse de forma concreta, por exemplo, do por que o cinema ser uma coisa ruim, ou do por que o cinema trás alienação, jamais demonstraram isso, a crítica dos marxistas sempre foi vazia e desprovida de qualquer comprovação com a verdade factual.


Livro de Adorno condenando o cinema e outras coisas mais.


No segundo caso é talvez a mais diabólica invenção do marxismo!
A "desconstrução" permite ao marxista mudar qualquer coisa no âmbito cultural, eles podem desconstruir Shakespeare e transforma-lo em um machista, ou podem desconstruir Camões e transforma-lo em um colonialista, e assim fizeram com milhares de autores, no Brasil a maior "obra" do desconstrucionismo foi a mudança total do ensino de história, na História do Brasil uma das maiores "produções" do desconstrucionismo foi dizer que na Guerra do Paraguai o Brasil era um país imperialista e o Paraguai "progressista" uma vítima do Brasil.

Depois de 80 anos de "teoria crítica" os seus seguidores continuam na mesma toada, criticam tudo, mas não apresentam solução para nada.
A ação dos "críticos" é unicamente negativa, destrutiva.
Porém, em sua loucura ideológica os "criticistas" atribuem a eles mesmos qualidades superiores, eles se acham pessoas superiores pelo fato de serem críticos.
Por mais que procuremos algo de útil para a sociedade vindo desse bando de alienados - não se encontra nada - mas eles continuam a se acharem o máximo.
É nada mais que uma patologia, uma ilusão, e em sendo uma ilusão enraizada é uma neurose.
Freud explica.


Criticismo atual


Um dos muitos "críticos" hollywoodianos, Michel Moore, não tem talento para fazer bons filmes... dai resolveu ser "ativista".


Depois de mostrarmos a origem do "senso crítico" podemos agora mostrar alguma coisa do que dizem os alienados defensores do "criticismo" no mundo atual.
A seguir colocamos um texto encontrado em um site da Internet de um desses "críticos", vamos separar o texto em partes e comentar.

"A criticidade manifesta-se de várias formas.
A criticidade óptica atua pelo olhar.
O olhar crítico desvenda as entranhas da realidade. Capta a intimidade, dedilha nervuras. Olhar crítico não só registra o que aparece, mas sobretudo garimpa o que se esconde. O olhar crítico não se detém na configuração dos fatos, mas esmiúça-lhes as motivações. Descobre o sutil.
Sabe lidar com ciladas. Debulha a espiga capciosa. O olhar crítico desfia urdiduras para destrançar trapaças. Desaponta os que escorregam sob a penumbra. Surpreende os astutos."


Comentário:
Diante dessa descrição do que vem a ser o "olhar crítico" ficamos certos de que o olhar da Mona Lisa pode ser desprezado diante do "olhar crítico", ou mesmo o olhar de Shakespeare sobre Hamlet é uma quimera, e o olhar de Freud diante no ego humano é uma coisa diminuta tamanha a beleza do "olhar crítico".
Nem o olhar do Super Homem tem tamanhos poderes diante do "olhar crítico" de um marxista!
Como um ser humano pode transformar seu olhar de simples mortal nesse olhar divinamente maravilhoso... eles não dizem, é segredo, eles guardam apenas para si essa maravilha.

"A criticidade hermenêutica é o conhecimento interpretativo, é a compreensão que vai além do simples olhar. Há olhar embasbacado. Mas não basta ver fatos e procedimentos. Importa extrair deles o significado real, as motivações ocultas. Os mesmos fatos podem abrigar razões diferentes. Alguém comparece a garante que vai resolver os problemas da sociedade. Mas qual é o verdadeiro sentido dessa promessa: É aí que se situa a criticidade. Ver e ouvir estão ao alcance de quase todos. Mas é preciso avaliar o que está escondido naquele ver e ouvir. A sociedade seria muito diferente se praticasse a criticidade hermenêutica, se fosse além das rotulagens que embrulham a população. Não basta ver o acontecimento. O principal é descobrir o que está por trás do acontecimento."

Comentário:
O espetacular poder do "olhar crítico" perto da "criticidade hermenêutica" passa a ser um "simples olhar"!
O grande poder dessa modalidade é penetrar no "oculto", ver o que ninguém vê...
Sim, tenho toda certeza que eles possuem esse "dom", afinal, são doentes mentais, neuróticos, podem ver o que quiserem ver, a realidade pára eles não existe.

"A criticidade kairológica fundamenta a opção. É indispensável que o senso crítico embase solidamente a decisão humana. Perante determinados cenários, as pessoas são provocadas a aderir ou a rejeitar, a concordar ou a discordar. Decidir é definir-se existencial, social e historicamente. Escolher exige apurada criticidade. Muitos aderem a proposta sem avaliação crítica. E empenham apoio em projetos que irão prejudicar a sociedade. Avalizam ingenuamente ou maliciosamente propostas que depois se mostrarão nocivas. A falta de decisão crítica tem legitimado ditaduras políticas, economias selvagens, práticas corruptas e calamidades sociais."

Comentário:
Kairos é o deus grego do tempo, sua habilidade é o senso de oportunidade, os marxistas mudaram um pouco o sentido para "decisão", não entenderam que senso de oportunidade não tem a ver necessariamente com decisão. Para um crítico marxista decidir é algo universal, e em especial, não poderia deixar de ser, é "histórico"... então, a decisão de ver um filme ou não, passa a ser algo existencial e histórico! Não é a toa que marxistas não tem habilidade para gerir uma economia ou empresas, decidir para eles é algo tão importante que exige deles "apurada criticidade", que com certeza demora, e quando a decisão finalmente é tomada, ela já está obsoleta.
No final, na parte grifada, ficamos pensando se Fidel Castro, o ditador marxista cubano, não tem senso crítico? Pois afinal ele criou uma das mais grotescas ditaduras socialista que já existiram!

"A criticidade praxiológica estimula e orienta o agir humano. Há ações que constróem e ações que destroem.
Há atividades que promovem a vida e atividades que a devastam. A criticidade suscita atitudes que amadurecem pessoas e sociedades. É aliada da autonomia humana."


Comentário:
Os marxistas fundadores da "teoria crítica" não devem ter este maravilhoso dom! Uma vez que a única coisa que querem é destruir a sociedade ocidental. Marx também não tinha, pois queria destruir tudo e colocar no lugar uma ditadura.

"Criticidade emancipatória, que leva o ser humano a tornar-se agente de emancipação individual e coletiva. A criticidade tem paixão pela verdade e pela liberdade. Não quer o ser humano cego nem escravo. Mas lúcido e autônomo."

Comentário:
Marx e Lenin tinham a mentira e o cinismo como principais ferramentas de ação, em todas as nações do mundo em que marxistas "críticos" assumiram o poder eles criaram ditaduras socialista que acabaram por completo com a liberdade.

E assim chegamos ao fim dos relatos dessa coisa sublime que é o "criticismo", tenho certeza que todos aqueles que tem bom senso perceberam que estamos diante de uma mente que reside fora da realidade, a descrição apresentada se parece com a descrição das belezas de um rolo de papel higiênico feitas por alguém que acabou de fumar um belo baseado e o mundo passou a ser colorido!

E é essa irrealidade, essa fantasia, essa ilusão neurótica que foi propagada pela humanidade e hoje em dia está presente em quase tudo, e contra a qual as pessoas lúcidas do mundo deveriam lutar, porque o que eles querem é destruir tudo que existe.


Isso é o que o marxismo deseja - a destruição da humanidade, Hollywood, diretamente influenciado por ele, nada mais faz que expressar esse desejo.



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segunda-feira, 16 de abril de 2012

Freud comentando a doutrinação cultural nas escolas e o comunismo

É quase um consenso a convicção que as idéias do "marxismo cultural" que tomaram conta das atitudes de grande parte de pessoas da humanidade na atualidade surgiram a partir do "Cadernos do Cárcere", 1929, de Antonio Gramsci, entretanto, ao lermos o livro "O futuro de uma ilusão" de Sigmund Freud, de 1927, nos deparamos com um texto em que o autor analisa e coloca sua opinião a respeito da intenção coerciva cultural já existente em 1927 e que é apregoada como solução para os problemas da humanidade!
Ao ler as abalizadas palavras de Freud tomamos conhecimento de que a idéia de 'mudar a cabeça" do povo para com isso melhorar a vida da humanidade já existia em 1927 e foi perfeitamente descrita por Freud em seu texto!
A partir disso chegamos a conclusão que as estratégias do "marxismo cultural" podem ter sido sistematizadas por Gramsci, mas, as idéias que o moveram já existiam muito antes dele.
A seguir colocamos o texto de Freud:

"Dir-se-á que a característica das massas humanas aqui retratada, a qual se supõem provar que a coerção não pode ser dispensada no trabalho da civilização, constitui, ela própria, apenas o resultado de defeitos nos regulamentos culturais, falhas devido às quais os homens se tornaram amargurados, vingativos e inacessíveis.
Gerações novas, que forem educadas com bondade, ensinadas a ter uma opinião elevada da razão, e que experimentarem os benefícios da civilização numa idade precoce, terão atitude diferente para com ela.
Senti-la-ão como posse sua e estarão prontas, em seu benefício, a efetuar os sacrifícios referentes ao trabalho e à satisfação instintual que forem necessários para sua preservação.
Estarão aptas a fazê-lo sem coerção e pouco diferirão de seus líderes.
Se até agora nenhuma cultura produziu massas humanas de tal qualidade, isso se deve ao fato de nenhuma cultura haver ainda imaginado regulamentos que assim influenciem os homens, particularmente a partir da infância.
 

Pode-se duvidar de que seja de algum modo possível, pelo menos até agora, no presente estágio de nosso controle sobre a natureza, estabelecer regulamentos culturais desse tipo.
Pode-se perguntar de onde virão esses líderes superiores, inabaláveis e desinteressados, que deverão atuar como educadores das gerações futuras, e talvez seja alarmante pensar na imensa quantidade de coerção que inevitavelmente será exigida antes que tais intenções possam ser postas em prática?
 

A grandiosidade do plano e sua importância para o futuro da civilização humana não podem ser discutidas.
É algo firmemente baseado na descoberta psicológica segundo a qual o homem se acha aparelhado com as mais variadas disposições instintuais, cujo curso definitivo é determinado pelas experiências da primeira infância.
Mas, pela mesma razão, as limitações da capacidade de educação do homem estabelecem limites à efetividade de uma transformação desse tipo em sua cultura.
Pode-se perguntar se, e em que grau, seria possível a um ambiente cultural diferente passar sem as duas características das massas humanas que tornam tão difícil a orientação dos assuntos humanos? ]1]
 

A experiência ainda não foi feita. [2]
Provavelmente uma certa percentagem da humanidade (devido a uma disposição patológica ou a um excesso de força instintual) permanecerá sempre associal; se, porém, fosse viável simplesmente reduzir a uma minoria a maioria que hoje é hostil à civilização, já muito teria sido realizado - talvez tudo o que pode ser realizado."


[1] Freud está se referindo a passagem contida no mesmo livro a seguir:

"Expressando-o de modo sucinto, existem duas características humanas muito difundidas, responsáveis pelo fato de os regulamentos da civilização só poderem ser mantidos através de certo grau de coerção, a saber:
1. que os homens não são espontaneamente amantes do trabalho;
2. que os argumentos não têm valia alguma contra suas paixões."


[2] Evidentemente Freud tinha conhecimento do que estava acontecendo na URSS, no seu livro "O futuro de uma ilusão" Freud assim se referiu a URSS:

"Permitam-me, portanto, fornecer a garantia expressa de que não tenho a menor intenção de formular juízos sobre o grande experimento em civilização que se encontra hoje em desenvolvimento no imenso país que se estende entre a Europa e a Ásia.
Não possuo conhecimento especial nem capacidade de decidir sobre sua praticabilidade para testar a adequação dos métodos empregados ou medir a amplitude do inevitável hiato existente entre intenção e execução.
O que lá está em preparo, mostra-se inacabado, tornando, portanto, baldada [inútil] uma investigação para a qual nossa própria civilização, há longo tempo consolidada, nos fornece material."



No texto mostrado acima, Freud, com a sua profunda compreensão do psique humana com poucas palavras entra no cerne da questão!
Pergunta ele:

Como poderão ser mudadas as duas características básicas do subconsciente humano através da doutrinação em sala de aula?
Qual o grau de coerção que tais "seres superiores" que irão ser tais mestres chegarão a usar?
Quem serão estes sábios educadores, humanos como quaisquer outros, que terão competência para tão difícil trabalho?

Essas perguntas de Freud foram respondidas no século XX pelo que aconteceu na URSS e nas 50 nações onde tais idéias socialistas coercivas foram colocadas em prática, e como sabemos, os "seres superiores" que pretendiam mudar a mente das pessoas, apesar de usarem a ilimitada força da ditadura socialista, não conseguiram seu intento, como previu Freud tiveram grande dificuldade para ir da "intenção a execução" e depois de assassinarem milhões de pessoas terminaram por falir economicamente e culturalmente.


A opinião de Freud sobre o comunismo

Em seu livro "O mal-estar da civilização", de 1930, Freud expõe as razões que causam esse mal-estar, e em certo trecho do texto ele se refere ao comunismo, e nele comenta a pretensão alardeada pelos comunistas de que eles tem a solução para os problemas da humanidade.
Colocamos a seguir a opinião de Freud sobre o comunismo:

"Os comunistas acreditam ter descoberto o caminho para nos livrar de nossos males.
Segundo eles, o homem é inteiramente bom e bem disposto para como seu próximo, mas a instituição da propriedade privada corrompeu-lhe a natureza.
A propriedade da riqueza privada confere poder ao indivíduo e, com ele, a tentação de maltratar o próximo, ao passo que o homem excluído da posse está fadado a se rebelar hostilmente contra seu opressor.
Se a propriedade privada fosse abolida, possuída em comum toda a riqueza e permitida a todos a partilha de sua fruição, a má vontade e a hostilidade desapareceriam entre os homens.
Como as necessidades de todos seriam satisfeitas, ninguém teria razão alguma para encarar o outro como inimigo; todos, de boa vontade, empreenderiam o trabalho que se fizesse necessário.
Não estou interessado em nenhuma crítica econômica do sistema comunista; não posso investigar se a abolição da propriedade privada é conveniente ou vantajosa.
Mas sou capaz de reconhecer que as premissas psicológicas em que o sistema [comunista] se baseia são uma ilusão insustentável.
Abolindo a propriedade privada, privamos o gosto humano pela agressão de um de seus instrumentos, decerto forte, embora não o mais forte; de maneira alguma, porém, alteramos as diferenças em poder e influência que são mal empregadas pela agressividade, nem tampouco alteramos nada em sua natureza.
A agressividade não foi criada pela propriedade.
Reinou [a agressividade] quase sem limites nos tempos primitivos, quando a propriedade ainda era muito escassa, e já se apresenta no quarto das crianças, quase antes que a propriedade tenha abandonado sua forma anal e primária; constitui a base de toda relação de afeto e amor entre pessoas ( com a única exceção, talvez, do relacionamento da mãe com seu filho homem).
Se eliminamos os direitos pessoais sobre a riqueza material, eles ainda permanecem, no campo dos relacionamentos sexuais, prerrogativas fadadas a se tornarem a fonte da mais intensa antipatia e da mais violenta hostilidade entre homens que, sob outros aspectos, se encontram em pé de igualdade.
Se também removermos esse fator, permitindo a liberdade completa da vida sexual, e assim abolirmos a família, célula germinal da civilização, não podemos, é verdade, prever com facilidade quais os novos caminhos que o desenvolvimento da civilização vai tomar; uma coisa, porém, podemos esperar; é que, nesse caso, essa característica indestrutível da natureza humana seguirá a civilização.

Evidentemente, não é fácil aos homens abandonar a satisfação dessa inclinação para a agressão.
Sem ela, eles não se sentem confortáveis.
A vantagem que um grupo cultural, comparativamente pequeno, oferece, concedendo a esse instinto um escoadouro sob a forma de hostilidade contra intrusos, não é nada desprezível.
É sempre possível unir um considerável número de pessoas no amor, enquanto sobrarem outras pessoas para receberem as manifestações de sua agressividade."



Na sua argumentação Freud demonstra que a pretensão comunista não tem fundamento diante da história humana, e também não tem fundamento diante da psicanálise, vamos recordar o que Freud disse:

"as premissas psicológicas em que o sistema [comunista] se baseia são uma ilusão insustentável."

E em sendo uma ilusão, da mesma forma que a religião, o comunismo é uma neurose.

Como Freud lembra, a propriedade privada não existia nos primórdios da civilização, mesmo assim, a agressividade humana já existia.
Com toda sua autoridade de médico psiquiatra Freud lembra a todos que a agressividade humana já existe nos bebes humanos e portanto, diante deste fato, a agressividade humana não depende de fatores culturais, tem origem genética.
Desta forma, Freud nos diz que mesmo se abolirmos a família e fizermos o sexo se tornar livre, a agressividade humana não deixará de existir, pelo fato de ser inata, e pelo fato que o sexo jamais será totalmente livre, no sentido que uma mulher jamais se permitirá a fazer sexo com qualquer homem que a queira, as mulheres tem preferências sexuais, que todos sabemos são fortes e emotivas, com isso a repressão sexual nos machos humanos irá continuar a existir e com elas a violência e a agressividade do macho preterido sexualmente.
Com essas ponderações de Freud fica psicanaliticamente comprovada a inviabilidade das duas principais idéias comunistas, a abolição da propriedade privada e a abolição da família.


Freud e Marx, existe alguma relação entre ambos?

Se colocarmos no Google para pesquisar com as palavras "Freud" e "Marx" vamos encontrar centenas de links, talvez milhares deles, como os a seguir:

Marxismo e Freudismo: Dessemelhanças e Semelhanças ...
Freud, Marx e a psicologia evolutiva
Considerações acerca do Freudo-Marxismo
Freudo-Marxism - Wikipedia, the free encyclopedia
Karl Marx and Sigmund Freud on Human Nature
Freud Marx Engels & Jung
O passado nos pensamentos de Freud e Marx
freud - marx e nietzsche em foucault


Por que encontramos essa "ligação" entre Freud e Marx?
- Encontramos porque a mais de 60 anos os "intelectuais" marxistas tentam ligar o marxismo com Freud, e para isso imaginam as mais variadas teses, mesmo que não tenham fundamento algum, mesmo que a maioria delas sejam tão ridículas que despertam riso, para com isso dar um alento "científico" ao marxismo, é mais um dos muitos plágios e apropriação indébita que o marxismo praticou desde o "mestre", que foi um dos mais profícuos plagiadores da história.

Marx
A teoria marxista tem na economia a sua essência, a opinião principal de Marx é que os problemas da sociedade tem origem econômica, e a principal causa desses problemas é a existência da propriedade privada. Para Marx toda a "superestrutura" social depende da economia.

Freud
As idéias de Freud, ao contrário, tem sua essência na sexualidade, para Freud os problemas da sociedade tem origem em duas causas:
A repressão que a civilização humana exerce sobre o instinto sexual contido na libido (Eros);
E devido ao instinto da Morte (instinto de destruição) que se manifesta na inata agressividade humana.

Portanto, Freud e Marx não tem nada em comum.

Mas, diante deste fato, diante das palavras de Freud contra o comunismo e contra a coerção "cultural" como podem os marxistas quererem ligar Freud ao marxismo?
- Podem fazer isso porque esta ação está em conformidade com a "praxis" marxista.
E esta estratégia empírica do marxismo, denominada por eles de "praxis", não tem ética alguma e usa qualquer tipo de argumento, por mais mentirosos que sejam, para atingir seus objetivos, os "intelectuais" marxistas prostituem as suas mentes em prol da "causa".
Marxistas não tem nenhum compromisso com a verdade, com a honestidade, com a justiça, com a honra, com nada que faça parte da cultura ocidental, todos estes valores para o marxismo são "valores burgueses" que devem ser destruídos.
Desta forma, podem usar as idéias de Freud em prol do marxismo mesmo que tais idéias nada tenham em comum com o marxismo.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Quem irá salvar a sociedade ocidental da destruição pela "praxis" marxista?

O que é a "praxis" marxista?

É a ação prática política, social, religiosa, ou de qualquer outro tipo que seja necessária, executada pelos marxistas para atingir o objetivo desejado por Karl Marx.

E qual era o objetivo de Karl Marx?
- O objetivo de Karl Marx era destruir a sociedade ocidental, que ele denominava de "sociedade burguesa" capitalista.

E dentro da sociedade burguesa quais eram as coisas que Karl Marx queria destruir?
- Karl Marx queria acabar com o "estado burguês", queria acabar com a família burguesa, queria acabar com a propriedade privada, queria acabar com o sistema de salários, e queria acabar com a religião.

Portanto, são estes os objetivos dos marxistas atuais uma vez que tais objetivos ainda não foram atingidos.
A "praxis" marxista se resume em executar ações e estratégias práticas para atingir tais objetivos.

É muito oportuno neste instante fazer uma pergunta crucial - Karl Marx queria destruir a sociedade ocidental, mas, Karl Marx tinha idéia do que seria colocado no lugar dela?
Como resposta a essa pergunta nada melhor que a palavra do próprio Karl Marx!
Vamos a seguir colocar um trecho de Karl Marx escrito ao final de sua vida no seu "Crítica ao Programa de Ghota" onde ele se refere a suposta sociedade comunista que viria com a implantação da sua ideologia:

"Então surge a pergunta:
que transformação sofrerá o Estado numa sociedade comunista?
Por outras palavras:
que funções sociais análogas às atuais funções do Estado subsistirão ?
Só a ciência pode responder a esta pergunta;
Entre a sociedade capitalista e a sociedade comunista situa-se o período de transformação revolucionária de uma na outra, a que corresponde um período de transição política em que o Estado não poderá ser outra coisa que não a ditadura revolucionária do proletariado."

Karl Marx, 1875, Glosas Marginais ao Programa do Partido Operário Alemão.

Ao ler estas palavras de Karl Marx tomamos conhecimento que ele NÃO SABIA como seria a sociedade comunista que ele propunha, a ciência deveria descobrir isso, e que a ÚNICA COISA que Karl Marx sabia é que após a tomada do poder o que existiria era a ditadura do proletariado!
Ou seja, Karl Marx por toda a vida propôs a destruição da sociedade, mas, não sabia como seria a suposta sociedade comunista que a substituiria!
E até hoje os marxistas não sabem...
Mas, da mesma forma que o "mestre" continuam com a obsessão de destruir a sociedade que existe.

Continuemos...
Dentro dos objetivos está a destruição da religião, uma vez que para Karl Marx e para os marxistas - deus não existe, o que existe é o mundo, e o mundo é caos e irracionalidade.
Em vista deste fato, de que deus não existe, não existe consequentemente uma verdade a ser buscada, o que existe é unicamente a "praxis' para destruir a "opressora sociedade atual" e esperar pela vinda da sociedade perfeita comunista aqui mesmo na Terra.

Desde que não existe uma verdade não existe "ética", não existe "certo" e "errado", não existe "justiça", não existe "lógica" - todos estes valores são "valores burgueses" que deverão ser destruídos.

Em vista deste fato debater com um marxista é algo completamente inútil!
É inútil porque o marxista não respeita a nossa argumentação baseada em tais princípios "burgueses"...
A dialética socrática, platônica, aristotélica, da filosofia grega que usamos para fazer nossa arguumentação não tem valor algum para o marxista, a dialética usada pelo marxismo é a dialética hegeliana, que nada tem a ver com a dialética grega.
A dialética hegeliana (marxista), como muito bem a definiu Kant - é subjetiva!
E desta subjetividade dialética emana toda a "praxis" marxista!


Então, "cientificamente", a argumentação marxista pode mudar ao sabor das necessidades, se em um debate o argumento marxista é refutado, o marxista faz outra "síntese" dialética e recomeça tudo de novo a partir desta nova posição!

Com isso, debater com um marxista que usa a "praxis dialética" para se justificar, é uma atividade que tende ao infinito, uma vez que jamais conseguiremos refuta-lo de forma definitiva, o marxista, tal qual o marxismo, ressurgirá sempre com uma nova proposta argumentativa derrota após derrota!

Essa é a realidade da "praxis" marxista uma vez que todos os valores que nós burgueses usamos para o marxista não tem valor algum!
Então o marxista pode e faz, sem sentir culpa alguma, mentir, acusar sem provas, tangenciar, dissimular, ofender, fazer micagens e palhaçadas, denegrir, imitar ironicamente, dar sonoras gargalhadas, colocar apelidos, xingar, trair, plagiar, falsificar, caluniar, vingar, prender, matar, pode fazer tudo sem limite ético algum, com o intuito atingir o objetivo de Karl Marx.
A "praxis" marxista é a prostituição do intelecto humano, o "intelectual" marxista prostituiu a sua mente com a mesma facilidade que uma prostituta prostituiu seu corpo.
Para a prostituta nenhum valor importa, apenas o dinheiro importa, para o "intelectual" marxista, da mesma forma, nenhum valor importa, apenas atingir o objetivo do "mestre" importa.

Para chegar ao objetivo de Karl Marx os marxistas atuais podem até mesmo negar a teoria do "mestre"!
Karl Marx queria chegar ao comunismo através da ação revolucionária armada, ou seja, com a revolução do proletariado e a subsequente "ditadura do proletariado", os marxistas atuais depois de muitos reveses históricos chegaram a conclusão que esse modelo de "praxis" não dava certo, e contrariando a teoria da "superestrutura" do "mestre" eles passaram a considerar que a "cultura" era primordial para se chegar a obter o objetivo de Karl Marx...
Explicando isso com maiores detalhes, segundo Marx, a civilização humana é dependente unicamente da economia, é a economia que origina tudo o mais ao que ele chamou de "superestrutura", baseado nesta teoria a cultura faz parte da superestrutura e portando é dependente da economia.
Os marxistas "culturais" jogaram essa teoria do "mestre" no lixo e passaram eles próprios, e não a economia, a mudar a cultura ocidental.
Esta é mais uma evidência do total incompatibilidade do marxismo com a verdade, nada importa, nem mesmo as palavras do "mestre", o que importa é unicamente chegar ao objetivo do "mestre" - a destruição total da cultura ocidental.
Foi desta forma que surgiu o "marxismo cultural".

A "praxis" atual não é mais a da revolução armada como a guerra civil espanhola, não é mais a guerrilha urbana, não é mais a guerrilha do Araguaia, a "praxis" marxista atual é a subversão cultural, a "praxis" marxista atual esta na ação "cultural" dentro das universidades, está dentro da sala de aula, está nos meios de comunicação, está nas artes, nos palcos, nos filmes, nas novelas, está na ONU, no FMI, no BM, na OMC, na OAB, no Greenpeace, no Human Rights, na TV Globo e na TV Cultura, está em tudo que pertencer a "classe falante".
Esta ação é a longo prazo e visa "transformar" o senso comum da "alienada" humanidade de forma que com essa mudança cultural os objetivos de Karl Marx sejam finalmente implantados na humanidade de forma natural.

Da mesma forma que Karl Marx ordenou no Manifesto Comunista a condução deste processo na atualidade é para ser feita pelos "intelectuais" comunistas, os únicos que, segundo Karl Marx, tem pleno conhecimento do processo revolucionário, apesar da revolução ser "do proletariado", segundo a própria teoria marxista - os proletários são alienados que não tem consciência de classe - e devido a essa alienação os proletários devem ser "conduzidos" pelos "sábios intelectuais" comunistas.

Da mesma forma que antes a "praxis" marxista "cultural" atual não respeita a nenhum dos "valores burgueses" já citados, tudo é válido para que seja atingido o objetivo do "mestre".
Por exemplo o homossexualismo [Engels condenou em seus livros e em carta para Marx o homossexualismo como sendo "pederastas", dentre outras coisas], é de conhecimento público que os marxistas da URSS condenaram homossexuais, mas, atualmente, os marxistas defendem os "direitos" dos homossexuais...
Com a maior naturalidade os marxistas da "teologia da libertação" acusam os padres católicos tradicionais de usarem a batina porque são homossexuais, porém, em suas pregações os padres da "teologia da libertação" defendem os "direitos" dos homossexuais, ou seja, um mesmo "valor" é usado de forma oposta de acordo com os interesses da "praxis".

No mundo atual a chamada "hegemonia" projetada por Gramsci atingiu sua plenitude, em tudo que existe no mundo atual que tenha origem na "classe falante" a "praxis" marxista está inserida.

A partir deste fato a humanidade caminha para a execução dos objetivos de Karl Marx, ou seja, a sua destruição, porém, se com isso a humanidade irá chegar a sociedade perfeita comunista isso é uma colossal incerteza uma vez que já foi provado tanto cientificamente, como na prática histórica, que a sociedade socialista é incapaz de gerir a sua economia de forma a produzir progresso e desenvolvimento cultural e econômico - o destino de toda sociedade socialista é a falência moral e econômica.

Lukacs, um dos fundadores do "marxismo cultural" disse - Quem irá nos salvar da cultura ocidental?
Nós podemos também dizer - Quem irá salvar a sociedade ocidental da destruição pela "praxis" marxista?


HEGEMONIA

"O moderno Príncipe (partido comunista), desenvolvendo-se, subverte todo o sistema de relações intelectuais e morais, uma vez que seu desenvolvimento significa... que todo ato é concebido como útil ou prejudicial, como virtuoso ou criminoso, somente na medida em que tem como ponto de referência o próprio moderno Príncipe...
O Príncipe toma o lugar nas consciências, da divindade ou do imperativo categórico, torna-se a base de um laicismo moderno e de uma completa laicização de toda a vida e de todas as relações de costume".

Antonio Gramsci, Cadernos do Cárcere, 1935.

HEGEMONIA



Você notou algo em comum nos rostos de todas as pessoas destas fotos ?
Acredito que sim... é bem visível.
Essa é a imagem da alienação que tomou conta da humanidade ocidental na atualidade.
Gramsci deu o nome de "hegemonia" a este estágio do domínio das mentes humanas pelo "príncipe".



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