A alienação

A alienação

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Qual foi o motivo real para o diplomata brasileiro da embaixada na Bolívia ter trazido o senador boliviano asilado na embaixada brasileira a mais de um ano para o Brasil ?


Vejamos o
Editorial na Folha de S.Paulo

Folha de S.Paulo
28/08/2013 - 03h00
Editorial: Surpresas no Itamaraty

Não conseguiu passar incólume ao mais recente imbróglio da diplomacia brasileira o chanceler Antonio de Aguiar Patriota.
Funcionou como pretexto para sua queda a operação conduzida pelo encarregado de negócios na Bolívia, Eduardo Saboia, a fim de trazer ao Brasil o senador boliviano Roger Pinto Molina, asilado na embaixada brasileira em La Paz havia mais de 450 dias.
Orquestrada sem conhecimento do Itamaraty, a ação teria demonstrado que faltava a Patriota comando sobre seu ministério.
Foi movido por um espírito humanitário que Saboia decidiu agir.
Na sua avaliação, a situação de saúde do senador boliviano na embaixada brasileira havia chegado a um limite.
Como ele próprio reconhece, porém, Saboia violou as regras da profissão e está sujeito a ser punido por isso.
Na diplomacia, a disciplina é requisito fundamental.
Se o governo brasileiro agiu bem ao conceder asilo a Molina --alvo de perseguição judicial do governo Evo Morales após ter denunciado envolvimento de autoridades locais com narcotraficantes--, errou, durante 15 meses, ao permitir que o caso se arrastasse sem solução.
Não é crível que a diplomacia brasileira não conseguisse, com o devido empenho, obter do governo boliviano o salvo-conduto para trazer o senador ao Brasil.
É possível que outro ministro se saísse do episódio apenas com uma reprimenda.
Antonio Patriota, porém, era um chanceler enfraquecido.
Diferenças de estilo com a presidente Dilma Rousseff parecem ter sido constantes nos dois anos e oito meses de sua gestão no Itamaraty.
Além de questões pessoais, Patriota sofreu com fatores estruturais.
Enquanto a primeira década dos anos 2000 permitiu ao Brasil se projetar no plano internacional, a recuperação econômica em curso nos países desenvolvidos impôs freios aos emergentes.
Patriota, assim, viu-se forçado a pilotar uma gestão de arrefecimento do ímpeto do país, com a perda de espaço de fóruns como os Brics e a diminuição da importância de acordos de cooperação e comércio Sul-Sul.
Patriota encarnava, com sua discrição, a repaginação apropriada à diplomacia brasileira. Com ele, os contenciosos retóricos com os Estados Unidos, por exemplo, foram mitigados.
Não foi o suficiente, contudo, para ganhar prestígio no governo Dilma.
Como saída honrosa, lhe caberá a representação do Brasil na ONU, em Nova York --inversão de papéis com seu sucessor no Itamaraty, Luiz Alberto Figueiredo.
Por ter construído carreira na área ambiental, o novo chefe do Itamaraty pode se transformar em ativo para Dilma Rousseff na disputa eleitoral de 2014 --a principal candidata de oposição, até aqui, é a ambientalista Marina Silva.
Sem que tenha chefiado uma embaixada, Figueiredo, embora com boa reputação, ainda é uma incógnita.
Para afastar a impressão de que é apenas uma peça no xadrez eleitoral, precisará, o quanto antes, mostrar a que veio.



Comentário:

O que temos?
Temos que o diplomata, que já tem vários anos na função e não é um inocente, tinha plena consciência que seu ato lhe custaria caro na carreira, uma vez que estaria cometendo falta grave.

Tendo em vista que, se existirem mais "protagonistas" nessa história, eles não são tolos, e sabiam muito bem o que aconteceria após a ação, estou começando a achar que "mataram dois coelhos com uma cajadada só" !

Temos duas coisas em comum:

Queriam, os dois governos, resolver o problema, tanto da precária e incômoda situação do senador na embaixada, como o de Evo Morales, que depois de tanto tempo sendo "durão" ficaria em situação constrangedora se voltasse a trás,

bem como:

O governo brasileiro queria tirar Patriota...


Pronto!..  Resolveram tudo com um só golpe!

Patriota ganhou um prêmio por serviços prestados, vai para o EUA, vai ser feliz.

E o diplomata que trouxe o senador para o Brasil com a maior facilidade do mundo, cuja desculpa de que fez por altruísmo, ou pena do senador que estava "correndo risco de vida", é de dar pena também de tão inocente que é a desculpa, daqui uns tempos, quando tudo estiver esquecido, ganha uma promoção por ter servido de vítima.


Mas, vejamos uma foto e um vídeo do senador que estava em péssima situação psicológica e física:

senador boliviano Roger Pinto Molina

Entrevista com o senador após sua chegada ao Brasil

Não me parece que o senador tenha vivido os últimos meses em grande sofrimento físico ou psicológico...


Com isso....
De uma forma ou de outra, a única coisa que perdeu, como sempre, foram estas duas instituições:


E com isso ficamos na dúvida se os manifestantes de Junho não tinham toda razão em suas manifestações no Itamaraty.



***

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

As redes sociais serviram para que os "transformadores do mundo" introduzissem designações e palavras para o uso cotidiano das massas, com isso eles esperam mudar o "senso comum" da humanidade e que essa mudança possa ajudar na implantação do socialismo em todo o mundo.



A ideologia socialista surgiu, como tal, no século XVIII na Europa, em especial na França e na Prússia (Alemanha atual), o século XIX foi uma época de grande agitação política ideológica na Europa que sempre teve por trás dela a ação militante de socialistas e comunistas, muitas revoluções aconteceram a partir de 1848.

Nessa época Karl Marx começou a sua ação revolucionária através do Manifesto Comunista, nesse documento Marx define as linhas básicas da sua ideologia socialista, dentre elas, a principal é que "proletários não tem pátria" e "proletários de todo o mundo, uni-vos!".
Tais afirmações funcionaram como previsões do que iria acontecer.
Karl Marx morreu em 1883, e até então nada do que ele havia previsto tinha acontecido.
O tempo foi passando e a Europa entrou no século XX politicamente agitada, avizinhava-se uma guerra total, uma guerra "mundial", na Europa.

Os seguidores do marxismo esperavam que nessa guerra que, de acordo com as palavras de Karl Marx, quando os proletários de todas as nações em guerra estivessem de posse das armas, eles se recusassem a lutar pelas suas nações (proletários não tem pátria) e se unissem por toda a Europa para lutarem juntos contra a "burguesia".

Porém, para grande frustração dos marxistas, isso não aconteceu, os proletários de cada nação pegaram em armas para lutarem pelas respectivas pátrias...
Karl Marx errou, os proletários tinham pátria sim, e amavam suas pátrias, e jamais iriam lutar contra sua pátria como Karl Marx profetizou.

Porém os marxistas não entenderam assim.
Após a guerra os marxistas chegaram a conclusão que Karl Marx não tinha errado, o problema era que existia algo na sociedade ocidental que impedia que os proletários tomassem consciência da sua "classe".

Outra conclusão dos marxistas foi que a estratégia "revolucionária" não funcionava, e que eles deveriam imaginar uma nova estratégia para a tomada do poder.
Foi dai que surgiu o marxismo "cultural" que tinha por objetivo criar estratégias para mudar o "senso comum" da sociedade ocidental e assim fazer essa sociedade aceitar o socialismo marxista.

Os marxistas que estabeleceram inicialmente os mecanismos dessa estratégia foram Lukács, Gramsci e o pessoal da "Escola de Frankfurt" em 1931 e posteriormente exilados no EUA a partir de 1939.
Eles desanimaram essas idéias nas universidades, 70 anos depois a sociedade ocidental foi tomada por essas idéias que geraram milhares de "politicamente corretos" que querem "transformar o mundo", eles são incansáveis e jamais desistem, e criam constantemente mecanismos para mudar "culturalmente" o senso comum da sociedade ocidental.

Dentre milhares de mecanismos criados por eles temos a substituição de palavras em uso a muito tempo por outras que apesar de parecerem iguais introduzem um novo significado para a palavra, um significado "politicamente correto" que os marxistas "culturais" querem que se transforme em novo "senso comum", essa técnica leva o nome de "desconstrucionismo".

São técnicas de lavagem cerebral, as palavras novas são colocados em meio a outros já existentes para não serem percebidos, porém, seu uso é freneticamente colocado na midia, e as pessoas passam a usar sem saberem a real finalidade dessa substituição.


Apresentado esse "histórico", vamos ao tema principal.

O socialismo gerou uma frase que resume a sua "visão" de como devem ser as coisas, a frase é a seguinte:

'De cada um segundo sua capacidade, A cada um segundo sua necessidade."

Isso, em temos práticos, seria todos produzirem e entregarem sua produção para um "supermercado" geral, para onde todos os necessitados iriam pegar a suas partes.
Exemplificando de outra forma, supondo q existam 100 pessoas em uma vila, todas produzem, umas mais outras menos, toda a produção é colocada em um "monte" e em seguida repartida em partes para distribuição "de acordo com a necessidade" de cada um.
Acontece que a bela frase é uma equação!
Onde:  a "capacidade" deve ser >= a "necessidade".
Se isso não existir a coisa não funciona.

Ou seja, se existe alguém no grupo q produz apenas 80% da sua necessidade, alguém do grupo vai ter que produzir os 100% da necessidade própria e mais os 20% que faltam nas necessidades do outro...
Isso é comum acontecer porque velhos, crianças e doentes muito pouco ou quase nada produzem.

Por um ou dois meses as pessoas concordam em trabalhar a mais do que precisam para ajudar os outros, mas, por tempo indeterminado não é possível essa ajuda perdurar pois o que produz a mais começa a ficar descontente, uma vez q se tivesse que produzir apenas para ele próprio trabalharia menos.

Socialistas não conseguem ver esse fato e continuam a acreditar na bela frase e a quererem "com-partilhar".
E querem convencer o mundo a com-partilhar.

Nas redes sociais eles criaram duas palavras principais em substituição as que estavam em uso desde o início da Internet.

As duas palavras são:

"comunidade" - em substituição a "grupo de discussão"

"compartilhar" - em substituição a "mostrar" ou "divulgar".

Vejamos os significados dessas palavras no Dicionário Aurélio.

comunidade
 [Do lat. communitate.]
1.Qualidade ou estado do que é comum; comunhão:
2.Concordância, conformidade, identidade:
comunidade de sentimentos.
3.Posse, obrigação ou direito em comum.
4.Qualquer grupo social cujos membros habitam uma região determinada, têm um mesmo governo e estão irmanados por uma mesma herança cultural e histórica.
5.Qualquer conjunto populacional considerado como um todo, em virtude de aspectos geográficos, econômicos e/ou culturais comuns:
6.Grupo de pessoas considerado, dentro de uma formação social complexa, em suas características específicas e individualizantes.
7.Grupo de pessoas que comungam uma mesma crença ou ideal:
8.Grupo de pessoas que vivem submetidas a uma mesma regra religiosa.

O que acontece nas "comunidades" do Orkut não se encaixa em nenhuma dessas definições!
Não existe nelas "comunhão" ou "concordância", o que predomina é a diferença de opiniões e até mesmo discórdia e brigas.
Portanto, o novo termo "comunidade" não tem nada a ver com o que acontece nelas no Orkut, é uma designação que não descreve o que acontece, a designação anterior, "grupos de discussão", estava perfeitamente em consonância com o que acontece.

O termo "comunidade" foi inventado para tentar criar artificialmente uma mentalidade "comunitária", socialista, nas pessoas.
Pode até ter "pegado", mas, jamais atingirá o seu objetivo ideológico.

Outros usos da palavra "comunidade".

O termo "comunidade" também começou a ser usado na midia para designar partes de favelas, da mesma forma não está correto também, pois em uma favela não existe em todos os habitantes uma comunhão de interesses.

Outro uso frequente na midia do termo "comunidade" é em "comunidade internacional".

A midia está usando muito esse termo quando querem pressionar a opinião pública para pender para o que os politicamente corretos defendem.

Essa expressão já foi usada contra diversas situações e nações, atualmente está sendo muito usada contra a Síria.
Em vez da midia especificar as nações que estão falando contra o ditador sírio, que quase sempre são apenas a França e o EUA, e eventualmente a Inglaterra e a Alemanha, a midia usa o "a comunidade internacional" para dar a idéia de que todas as nações estão contra o ditador - o que não é verdade, por exemplo Rússia e China não estão contra o ditador, e são nações de suma importância no mundo.
Parece que para a midia Rússia e China não fazem parte da "comunidade internacional"!
Esses absurdos acontecem porque o uso da palavra "comunidade" é ideológico, e ideologia é cega, surda e burra, só não é muda.

O outro termo...

compartilhar
[De com- + partilhar.]
1.Ter ou tomar parte em; participar de; partilhar, compartir:

partilhar
[De partilha + -ar2.]
1.Dividir em partes; repartir:
2.Fazer partilha de.
3.Tomar ou ter parte em; compartir, compartilhar:
4.Dividir em partes; dividir, repartir:
5.Dar, distribuir.
6.Compartilhar; dividir:


Quando colocamos uma foto no Facebook não estamos repartindo a foto e dando partes dela para os amigos...
A palavra "compartilhar" significa "dividir em partes"; não dignifica "mostrar" ou "divulgar".

A nova palavra artificialmente criada não tem o significado do ato que ela quer descrever.

Ela apenas tem a intenção de incutir nas pessoas a idéia socialista de "partilhar".

Isso é compartilhar


 Isso não é compartilhar, é mostrar, divulgar

Essa ação, devido ao grande uso no Facebook, já está sendo usada em outras atividades, é a tal mudança do senso comum que os marxistas querem incutir na sociedade.
Porém, eles podem até mudar o senso comum e fazerem as pessoas usarem "compartilhar" em vez de "divulgar" ou "mostrar", mas, eles jamais conseguirão transformar isso em ação produtiva real.


Ajuda entre humanos

Humanos desde sempre se ajudaram em situações de perigo, mas, ficar indefinidamente ajudando é algo que poucos humanos irão aceitar.
Podemos até ajudar nosso vizinho em uma situação difícil, isso acontece frequentemente entre humanos, mas, ficar dando comida para a família do vizinho por tempo indeterminado é algo que poucos vão conseguir.

A democracia liberal que começou a existir no mundo depois da Revolução Industrial Inglesa (1750-1850) criou a mais potente forma de colaboração entre seres humanos - a divisão do trabalho.

Antes da divisão do trabalho cada pessoa tinha que fazer seu sapato se quisesse ter um, demorava vários dias para fazer o sapato sozinha.
Com o surgimento das máquinas e da divisão do trabalho, onde para fazer sapatos humanos repartem a confecção em partes específicas e cada trabalhador faz uma parte de forma mecanizada em uma "linha de montagem", alguns humanos trabalhando dessa forma "compartilhada" fazem centenas de sapatos em um dia!

 
A "divisão do trabalho" é a melhor e mais eficiente forma para humanos compartilharem em proveito de todos.
Uma vez que os milhares de sapatos fabricados são destinados - para as pessoas em geral usarem, para os trabalhadores usarem.


Essa ajuda mútua entre humanos no trabalho fez com que milhões de pessoas do povo que até então não tinham acesso a maioria das mercadorias, como sapatos, passou a ter acesso a elas, uma vez que as mercadorias passaram a ser feitas em muito maior quantidade.

Esse é o compartilhamento possível e eficiente entre humanos.


*


A intenção deste texto é mostrar que essa ação doutrinária "cultural" existe e é intensa na sociedade atual, porém, ela é praticada por pessoas que vivem fora da realidade transcendente, vivem em um mundo irreal, suas ações são ingênuas e inúteis e jamais conseguirão mudar a realidade humana no planeta Terra.



***
 
 
TEXTO RELACIONADO
 
"comunidade internacional" - o que é isso ?"
 

 
***




 
 

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

O socialismo é o refúgio do invejoso raivoso


Inveja...
O Dicionário Aurélio nos diz que é:
1. Desgosto ou pesar pelo bem ou pela felicidade de outrem.
2. Desejo violento de possuir o bem alheio.


Então vejamos.

Karl Marx, o guru do socialismo, em vez de fazer um volumoso livro com o título "O Socialismo", ou com o título "O Comunismo", fez um volumoso livro com o título "O Capital", e nesse livro não diz absolutamente nada sobre socialismo ou comunismo!
O livro é todo ele voltado ao capitalismo.
No livro Karl Marx critica do começo ao fim o capitalismo.
Ou seja, a preocupação desse socialista não é com o seu socialismo - é com o outro.

Karl Marx em vez de pensar em imaginar soluções para os possíveis problemas que o socialismo teria depois de implantado, não fez isso, apenas imaginou a forma para destruir o capitalismo.
O capitalismo seria destruído pela ação revolucionária do proletariado através da "revolução do proletariado".
Através da revolução os proletários e comunistas tomariam o poder político e com as medidas que Karl Marx colocou no Manifesto Comunista destruiriam a burhuesia.
Com a destruição da burguesia os proletários tomariam posse de todos os bens da burguesia, ou seja, possuiriam os bens alheios.
A tomada violenta e despótica de todas as riquezas da burguesia foi sempre o maior desejo de Karl Marx. Inveja !

O que Karl Marx mais queria era destruir a "sociedade burguesa" e o capitalismo, e para isso pregou por toda sua vida a revolução que faria isso.
Karl Marx jamais imaginou soluções para os problemas do socialismo.

O socialismo que foi implantado em dezenas de nações no século XX teve graves problemas estruturais, econômicos, sociais, os socialistas que o implantaram não souberam o que fazer para solucionar tais problemas, e jamais tiveram a orientação do "guru do socialismo", Karl Marx, que jamais escreveu uma linha sobre como seria o dia a dia de uma sociedade socialista ou comunista.
Karl Marx, por toda vida, só se preocupou em destruir a "burguesia" e o capitalismo.

Mas, quem são a burguesia para o marxismo?
A burguesia são os ricos, os bem sucedidos economicamente...
Então, na verdade, Karl Marx se preocupava em destruir os ricos e os bem sucedidos e que seus seguidores se apossassem dos bens deles.
Por que ?
- Alem de uzufruir dos bens rouvados, por inveja e rancor.

É isso porque foi só isso que ele fez na vida.
Se Karl Marx tivesse conceituado como seria o socialismo, ou como seria o comunismo, então não poderíamos dizer isso, mas ele não fez nada disso!
Karl Marx por toda a vida apenas criticou, odiou, e quis destruir os ricos e os bem sucedidos, e nada mais.
- Inveja e rancor.

E todos os seguidores de Karl Marx tem a mesma motivação - inveja dos bem sucedidos economicamente.

O "burguês".
O termo "burguês" ou "burguesia" é uma palavra usada por marxistas para se referirem as pessoas que eles odeiam.
Se observarmos a entonação vocal de um "intelectual" socialista quando ele pronuncia a palavra "burguês" vamos notar o ransoso ódio que vem junto com o som, é o ódio invejoso.

Se formos em uma palestra de "intelectuais" marxistas que proliferam nas universidades brasileiras, em especial na USP, na UFRJ, na Unicamp, ma UnB, etc, vamos constatar que nenhum deles, mas nenhum mesmo, procura falar em suas palestras sobre os problemas do socialismo ou do comunismo, só existe na cabeça deles o ódio ao capitalismo e a burguesia...
Em suas palestras a única coisa que eles fazem é criticar o capitalismo.

Se observarmos detidamente as feições faciais  desses "intelectuais" quando eles estão falando vamos notar expressões de ódio e rancor, uma das expressões faciais mais comuns neles é torcer a boca de raiva e elevarem lateralmente o olhar turvo do invejoso.
Eles falam com sarcasmo, com ódio do capitalismo e do "burguês".
- Falam porque invejam os bem sucedidos economicamente.

Vejamos uma palestra de uma dessas figuras.


Notaram?
O cara passou o tmpo todo da sua palestra falando, ou melhor, criticando e falando mal do capitalismo!
Ele não apresenta nenhuma informação de como seriam as soluções socialistas para os problemas que aponta, nele vemos apenas profundo rancor contra a sociedade em que ele parazitou por toda a vida sem produzir absolutamente nada de útil para a sociedade.


A razão dessa inveja e rancor é que se imaginarmos os seguintes eventos na cidade de São Paulo:

1. Uma palestra de um intelectual socialista da USP sobre as mazelas do capitalismo no Memorial da América Latina.
2. Um jogo do Corinthians x Flamengo no Pacaembu.
3. Um show da Lady Gaga no Morumbi
4. Uma liquidação fechada com 30% de desconto em todos os produtos no Shopping Iguatemi.


E com ingressos na mão formos no metrô, nos ônibus, na saída de trabalhadores de fábricas, e oferecermos os ingressos a eles, com a condição de poderem escolher apenas um evento para ir... com toda certeza ficaremos com o monte de ingressos da palestra do intelectual na mão!
Ninguém vai ver a palestra, vão escolher os outros eventos.
Essa é a mágoa dos "intelectuais" socialistas contra a "sociedade burguesa", ela não dá valor a eles!
Eles acham isso injusto porque acham que tem grande valor.
E por isso odeiam essa sociedade que não lhes dá o valor que acham que tem.

Ao mesmo tempo, essa mesma sociedade dá grande valor aos bem sucedidos economicamente!
Essa sociedade da valor ao Ronaldo Fenômeno, ao Galvão Bueno, ao Silvio Santos, ao Ermírio de Morais, ao Bill Gates, a Lady Gaga, a Beyoncé, e a todos os talentosos e bem sucedidos.
Isso provoca o rancor invejoso dos socialistas contra os bem sucedidos economicamente!
Por isso a única coisa que fazem é criticar a sociedade.

Na verdade eles não estão preocupados em buscar soluções socialistas para melhorar a sociedade, eles estão preocupados em criticar os bem sucedidos economicamente.
Tais intelectuais socialistas, igual a Karl Marx, nunca fazem estudos para descobrirem cientificamente porque a URSS não deu certo, ou porque Cuba não consegue produzir nem mesmo papel higiênico, tais "intelectuais" jamais colocam tais problemas do socialismo em discussão em suas palestras, jamais, passam o tempo todo da palestra metendo o pau no capitalismo e na burguesia que invejam e odeiam.
Os seguidores de Karl Marx são como ele, movidos por rancorosa inveja.


Florestan Fernades, "intelectual" marxista.
O livro de cabeceira dele sempre foi o Manifesto Comunista.
Florestan foi o principal profeesor de todos os "intelectuais" marxistas atuais.
Vejam essa palestra dele...
Ele não diz uma palavra sobre o socialismo, ele não apresenta sequer uma solução para os problemas do socialismo.
Florestan se preocupa apenas em elogiar Karl Marx, todos eles fazem isso, e em criticar o capitalismo, se preocupa apenas em demonstrar rancor aos ricos e economicamente bem sucedidos.


O movimento Occupy Wall Street no EUA tem como bandeira dizer que eles representam os 99% mais pobres contra os 1% mais ricos, e como sempre, atacam o capitalismo.


Mas, afinal, o EUA é uma nação de pobres ?
99% da população norte-americana é pobre ?
É claro que não!
O EUA tem 300 milhões de habitantes, dentre eles milhões de latinos que foram para lá pobres e sem instrução, mesmo assim o povo que vive no EUA tem o 6a. melhor IDH do mundo !
A maioria da população do EUA tem excelente qualidade de vida.
Não existe 99% de pobres no EUA, a maioria da população tem excelente igualdade social e qualidade de vida.
Então, por que protestam?
- Protestam contra a existência de 1% ricos...
O problema do pessoal do Occupy são os 1% ricos.
Não importa a eles que a maioria dos norte-americanos vive bem, importa a eles que existe no EUA o 1% de ricos!
Por que isso ?
- Inveja e rancor dos economicamente bem sucedidos.


Margaret Thatcher (1925-2013), no final de seu governo, ao fazer um discurso na Casa dos Comuns foi criticada pelos trabalhistas (socialistas) inglesas, os socialistas a acusavam de ter aumentado a "desigualdade" na Inglaterra.
Thatcher respondeu a eles de forma arrasadora, ela mostrou que a vida dos ingleses melhorou consideravelmente no governo dela, e que se passaram a existir mais ricos isso não tinha importância na prática porque os ingleses estavam tendo excelente qualidade de vida, e era isso que tinha valor, e não se aumentaram os ricos.
Thatcher fez menção a sentimento invejoso dos socialistas, que mesmo com o povo vivendo bem ainda direcionavam suas críticas aos bem sucedidos.

"O problema com o comunismo é que um dia o dinheiro dos outros acaba."
Margaret Thatcher

Vídeos de Margaret Thatcher falando sobre o assunto






Ayn Rand (1905-1082), foi uma filósofa, escritora e roteirista russa (os socialistas russos tiraram a farmacia do pai dela e a família foi para o EUA) que passou a maior parte da vida no EUA, foi uma objetiva defensora da individualidade e abordou o tema da inveja no socialismo.
A seguir apresentamos alguns vídeos dela:




O que mais me impressiona nessa mulher diferenciada é a paz que existe em seu rosto, a calma com que expõe seus conceitos, firme e sólida, a solidez de caráter que encontramos nas pessoas dignas e livres.
Isso jamais encontraremos em um socialista marxista.... suas faces, como vimos nas palestras apresentadas aqui, são tensas, atormentadas pelos lampejos do ódio e da inveja que carregam em suas cabeças.



Ressentimento generalizado.

Para encerrar mostramos um vídeo brasileiro feito na Bahia que mostra o que foi dito neste texto. observem...




Isso seria raiva generalizada ?
Ou seria preconceito da pior espécie ?
Em vez de direcionar sua raiva contra o governo que fornece péssimo ensino... ela dirciona sua raiva contra os brancos.
Esse ódio, essa raiva, é o ódio ideológico que os socialistas brasileiros estão colocando na cabeça dos negros, isso não exista no Brasil, mas agora existe.



***

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Qual a diferença entre socialismo e comunismo ?

Qual a diferença entre socialismo e comunismo ?

Uma coisa podemos dizer inicialmente - não são a mesma coisa.

Karl Marx no Manifesto Comunista enumerou os seguintes tipos de socialismos:

1. Socialismo Reacionário.
1.1 Socialismo Feudalístico.
1,2 Socialismo Pequeno-Burguês.
1.3 Socialismo Alemão ou "Verdadeiro".
2. Socialismo Conservador ou Burguês.
3. Socialismo Utópico.

Todas essas designações são de Marx, evidentemente os que pertenciam a tais grupos não se designavam dessa forma, com exceção dos "utópicos" os demais nem mesmo em algum momento se designaram como sendo socialistas, Marx é que os está designando como sendo socialistas.

O socialismo marxista foi denominado por Engels como sendo o "socialismo científico".

Karl Marx nunca disse que sua pregação revolucionária se chamava socialismo científico, o nome "socialismo científico" foi dado por Engels, depois da morte de Marx, ao que Marx e ele disseram anteriormente durante suas vidas.

Como o marxismo eliminou todas as outras tendências socialistas vamos considerar como "socialismo" o socialismo marxista.

O socialismo marxista tinha como orientação a luta revolucionária.
Essa luta significava unicamente chegar a "revolução do proletariado" e com ela tomar o poder político pela via violenta revolucionária.
No Manifesto Marx escreveu:

"A luta do proletariado contra a burguesia embora não seja na essência uma luta nacional, reveste-se contudo dessa forma nos primeiros tempos.
E natural que o proletariado de cada pais deva, antes de tudo, liquidar sua própria burguesia."

Ou seja, liquidar a burguesia e tomar o poder político.

Sobre como seria após a tomada do poder, no mesmo Manifesto Comunista, Marx diz o seguinte:

"O proletariado utilizará sua supremacia política para arrancar pouco a pouco todo capital à burguesia, para centralizar todos os instrumentos de produção nas mãos do Estado, isto é, do proletariado organizado em classe dominante e para aumentar, o mais rapidamente possível, o total das forças produtivas.
Isto naturalmente só poderá realizar-se, em princípio, por uma violação despótica do direito de propriedade e das relações de produção burguesas, isto é, pela aplicação de medidas que, do ponto de vista econômico, parecerão insuficientes e insustentáveis, mas que no desenrolar do movimento ultrapassarão a si mesmas e serão indispensáveis para transformar radicalmente todo o modo de produção.
Essas medidas, é claro, serão diferentes nos vários países.
Todavia, nos países mais adiantados, as seguintes medidas poderão geralmente ser postas:

1. Expropriação da propriedade latifundiária e emprego da renda da terra em proveito do Estado;
2. Imposto fortemente progressivo
3. Abolição do direito de herança;
4. Confiscação da propriedade de todos os emigrados e sediciosos;
5. Centralização do crédito nas mãos do Estado por meio de um banco nacional com capital do Estado e com o monopólio exclusivo;
6. Centralizarão, nas mãos do Estado, de todos os meios de transporte;
7. Multiplicação das fábricas e dos instrumentos de produção pertencentes ao Estado, arroteamento das terras incultas e melhoramento das terras cultivadas, segundo um plano geral;
8. Trabalho obrigatório para todos, organização de exércitos industriais, particularmente para a agricultura;
9. Combinação do trabalho agrícola e industrial, medidas tendentes a fazer desaparecer gradualmente a distinção entre a cidade e o campo;
l0. Educação pública e gratuita de todas as crianças, abolição do trabalho das crianças nas fábricas, tal como é praticado hoje. Combinação da educação com a produção material etc."

Então, segundo Marx, eram as medidas acima relacionadas que deveriam ser executadas de forma despótica após a tomada do poder pela 'revolução do proletariado" no chamado "período de transformação" revolucionério.

Em seguida Karl Marx enuncia (no Manifesto) o que surgiria depois da aplicação das medidas descritas acima:

"Uma vez desaparecidos os antagonismos de classes no curso do desenvolvimento e sendo concentrada toda a produção propriamente falando nas mãos dos indivíduos associados, o poder público perderá seu caráter político.
O poder político é o poder organizado de uma classe para a opressão de outra.
Se o proletariado, em sua luta contra a burguesia, se constitui forçosamente em classe; se converte-se, por uma revolução, em classe dominante e, como classe dominante, destrói violentamente as antigas relações de produção, destrói juntamente com essas relações de produção, as condições dos antagonismos entre as classes e as classes em geral e, com isso, sua própria dominação como classe.
Em lugar da antiga sociedade burguesa, com suas classes e antagonismos de classes, surge uma associação onde o livre desenvolvimento de cada um é a condição do livre desenvolvimento de todos."

Ou seja, Karl Marx fornece uma "visão" do comunismo.
Porém, essa previsão marxista jamais aconteceu em nação alguma das dezenas que implantaram o marxismo no século XX.

Outra passagem importante no Manifesto, decisiva para entender todo o contexto, é a que aparece na Parte II:

"Seção II - Proletários e comunistas 
Em que relação se encontram os comunistas com os proletários em geral?
Os comunistas não são nenhum partido particular face aos outros partidos operários.
Não têm nenhum interesses separados dos interesses do proletariado todo.
Não estabelecem nenhum princípios particulares (1*) segundo os quais queiram moldar o movimento proletário.

Os comunistas diferenciam-se dos demais partidos proletários apenas pelo fato de que, por um lado, nas diversas lutas nacionais dos proletários eles [os comunistas] acentuam e fazem valer os interesses comuns, independentes da nacionalidade, do proletariado todo, e pelo fato de que, por outro lado, nos diversos estádios de desenvolvimento por que a luta entre o proletariado e a burguesia passa, representam sempre o interesse do movimento total.
Os comunistas são, pois, na prática, o setor mais decidido, sempre impulsionador, dos partidos operários de todos os países; na teoria, eles têm, sobre a restante massa do proletariado, a vantagem da inteligência das condições, do curso e dos resultados gerais do movimento proletário."


Vemos ai que "comunistas" e "proletários" são coisas diferentes para Karl Marx.
Comunistas tem caráter global, apenas eles tem inteligência para impulsionar os proletários de cada país.
Na prática isso significa o seguinte:
Proletários - os trabalhadores operários.
Comunistas - os "intelectuais" marxistas
.


Nota.


No Prefácio da edição alemã de 1872 do Manifesto Marx escreveu:

"Embora as condições muito se tenham alterado nos últimos vinte e cinco anos, os princípios gerais desenvolvidos neste Manifesto conservam, grosso modo, ainda hoje a sua plena correção."
"Aqui e ali seria de melhorar um pormenor ou outro
A aplicação prática destes princípios — o próprio Manifesto o declara — dependerá sempre e em toda a parte das circunstâncias historicamente existentes, e por isso não se atribui de modo nenhum qualquer peso particular às medidas revolucionárias propostas no fim da seção II. 
Este passo teria sido hoje, em alguns aspectos, redigido de modo diferente.
Face ao imenso desenvolvimento da grande indústria nos últimos vinte e cinco anos e, com ele, ao progresso da organização do partido da classe operária, face às experiências práticas, primeiro da revolução de Fevereiro, e muito mais ainda da Comuna de Paris — na qual pela primeira vez o proletariado deteve o poder político durante dois meses —, este programa está hoje, num passo ou noutro, antiquado."
"Entretanto, o Manifesto é um documento histórico, que já não nos arrogamos o direito de alterar."


Ou seja, Marx diz que "Aqui e ali seria de melhorar um pormenor ou outro", mas que ele, não iria mudar em nada o Manifesto pois ele continuava plenamente correto.


O Manifesto foi escrito em 1848, passados 27 anos Marx escreveu o seguinte sobre o mesmo assunto:

Crítica ao Programa de Gotha.
Comentários marginais.

"A "sociedade atual" é a sociedade capitalista que existe em todos os países civilizados, mais ou menos expurgada de elementos medievais, mais ou menos modificada pela evolução histórica particular de cada pais, mais ou menos desenvolvida.
O "Estado atual", pelo contrário, muda com a fronteira.
É diferente no Império prussiano-alemão e na Suíça, na Inglaterra e nos Estados Unidos.
O "Estado atual" é pois uma ficção.
.....
Então surge a pergunta:
que transformação sofrerá o Estado numa sociedade comunista?
Por outras palavras:
que funções sociais análogas às atuais funções do Estado subsistirão ?
Só a ciência pode responder a esta pergunta;
Entre a sociedade capitalista e a sociedade comunista situa-se o período de transformação revolucionária de uma na outra, a que corresponde um período de transição política em que o Estado não poderá ser outra coisa que não a ditadura revolucionária do proletariado."
Karl Marx, 1875.

Com esse texto, chegamos a conclusão, que no final de sua vida, Marx não sabia como seria o comunismo, isso, como ele escreveu, era tarefa da ciência descobrir.
Marx só sabia que no "período de transformação" o que existiria seria a ditadura revolucionária do proletariado !

Desta forma, o que seria comunismo como sociedade ninguém sabe, ninguém fez uma teoria que descrevesse como seria a sociedade comunista.

Com base nisso, em termos teóricos, podemos dizer quais são as diferenças entre socialismo e comunismo.

Fontes:
Manifesto comunista
http://www.nossaescola.com/acervop.php?idpesq=183
Crítica ao Programa de Gotha
https://www.marxists.org/portugues/marx/1875/gotha/gotha.htm

Obs. Os textos que apresentei são de exempleres que possuo, com traduções antigas, atualmente as traduções digitais online vem sendo sistematicamente mudadas, tudo que não é politicamente correto no texto marxista está sendo substituido por uma nova versão politicamente correta.
Por exemplo, o texto citado por mim "liquidar a sua própria burguesia" está sendo substituido por "terá que se acertar com sua própria burgiesia".


Conclusão

Socialismo é um "período de transformação" após a derrubada da "burguesia" pela "revolução do proletariado", onde o estado socialista, de acordo com as orientações de Karl Marx no Manifesto, centraliza todas as atividades políticas e econômicas com os proletários no poder guiados pelos "intelectuais" marxistas.
Portanto, o socialismo é um "período de transição" revolucionária que levaria ao estabelecimento de uma sociedade comunista.

Comunismo seria uma sociedade sem estado e sem classes onde o livre desenvolvimento de cada um seria a condição de livre desenvolvimento de todos.


***


No século XX existiram 50 nações que em algum momento de suas histórias adotaram o socialismo científico marxista, ao todo foram 2,2 bilhões de pessoas vivendo sob o socialismo.
Dentre elas, além da URSS que continha diversas nações da Europa Oriental e Ásia, além da China, Camboja, Vietnã, Coreia do Norte, etc, também foram socialista/marxistas nações desenvolvidas da Europa como Alemanha Oriental, Hungria, Polônia, Rep. Checa, Eslováquia, Bulgária, Iugoslávia que era composta por diversas nações dentre elas Servia e Macedônia.
Todas essas nações foram estruturadas e comandadas por socialistas marxistas, como Lenin, Stalin, Kruchev, Mao, Ho Chi Minh e Che Guevara, todos eles eram profundos conhecedores do socialismo e do marxismo.
Em todas essas nações depois da tomada do poder os socialistas adotaram as medidas centralizadoras no estado socialista indicadas por Karl Marx no Manifesto Comunistas e deram início ao "período de transformação" para chegarem ao comunismo.

Porém, nenhuma dessas 50 nações chegou ao comunismo, todas continuaram por muitos anos na "ditadura do proletariado", não tiveram desenvolvimento, foram ficando pobres, muitos cidadãos começaram a reclamar e foram taxados de "dissidentes", foram presos e milhões foram assassinados dentro de suas próprias nações.

A maior representante do socialismo científico marxista foi a URSS (União das Repúblicas Socialistas Soviéticas), cuja principal nação foi a Rússia, existiu por 74 anos (1917-1991) e por fim faliu e desapareceu.

As crises do socialismo não são cíclicas, são definitivas.

Atualmente ainda existem 3 nações socialistas, Correia do Norte, Vietnã e Cuba, o socialismo científico marxista existe a 54 anos em Cuba, Che Guevara foi o organizador do estado socialista em Cuba, Che estudou Marx e fez o estado socialista cubano de acordo com as orientações de Marx, centralizou a economia e a política no estado socialista.
O comunismo jamais surgiu em Cuba, até hoje Cuba continua uma ditadura socialista pobre e sem liberdade para seu povo.

A marca do socialismo científico marxista no mundo foi permanecer indefinidamente no "período de transformação" ditatorial sem nunca chegar a prometida sociedade comunista.


***

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Qual a diferença entre "nazismo" e "fascismo" e por que marxistas usam muito o termo "fascista" em seus xingamentos ?



Nazismo e fascismo existiram na Europa na primeira metade do século XX na Alemanha e na Itália.


Mapa político da Europa antes da Segunda Guerra Mundial

Os líderes do nazismo na Alemanha e do fascismo na Itália foram Adolf Hitler (1889-1945) e Benito Mussolini (1883-1945), ambos foram eleitos em eleições com o voto do povo, o povo os escolheu.

As coincidências e diferenças entre ambos são as seguintes:

1. Ambos foram eleitos democraticamente, mas, permaneceram no poder até a morte ao final da segunda guerra mundial..

2. Ambos eram antiliberais na economia.
    Os estados nazista e fascista intervinham diretamente na economia.

3. Ambos eram anticapitalistas.
Alemanha nazista (Hitler) e a URSS socialista/comunista (Stalin) assinaram um tratado de paz em 1939, o Pacto Molotov-Ribbentrop, onde também se comprometiam a invadir juntas a Polônia e demais nações democráticas e liberais (capitalistas), tanto o nazismo alemão como o fascismo italiano declaram guerra as principais democracias liberais (Inglaterra, França, Holanda, Bélgica, e USA).
Obs. Algum tempo depois Hitler e Stalin brigaram e passaram a ser inimigos, inclusive Hitler mandou invadir a URSS, porém, inicialmente fora aliados.
 Oficiais socialistas soviéticos e nazistas alemães se cumprimentando 
após a invasão e ocupação da Polônia
Fonte:
https://es.wikipedia.org/wiki/Pacto_Ribbentrop-M%C3%B3lotov

4. Ambos eram nacionalistas.
    Tanto o partido nazista como o fascista tinham em seus nomes o adjetivo "nacional".

Quanto a ideologia política.

O nazismo tinha como partido político o
"Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães".
Hitler não teve histórico político anterior, iniciou e terminou sua vida política no nacional-socialismo.

Em 1 de Maio de 1927 Adolf Hitler fez um discurso, em um dos trechos do discurso Hitler disse:
“Wir sind Sozialisten, wir sind Feinde der heutigen kapitalistischen Wirtschaftsordnung für die Ausbeutung der wirtschaftlich Schwachen, mit seinen unlauteren Gehälter, mit seinen Auswertung eines Menschen nach Reichtum und Besitz, anstatt Verantwortung und Leistung, und wir alle sind entschlossen dieses System unter allen Bedingungen zu zerstören. “

Fonte:

http://en.wikiquote.org/wiki/Talk:Adolf_Hitler

Tradução do alemão para o português:
"Nós somos socialistas, nós somos inimigos do atual sistema econômico capitalista usado para a exploração dos economicamente fracos, com seus salários injustos, com a sua indecorosa avaliação de um ser humano de acordo com a riqueza e a propriedade em vez de responsabilidade e desempenho, e todos nós estamos determinados em destruir esse sistema sob todas as condições. "

Com estas palavras de Hitler constatamos que o nazismo era socialista e inimigo do capitalismo.
Também podemos constatar que Hitler em seu discurso cometeu erro grosseiro uma vez que o capitalismo tem como valores a responsabilidade e o desempenho!
O socialismo é que não preza o desempenho uma vez que todos são supostamente iguais...

O fascismo tinha como partido político o  
"Partido Nacional Fascista".
Mussolini teve histórico político na militância socialista italiana.
Foi com o socialismo que Mussolini conseguiu se elevar na política.

Livro escrito por Mussolini em 1911

Em 1919 Mussolini fundou o "Fasci Italiani di Combatimento" que foi o embrião do Partido Nacional Fascista.
Em 1922 foi nomeado "Duce" e assumiu o poder na Itália e rompeu com o socialismo.


O que no nome de ambos partidos (nazista e fascista) existe em comum é a palavra "Nacional", ou seja, ambos eram nacionalistas acima de tudo, no partido nazista o termo "socialista" está estampado no nome, no partido fascista não está.

Temos ai uma diferença entre os dois partidos.

O nazismo era "nacional-socialista".

O fascismo não, era apenas "nacionalista".

5. Temos que o líder fascista, Mussolini, teve sua origem no socialismo, mas, rompeu com o socialismo e com o marxismo, e estes se tornaram inimigos mortais de Mussolini, e inclusive o mataram.
O nazismo incorporou o socialismo a sua ideologia, mas, não era um socialismo internacional, era um socialismo nacional, foi o nacional-socialismo.

 Nazismo = Nacional Socialismo
Fahne der Alten Garde der NSDAP

6. Tanto o nazismo como o fascismo usaram a juventude organizada em suas defesas.

7. Ambos usaram muito os símbolos, bandeiras e gestos de reverência aos líderes, a suástica nazista ficou famosa, e os "camisas negras" fascistas também ficaram muito conhecidos e respeitados.

8. Ambos se tornaram militarmente expansionistas e invadiram outras nações, o nazismo invadiu a Polônia e Países Baixos, o fascismo invadiu o norte da África.

Nesta fase expansionista temos uma diferença entre Hitler e Mussolini, os nazistas se aliaram aos socialistas da URSS, Hitler e Stalin assinaram um pacto em 1939, o Pacto Molotov-Ribbentrop, que foi um acordo de paz e cooperação mútua na invasão da Polônia. (já apresentamos uma fonte sobre esse tratado)
Mussolini não participou desse acordo dos nazistas com os socialistas.

Temos até agora sete coincidências e duas diferenças entre nazismo e fascismo.

Porém, existe uma diferença ideológica fundamental.

O nazismo incorporou a sua ideologia a superioridade racial e o fascismo não.

Os nazistas defendiam ativamente a superioridade da raça ariana, dos alemães, sobre as demais raças.
Porém, na pratica a raça mais perseguida e atacada pelos nazistas foram os judeus.
Os nazistas não causaram grandes danos as outras raças que existiam dentro da Alemanha, o povo judeu foi a grande vítima do nazismo.
E por que isso ?
A razão disso é que grande número de judeus eram ricos. detinham o poder econômico dentro da Alemanha, a ação contra os judeus feita pelos nazistas, os prendendo e matando, fez com que os nazistas se apossassem das riquezas dos judeus e as usassem em prol do aumento do poderio militar alemão.
Desta forma, a "questão racial" foi apenas uma trapaça, uma fachada, o que os nazistas realmente queriam eram as riquezas que estavam nas mãos dos judeus dentro da Alemanha.

Mussolini não cometeu esse crime, o fascismo, apesar de ser nacionalista não tinha índole racial.
E essa é a principal diferença entre nazismo e fascismo, o racial.

O nazismo praticou crimes contra a humanidade, o fascismo não cometeu crimes.
Após o final da guerra os nazistas foram julgados e condenados pelo Tribunal de Nuremberg por crimes contra a humanidade, os fascistas não foram julgados por nenhum crime.

Tribunal de Nuremberg
Julgou e condenou apenas nazistas

Os fascistas não cometeram nenhum crime de ordem moral, eram nacionalistas e expansionistas, mas isso não é crime, o EUA também foi expansionista e seu povo é extremamente nacionalista.


Vamos agora a segunda parte do tema.

Por que os marxistas usam muito o termo "fascista" em seus xingamentos ?

O ódio marxista ao fascismo, ou aos fascistas, teve origem na Guerra Civil Espanhola de 1935-39.
Não são só marxistas, ou socialistas/comunistas que tem essa raiva de fascistas, os anarquistas também tem.
Mussolini foi derrotado pelas forças aliadas no norte da África que em seguida invadiram a Itália pelo sul e rapidamente avançaram vitoriosos até Roma, com a derrota, Mussolini, sua namorada e alguns outros companheiros fugiram para o norte em caminhões, mas, na estrada foram capturados por milicianos socialistas...
Os socialistas e marxistas italianos mataram Mussolini, sua namorada e os demais, os penduraram pelos pés e os deixaram expostos por vários dias na Piazza Loreto em Milão, para demonstrar todo o ódio que sentiam por ele e pelo o que ele representava, o fascismo italiano.

Na Guerra Civil Espanhola o cenário trágico foi que em 1931 os socialistas e anarquistas ganharam as eleições gerais na Espanha e assumiram o poder na Espanha e proclamaram a republica.
A Catalunha (Barcelona) era anarquista e Madri era socialista/comunista, como não eram maioria absoluta, estabeleceram uma união entre eles para a formação do governo federal republicano da Espanha.

Os bolcheviques (comunistas) tinham tomado o poder na Rússia em 1917 e a natureza "internacional" do marxismo e anarquismo estava efervescente na Europa, a "revolução" era o sonho de milhares de jovens e estava atingindo seu ápice de agitação revolucionaria iniciado em 1848.

Foto superior: Homenagem dos catalães a Stalin na Porta de Alcalan em Barcelona em 1936. Em 1937 os socialistas espanhóis em um dos atos mais tolos da história humana mandaram todos os tesouros da Espanha, acumulados por 400 anos de colonização, para a serem "guardados" na URSS!  Stalin jamais os devolveu.
Foto central: Jovens revolucionários de toda Europa foram para a Espanha lutar pela "causa".
Foto inferior: As Brigadas Internacionais, batalhões formados por jovens de toda Europa (socialistas brasileiros e latinos também foram para a Espanha lutar) arregimentados pela Internacional Socialista.
Estes jovens causaram parte dos 700 mil mortos dessa guerra, e também, a maior parte deles morreram nessa mesma guerra.

Após o estabelecimento do governo republicano socialista/anarquista na Espanha a URSS começou a ajudá-los, Stalin enviou para a Espanha equipamentos militares e milhares de agentes, a intenção era por em andamento a "ditadura do proletariado" na Espanha.
Milhares de jovens revolucionários anarquistas e socialistas, via atuação planfetária da Internacional Socialista em toda Europa, foram para a Espanha e lá formaram as "Brigadas Internacionais".
A partir de 1932 estas forças começaram a praticar a violência revolucionária marxista na Espanha, contra religiosos, fazendeiros e empresários, muitas prisões e "julgamentos" públicos foram feitos e muitas pessoas foram executadas.
Muitas propriedades foram tiradas de seus donos.

 Crianças de Barcelona em 1936 brincando de fuzilamento.
Foram tantas as prisões e fuzilamentos praticados pelos anarquistas e marxistas que virou brincadeira de criança!

Em função dessa situação iniciou-se uma reação dos que estavam sendo perseguidos, esses revoltosos foram chamados de "nacionalistas", essa denominação foi para se opor a internacionalização do governo espanhol com a interferência da URSS (já no início de 1936 com variada ajuda militar) e da Internacional Socialista com a formação das Brigadas Internacionais (Outubro de 1936).

A revolta teve o apoio de parte do exército, na verdade, apenas o regimento marroquino (parte do Marrocos pertencia a Espanha) tinha condição de luta e desembarcou no território espanhol, eles eram comandados pelo general Franco, mas, o comando dos revoltosos não era de Franco, Franco só foi passar a ser o comandante um ano depois.

Então, no final de 1936, se estabeleceu uma "guerra civil" na Espanha, entre nacionalistas contra os socialistas, anarquistas, comunistas.

As forças nacionalistas receberam a ajuda dos fascistas italianos (a partir de Novembro de 1936) e dos nazistas alemães (a partir de Dezembro de 1936), que enviaram tanques e aviões, uma vez que tais armamentos espanhóis estavam nas mãos do governo federal socialista/anarquista.

Com essa ajuda os nacionalistas foram tomando corpo na guerra, ganhando batalhas e ocupando territórios, os nacionalistas cercaram Madri e tomaram a Catalunha, Madri demorou a cair, mas caiu, e com essa queda os marxistas e anarquistas, e a idéia de uma "revolução internacional socialistas" sofreram na Espanha uma esmagadora derrota, ao custo de 700 mil vidas.

Para maiores detalhes sobre a Guerra Civil Espanhola acessar:
"A guerra civil espanhola foi a mais sangrenta "revolução do proletariado" marxista que já existiu "
http://comentriossobreacontecimentosmundiais.blogspot.com.br/2013/04/a-guerra-civil-espanhola-foi-mais.html

Como os nacionalistas espanhóis receberam ajuda dos fascistas italianos, os derrotados passaram a denominar os nacionalistas espanhóis de fascistas a partir de então, com grande ódio devido humilhante derrota que sofreram.
Não classificaram de "nazistas" porque o general Franco nunca praticou racismo como os nazistas praticaram, e como os fascistas também não praticaram racismo, os marxistas apenas usaram o termo "fascista" contra quem os venceu.

Obs. Na verdade, o único "crime" praticado pelos "fascistas" espanhóis foi derrotar o marxismo e o anarquismo dentro da Espanha em uma luta justa e frente a frente. Os nacionalistas espanhóis (fascistas para marxistas) defendiam os bons costumes, a família, e a religião católica que sempre teve muitos adeptos na Espanha, os "fascistas" espanhóis nada mais foram que gente normal se defendendo do ataque de gente de dentro e de fora da Espanha que queriam acabar com os costumes e com a sociedade em que eles viviam.

Com certeza esse "revolucionário" não sabe o que é fascismo

Devido a importância desse episódio, e devido ao grande ódio pela derrota, os marxistas passaram dai para frente a xingar todos aqueles que eles odeiam de "fascistas", mesmo que nada tenham em comum com o fascismo, isso virou "tradição".

Marxistas são completos ignorantes da história humana, por isso não sabem o que foi o fascismo, o fascismo não cometeu nenhum crime, quando marxistas xingam alguém de "fascista" pensam que os estão ofendendo, mas, não existe nenhum demérito moral em ser fascista, fascistas podem ser nacionalistas, conservadores, católicos, não liberais, mas isso não é crime, isso é opinião política/religiosa sem nenhum demérito moral.
Por isso, se você for xingado de "fascista" por alguém não dê importância, o pretenso ofensor é apenas um ignorante.


***