A alienação

A alienação

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

O que é cultura?



A "cultura" tem realmente a grande importância que lhe é dada?
A questão da "cultura" nunca teve a enorme importância entre pensadores como lhe é dada na atualidade.

Nenhum filósofo desde a Grécia Clássica até Nietzsche dedicou seu tempo a esse tema.
A importância dada a questão "cultural" é um tema recente, surgiu por razões ideológicas, surgiu com o marxismo "cultural".

Os "intelectuais" marxistas inconformados com a não implantação dos domas marxistas na sociedade ocidental, depois do fim da primeira guerra mundial, chegaram a conclusão que o marxismo não era aceito no ocidente por causa da "cultura" ocidental.
Na cabeça deles a cultura ocidental era uma cultura "burguesa" e seus valores, a saber: a moral cristã, a família "burguesa", a filosofia e o Direito, impediam que os "proletários" tivessem "consciência de classe".
Para os "intelectuais" marxistas a cultura ocidental era o meio de dominação da "burguesia" sobre os "proletários".
Todas essas teorias existiam unicamente da cabeças deles e eles jamais comprovaram empiricamente tais coisas.

Mas, essa insanidade é algo muito forte e persistente, mesmo sofrendo inúmeras derrotas os "intelectuais" continuaram a propagar essa ideia nas universidades da área de humanas do ocidente e depois de 80 anos de persistente doutrinação já existem muitos que sofreram a influência dessa doutrinação, muitos nem mesmo sabem disso, e estão dando continuidade a ideia marxista na sociedade.
Por isso vemos hoje a grande importância dada a "cultura", uma ação que parece um algodão doce, é bem grande, mas se sintetizarmos sua importância se torna uma bolinha.

REVISTA SUPERINTERESSANTE
Até onde vai o espírito humano ?
Nesse texto a linguagem, as artes plásticas, a ciência, as formas de lazer, a religião, o esporte e até a guerra são todos partes da cultura!

Vamos colocar algumas coisas sobre o texto do artigo e sobre o tema.
O texto afirma: "No seu sentido mais amplo, é tudo aquilo que a inteligência humana é capaz de realizar. "
Isso é um exagero sem fundamento, uma distorção
Outro trecho:
"A linguagem, as artes plásticas, a ciência, as formas de lazer, a religião, o esporte e até a guerra são todos partes da cultura humana."
Essas coisas todos os povos fazem, esporte, hoje no mundo todos jogam futebol, agora isso lá é "cultura"?

Guerra é cultura?

Lazer, muitos gostam de ir andar ou correr em algum lugar, isso é no mundo todo, agora isso lá é cultura?
Esse tipo de generalização distorce o que é cultura.
A intenção do marxismo "cultural" é transformar tudo que o ser humano faz em "cultura" para assim justificar os dogmas marxista.

A capoeira é cultura, cultura baiana, o chimarrão é cultura, cultura gaúcha, o frevo é cultura pernambucana, etc, agora, a língua portuguesa que todos tem em comum não é cultura.
Comer com dois pauzinhos é cultura japonesa, os homens andarem de "saias" é cultura escocesa, os Lusíadas é cultura portuguesa e a "Garota de Ipanema" é cultura carioca, comer carne seca e farinha de mandioca é cultura nordestina, e por ai vai.
Religião, na Índia existem cristãos, mas, dai a dizer que a religião cristã faz parte da cultura indiana é um exagero.

Chimarrão, faz parte da cultura gaúcha.

Capoeira, faz parte da cultura baiana.

Cultura é específica, algo que só um determinado povo incorporou aos seus usos e costumes.

Fumar tabaco, era uma tradição da cultura indígena na América.
Fumar fazia parte da cultura dos índios.
Essa cultura não foi imposta por uma "elite",
essa cultura era algo natural que veio do povo.
A cultura nasce no meio do povo, se não for assim não é cultura.
Obs. o tabaco é uma planta originalmente da América, dos Andes.

E claro, a cultura jamais foi uma forma de dominação, por uma razão muito simples:
A cultura nunca vem de cima para baixo, a cultura nasce no meio do povo.
Não foi a "elite" que impôs o frevo aos pernambucanos, ou a capoeira aos baianos, ou o chimarrão aos gaúchos... foram as gentes do povo que a criaram.
E este fato refuta o marxismo "cultural" e todos os seus seguidores "intelectuais" que querem impor que "a cultura" determina a ação das pessoas.
Em Pernambuco existem aqueles que não gostam de frevo e existem gaúchos que não tomam chimarrão.
A cultura não é uma imposição, é uma opção.

 Será que foram os índios norte-americanos,
que "impuseram" aos chineses o gosto por fumar?
Claro que não!  Foi uma opção dos chineses fumar,
pelo simples fato que gostaram de fumar.


***



A luta entre o ser ressentido contra o ser produtivo

Como seria a vida das pessoas em uma sociedade humana onde a expectativa de vida média fosse 25 anos?
Digamos, a maioria das pessoas nasciam e não chegavam até a idade adulta, uma sociedade onde velhos eram poucos!
Pois esta foi a realidade humana por milhares de anos!
Em todas as épocas, desde a antiguidade, na Grécia Clássica de Platão e Aristóteles, na Roma Imperial, na idade média, tanto na Europa cristã ou no mundo muçulmano, na idade moderna do mercantilismo escravocrata, até o início do século XIX, por todo esse tempo - os seres humanos viviam em média até 25 anos...
O que aconteceu na história humana no século XVIII e XIX que mudou essa dura realidade humana?
- O que aconteceu foi que na Inglaterra a monarquia absolutista mercantilista foi tirada do poder e um Parlamento composto por representantes eleitos nos diversos setores da sociedade, inclusive dos nobres, assumiu o poder, e este Parlamento nomeava um Gabinete com um primeiro-ministro e ministros nomeados por ele, que governavam a Inglaterra.
Esse sistema existe na Inglaterra desde 1707 até hoje.
Foi a primeira democracia representativa moderna.
Algumas décadas após (1750-1850) começou, também na Inglaterra a Revolução Industrial com diversas invenções, como o motor a vapor e as máquinas em geral, essa tecnologia substituiu a produção artesanal pela produção industrial, o trabalho que antes era manual passou a ser feito por máquinas com "divisão do trabalho" de trabalhadores em linhas de produção industrial.
Os trabalhadores que desde a antiguidade eram ou escravos ou servos, passaram a trabalhar por um salário, inicialmente baixo, mas, com o passar do tempo o salário foi melhorando gradativamente até atingir valores que propiciaram ao trabalhador ter uma boa qualidade de vida.
As mercadorias que antes eram caras e restritas a nobreza e ao clero, com a grande produção industrial e da "divisão do trabalho" diminuíram de preço e a população em geral teve acesso a elas.
Com a Revolução Industrial e as invenções que aconteceram o povo passou a ter acesso também a higiene, esgotos, água encanada, luz elétrica, melhoria na saúde e nos alimentos, melhoria nos transportes e nos remédios, as vacinas contiveram as pestes que antes matavam milhões, os antibióticos contiveram as inflamações, e hospitais com higiene e tecnologia passaram a cuidar dos doentes, as pessoas tiveram condições financeiras de comprar casas boas para morar, e com isso tudo a expectativa de vida dos seres humanos melhorou repentina em pouco mais de 100 anos!
A democracia parlamentarista inglesa e a revolução industrial inglesa foram as causas iniciais dessa transformação para melhor nas condições de vida do povo.

A seguir temos os dados da Encyclopædia Britannica ao longo da existência humana:
Época - Expectativa de vida
Paleolitico - 33 anos
Neolitico - 20 anos
Grécia Clássica - 28 anos
Império Romano - 25 anos
Pré-colombiano - 28 anos
Idade Média, muçulmanos - 35 anos
Idade Média, feudalismo, Europa - 30 anos
Idad3e Moderna, mercantilismo - 30 anos
Final do século XVIII - 31 anos
Atualidade, média mundial - 67.2 anos

Fontes:
http://global.britannica.com/EBche…/…/340119/life-expectancy
http://en.wikipedia.org/wiki/Life_expectancy

O sistema político-econômico iniciado na Inglaterra que propiciou essa grande melhoria na vida dos seres humanos tem o nome de Liberalismo, foi teorizado por John Locke e Adam Smith, expoentes do Iluminismo Escocês.
Porém, Karl Marx, devido a problemas pessoais e humilhações por cobranças de dívidas feitas quando saiu de casa em Trier aos 17 anos e foi para Bonn estudar Direito, o que desvirtuou sua vida até então cristã, e passando a ser, já aos 18 anos quando foi para Berlim estudar filosofia, um ateu com profundo ódio da sociedade - como sendo o "capitalismo" e por ele declarado ser um sistema opressor e malvado... e que deveria ser destruído! Isso se tornou a ideologia abraçada pelos ressentidos do mundo.
Devido ao marxismo o "capitalismo" é hoje em dia odiado por milhões de seres humanos que foram enfeitiçados pela ilusão ideológica do "transformar o mundo" destruindo a sociedade atual.
É esta alucinação que domina na sociedade ocidental na atualidade...
Uma luta entre o ser ressentido contra o ser produtivo.


***




Sobre o termo "burguesia" e as suas origens históricas.



Existem dois significados principais diversos:
1. o provindo do movimento de populações na Europa no final da Idade Média (Feudalismo);
2. e o significado ideológico inventado pelo marxismo.

Em algumas regiões da Europa depois da Peste Negra (1350) que dizimou milhões de pessoas que habitavam as cidades da Europa, os habitantes dos feudos saíram deles e foram para as cidades, nelas criaram zonas de habitação que ficaram conhecidas como "burgos", tais habitantes não necessariamente foram chamados de burguesia, mas, podiam ser.
Essa designação é muito diferente da designação marxista "burguesia".
"Burgueses" para Marx eram os donos dos "meios de produção" que exploravam os proletários roubando deles a "mais-valia".
Ou seja, eram os donos de indústrias que empregavam trabalhadores pagando a eles um salário pelo trabalho.

Então, para Marx tais empregadores eram "burgueses", "capitalistas", que exploravam os trabalhadores.
Porém, quanto ao termo usado por Marx - burguesia - não existe nenhuma prova de que tais empregadores tenham no passado residido em burgos!
Tanto o termo "burguesia" como "capitalismo" foram forjados por Marx para funcionarem como slogans ideológicos para os comunistas gritarem.
Vamos abrir aqui um parênteses para dar a palavra a Bakunin, o líder anarquista contemporâneo a Marx, vamos ver a opinião de Bakunin com respeito a Marx e Engels e o uso do termo "burguês" por eles, uma opinião importante pois trata-se de uma narrativa de acontecimentos reais que Bakunin presenciou:

Recollections on Marx and Engels Written: 1869.
https://www.marxists.org/reference/archive/bakunin/works/various/mebio.htm

"Os proletários alemães, Bornstadt, Marx, Engels, especialmente Marx, envenenaram a atmosfera.
Com vaidade, maledicência, intriga, ambição, arrogância e ostentando covardia na teoria e na prática.
Dissertações sobre vida, ações e emoções, mas com completa ausência de vida, ação e emoção, ausência total de vida.
Repugnantes elogios mútuos, e discurso vazio.
Segundo eles, Feuerbach é um "burguês", o epíteto BOURGEOIS! é gritado a exaustão por pessoas que são da cabeça aos pés burguesas mais do que ninguém, em suma, insensatez e mentiras, mentiras e insensatez.
Nesta atmosfera ninguém pode sequer respirar livremente.
Eu me mantive afastado deles e tenho declarado abertamente que não vou para a sua Kommunistischer Handwerkerverein [Sociedade dos Sindicatos Comunista], lá não vai ter nada a ver com esta organização.”

Mikhail Bakunin, 1869.

Continuando...
O nome correto dos donos de indústrias é "empresário" ou "empreendedor."
E o nome do sistema de livre mercado é "Liberalismo".
Marx cometeu uma grave omissão histórica, Marc faz uma ligação direta do feudalismo para o "capitalismo"!
E isso é ensinado nas faculdades do ocidente, em especial no Brasil.

Marx desconsiderou que entre o feudalismo e o "capitalismo" existiu toda uma época histórica na política e na economia europeia, o Mercantilismo, onde o trabalho era escravo.
A chegada ao estado democrático inglês de 1707 e a democracia no EUA em 1776 passou por todo um processo histórico que começou em 1640 na Inglaterra, e, não foi feito por burguesia alguma, simplesmente porque ela não existia, e o sistema de livre mercado com divisão do trabalho assalariado só foi possível a partir de 1800 devido a Revolução Industrial entre 1750 - 1850.
Os direitos individuais só foram surgir pela primeira vez na humanidade na Declaração de Independência do EUA, 300 anos depois do fim do feudalismo.

Então temos:
Idade Média - entre 500 d.C a 1500 d.C.
- Produção exclusivamente rural
- trabalho servil, o servo trabalhava nas terras do senhor feudal e dividia com ele a colheita.
- sistema político - feudalismo, existia um rei, mas, o poder estava nas mãos do senhor feudal.
Idade Moderna - entre 1500 d.C a 1800 d.C.
- Produção rural e comércio extrativista e mineral nas colônias.
- trabalho escravo nas colônias.
- sistema político - mercantilismo, o poder estava nas mãos do soberano absolutista, na metrópole.
Idade Contemporânea - entre 1800 até a atualidade.
- trabalho rural mecanizado, trabalho industrial com divisão do trabalho, comércio mundial. Liberalismo.
- produção agrícola, industrial e de serviços.
- sistema político - democracia representativa, Estado de Direito, Liberalismo.

Importante ressaltar que muitos países da América Latina (Brasil), África e Ásia nunca conseguiram chegar ao estágio liberal na maior parte dos casos devido a governos ditatoriais e corruptos que impediram a criação de instituições democráticas que pudessem dar sustentação ao sistema.
E também, importante lembrar, no século XX, 50 nações foram socialistas, mais de dois bilhões de pessoas estiveram sob o regime socialista e somente recentemente conseguiram se livrar do socialismo.
Por isso, jamais passaram perto do Liberalismo.


***





Por que juízes ganham bem mais que professores ?

De início devemos destacar que não apenas professores tem salário baixo em relação a juízes, enfermeiros/as, policiais militares, lixeiros, trabalhadores em serviços públicos como água, luz, gás, esgotos, saúde pública, etc, também ganham pouco em relação a juízes apesar de trabalharem em serviços chamados "essenciais" para a sociedade, mas, que não são tão essenciais assim pelo salário que recebem.

Outro fato a se destacar é que isto não ocorre apenas no Brasil, isso ocorre, em maior ou menor grau, em todas as nações não desenvolvidas ou em desenvolvimento, países da África, América Latina, Oriente Médio (com exceção de Israel e, talvez, em ricos como Arábia), Ásia Meridional, Oceania (com exceção da Austrália e Nova Zelândia), nestas condições também possuem essa disparidade de salários entre juízes e professores, e demais profissões.

Mas, temos um outro fator a destacar, não são apenas juízes que tem salário alto em relação aos demais nestes países.
Existem outras profissões que também tem.
Por exemplo pilotos de avião de grandes companhias áreas ou de jatos executivos também ganham altos salários.
Médicos também em geral ganham altos salários.
Advogados criminalistas ganham altos salários.
Políticos ganham altos salários.
Executivos ganham altos salários.
E, por último, países desenvolvidos que possuem alto PIB per capita, tais como Alemanha, Holanda, Japão, Austrália, Canadá, Suécia, etc, neles a diferença é bem menor, os salários daquelas profissões que em países não desenvolvidos são baixos, neles sobem de valor e chegam perto dos altos salários.

Qual seria a causa destas disparidades ?

Na minha opinião são duas as causas;
1. o baixo PIB per capita nos países pobres.
2. a prioridade que o povo em geral atribui a tais profissionais.

O PIB per capita baixo força os salários da população a serem baixos.
Mas, por que não são todos baixos ?
Por que alguns, como os dos profissionais citados, são mais altos enquanto o restante é baixo?
Porque, na minha opinião, o povo respeita e dá grande importância, da prioridade, para tais serviços.
Ninguém dúvida que sua vida está nas mãos do piloto em uma viagem aérea entre o Brasil e Portugal!
As pessoas dão importância aos pilotos de avião, os respeitam é até mesmo os enaltecem.
Por isso pilotos ganham mais.
Muitos podem falar mal de políticos, mas, ninguém, via de regra, se nega a dar a mão ao prefeito da cidade, a um deputado federal, e tirar uma foto com Lula presidente então seria a glória para muitos!
Políticos, no "tete a tete", são gente respeitada pelo povo, por isso ganham mais.
O povo sabe que juiz "manda prender e manda soltar", e ninguém quer estar como réu na frente de um juiz! Juízes são gente respeitada pelo povo porque o povo sabe que da decisão deles depende a vida das pessoas, por isso eles ganham mais.
Médicos é até desnecessário falar, deles depende a vida das pessoas.
Advogados criminalistas também ganham bem porque podem tirar o sujeito da cadeia, as pessoas em geral não gostam de advogados, mas, os respeitam, e quando um filho vai preso os pais pagam o que um bom advogado pedir para tira-lo da cadeia, é também uma questão vital.
Executivos ganham bem porque deles depende a vida de uma grande empresa e de todos os milhares de empregados que trabalham nela, por isso eles ganham bem.
Então, em nações pobres, a sociedade "rateia" dinheiro para pagar melhor tais profissionais que consideram importantes, por isso eles ganham mais mesmo sendo um país pobre.
E se fosse pagar um salário mais alto para professores também teria que pagar para os demais, e isto é economicamente inviável em países pobres.
E tem uma outra profissão em que os expoentes, mesmo em países pobres, ganham salários altíssimos - jogadores de futebol, não todos, apenas os grandes craques, tais craques ganham entre 300 a 400 mil reais por mês no Brasil!
E ninguém reclama disso!
E não são poucos no Brasil...
Por que?
Porque o povo os adora.
Um exemplo internacional. Bill Gates, por que Bill Gates se tornou o homem mais rico do mundo?
Porque ele inventou o Windows, o Word, o Excel, mercadorias para as quais o povo deu grande importância e o mundo inteiro usa, por isso Bill Gates recebeu altos salários e ficou bilionário.
Porque o povo dá importância para o que ele faz.


***



A causa do preconceito segundo Sartre


Sartre tinha parte de seu sangue dos judeus, por parte de mãe, e talvez por isso tenha se interessado em falar sobre a questão judaica.
A guerra e o holocausto com certeza também deram a ele a motivação para falar do assunto.
A filosofia de Sartre era existencialista, mas, no caso da sua opinião sobre a questão judaica, na minha opinião, esta mais para uma "crítica social" do que para existencialismo.
Em todo caso, as palavras de Sartre são importantes e no meu entender ele vai no cerne da questão e identifica corretamente o que move o "anti" semita no caso.
Vou colocar a seguir trechos escritos por Sartre, nada melhor do que a própria palavra do autor para explicar o que ele pensa.
Ao fim dos textos vou expressar rapidamente a minha opinião.

“Fica evidente que nenhum fator externo pode levar o anti-semita ao anti-semitismo.
O anti-semitismo é uma escolha livre e total de si mesmo, é uma atitude global que alguém adota não aomente para com os judeus, mas para com todos os seres humanos, com a história e a sociedade, é tanto uma paixão quanto uma visão de mundo..."
“O homem racional procura angustiosamente a verdade, sabe que seus raciocínios são apenas prováveis, de que outras considerações vão colocá-los em dúvida; nunca sabe bem para onde está indo; é “aberto”, pode até ser tomado por hesitante.
Mas existem pessoas que são atraídas pela constância das pedras.
Querem ser maciças e impenetráveis, não querem mudar – pois aonde a mudança as levaria?
Trata-se de um medo primordial de si mesmos e um medo da verdade.
E o que as assusta não é o teor da verdade, do qual nem desconfiam, mas sim a forma do verdadeiro, esse objeto de contornos indefinidos.
É como se a própria existência dessas pessoas estivesse permanentemente em suspenso.
Mas, elas querem opiniões adquiridas, querem opiniões inatas, como têm medo de raciocinar, querem um modo de vida no qual o raciocínio e a indagação tenham papel apenas subalterno, no qual só se busque o que já se descobriu, no qual o que já é nunca se transforme.
Para isso, resta apenas a paixão.
Apenas um forte preconceito pode produzir uma certeza fulgurante, apenas ele pode subjulgar o raciocínio, apenas ele pode permanecer impermeável à experiência e durar toda uma vida.
O anti-semita escolheu o ódio porque o ódio é uma fé; antes de mais nada, preferiu desvalorizar as palavras e as razões.
Agora se sente à vontade, e as discussões sobre direitos dos judeus lhe parecem fúteis e levianas – pois logo de início ele já se colocou em outro terreno.
Se, por cortesia, consente em defender por um instante o seu ponto de vista, ele se presta a fazê-lo, mas na realidade não o faz e simplismente tenta projetar no plano do discurso a sua certeza intuitiva.”
“O anti-semitismo não existe apenas pelo prazer de odiar, acarreta também prazeres positivos: tratando o judeu como ser inferior e pernicioso, está também afirmando que pertençe a uma elite.
E esta elite é muito diferentemente das elites modernas que se baseiam no mérito e no trabalho, assemelha-se em tudo a uma aristocracia de sangue.
Não preciso fazer nada para merecer minha superioridade, e não há como perdê-la.
É dada para sempre – é uma coisa.”
“As associações anti-semitas não querem criar nada, recusam-se a assumir responsabilidades, tem horror a se apresentar como um segmento da opinião pública francesa, pois nesse caso precisariam estabelecer um programa e buscar meios de ação legal.
Preferem se apresentar como a expressão absolutamente pura e absolutamente passiva do sentimento do país real em sua indivisibilidade”
“Agora estamos em condições de entender o anti-semita.
É um homem que tem medo.
Certamente não dos judeus; mas de si próprio, de sua consciência, de sua liberdade, de seus instintos, de suas responsabilidades, da solidão, da mudança, da sociedade e do mundo – de tudo exceto dos judeus.
É um covarde que não quer confessar sua covardia, um assassino que reprime suas tendências homicidas sem conseguir refreá-las e que, no entanto, só se atreve a matar em efígie ou no anonimato da turba, um descontente que não ousa revoltar-se por medo das conseqüências da revolta.
Aderindo ao anti-semitismo, não adota apenas uma opinião, mas escolhe também a pessoa que quer ser.
Escolhe a constância e a impermeabilidade da pedra, a irresponsabilidade total do guerreiro que obedece a seus chefes – e ele não tem chefe.
Escolhe não adquirir nada, não merecer nada, que tudo lhe seja dado de nascença – e ele não é nobre.
Finalmente, escolhe que o Bem já esteja pronto, fora de questão, ao abrigo de qualquer perigo; não se atreve a encará-lo por medo de ser levado a contestá-lo e a procurar outro.
Nisso, o judeu não é mais do que um pretexto: em outro lugar, o negro, o amarelo servirão.
A existência do judeu simplesmente permite ao anti-semita sufocar suas angústias no nascedouro, persuadindo-se de que seu lugar no mundo já estava determinado e o esperava e de que, pela tradição, ele tem o direito de ocupá-lo.
O anti-semitismo é, em resumo, o medo em face da condição humana.
O anti-semita é o homem que quer ser rocha implacável, torrente furiosa, raio destruidor – tudo menos homem.”
“O (judeu é) homem social por excelência, já que seu tormento é social.
O que fez dele judeu foi a sociedade, e não a vontade divina, foi ela que deu origem ao problema judaico, e, como o judeu se vê obrigado a definir-se totalmente nas perspectivas desse problema, é no social que ele define sua própria existência.
Seu projeto constitutivo de integrar-se na comunidade nacional é social, social é o esforço que faz para pensar-se a si mesmo, ou seja, para situar-se entre outros homens, sociais são suas alegrias e seus pesares – porque é social a maldição que pesa sobre ele.
Por isso, se lhe reprovam sua inautenticidade metafísica e lhe dizem que sua eterna inquietude faz-se acompanhar de um positivismo radical, também é necessário lembrar que tais críticas voltam-se contra quem as formula, o judeu é social porque o anti-semita o fez assim.”
“Entendemos com isso que todas as pessoas que colaboram através de seu trabalho para a grandeza de um país têm pleno direito à cidadania.
O que lhes dá esse direito não é a posse de uma ‘natureza humana’ problemática e abstrata, mas a participação ativa na vida social.
Isso significa, portanto, que os judeus, assim como os árabes ou os negros, têm direito de intervir na empreitada nacional porque também são responsáveis por ela.”


Vou salientar um aspecto do pensamento de Sartre que acho importante:
"O anti-semitismo é uma escolha livre e total de si mesmo, é uma atitude global que alguém adota não somente para com os judeus, mas para com todos os seres humanos,"
"Nisso, o judeu não é mais do que um pretexto: em outro lugar, o negro, o amarelo servirão. "
Sartre identificou a causa muito bem!
O "anti" odeia todos que tem valor, não importa a cor da pele ou a raça, o "anti" é contra os talentosos, contra os competentes, é contra o empreendedor que constrói e cria riquezas, é contra os que tem sucesso.
E, no caso dos judeus, eles são competentes, em geral tem sucesso na economia e nas ciências, ganham muitos prêmios Nobel, e em geral ficam bem de vida devido a essa competência, o que desperta o ódio dos invejosos.
O "anti" é a característica do incompetente - o que move o "anti" é a inveja.
O "anti", como diz Sartre, é covarde e só atua em grupos, não tem coragem de enfrentar sozinho a quem odeia.
Para poder ter a possibilidade dessa ação grupal os invejosos fundam ideologias que vão dar abrigo ao seu ódio contra os empreendedores de sucesso.
O "anti" tem como causa a inveja que nutre dos talentosos e do sucesso que eles angariam, sucesso que os invejosos jamais terão.


***




Sobre a perfeição

Uma parte dos pensadores são idealistas e filosofam em busca da verdade, da perfeição.
mas, será que eles pensaram criticamente a respeito da possibilidade da verdade, da perfeição, realmente existir?
Acredito que não, pois o que eles realmente buscam é uma ilusão, uma utopia.

Transformações implicam em movimento, então, se uma coisa for perfeita ela forçosamente estará estagnada, imóvel, pois se uma coisa chegou a perfeição ela não necessita mais de transformações.

Uma coisa perfeita seria um produto definitivamente acabado que não necessitaria de mais nenhum aperfeiçoamento e consequentemente, de nenhum movimento.

No Universo tudo se transforma desde o seu início, a nossa estrela, o Sol, é uma estrela de segunda geração, sabemos disso porque alguns planetas que giram em torno do Sol (Mercúrio, Vênus, Terra e Marte) são rochosos, em sendo rochosos eles só podem ter surgido da poeira estelar resultante da explosão de uma estrela de primeira geração que ao explodir espalhou como poeira estelar os átomos pesados que havia gerado no seu interior.

No Universo tudo está em movimento, as galáxias, os aglomerados de galáxias, tudo se move e se transforma.

Em vista disso, na minha opinião, podemos concluir que dentro do Universo não existe perfeição, não existe uma verdade consumada.


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sábado, 12 de dezembro de 2015

Uma escrava negra que se tornou uma dama da elite mineira em pleno século XVIII.

Francisca (Chica) da Silva, 1731/32 - 1796.
Uma escrava negra que se tornou uma dama da elite mineira em pleno século XVIII.

A escrava Francisca da Silva nasceu no Arraial do Tijuco, atual cidade mineira de Diamantina, era filha de Antônio Caetano de Sá, homem branco do Rio de Janeiro, ele era capitão das ordenanças de Bocaina, Três Cruzes e Itatiaia, distritos de Vila Rica.

Chica herdou a condição de escrava da sua mãe, Maria da Costa, africana da Costa da Mina, Maria era escrava de Domingos da Costa, um negro que era dono de escravos.

Chica foi registrada no Arraial do Milho Verde, no município de Serro Frio, atual Serro.
Na juventude Chica foi escrava do português Manuel Pires Sardinha, proprietário de lavras no Arraial do Tijuco, teve com ele um filho, Simão Pires Sardinha, nascido em 1751.

Manuel Pires Sardinha deu ao filho a alforria e nomeou-o como um de seus herdeiros.
Simão foi educado em Portugal e ocupou cargos importantes no governo e da Corte.

Quando ainda era escrava Chica era tratada nos documentos como "Francisca mulata" ou "Francisca parda", entretanto, já em 1754 Chica foi identificada em um documento como Francisca da Silva.
O sobrenome Silva era comumente adotado por pessoas sem procedência definida.

Chica da Silva, segundo o primeiro relato histórico dela, não era uma mulher bonita, portanto, não foi a beleza física que a fez se tornar a mulher rica e respeitada que foi.

Em 1754 João Fernandes de Oliveira chegou ao Arraial para assumir o cargo de contratador dos diamantes, cargo que tinha sido de seu pai.
Nesse mesmo ano Chica da Silva foi adquirida como escrava por João Fernandes e passou a viver com ele, apesar de não terem se casado.
Com João Fernandes ela teve treze filhos durante os quinze anos em que com ele viveu.
No nascimento da primeira filha, a mãe foi identificada no registro de batismo como "Francisca da Silva de Oliveira", adotando o sobrenome do seu companheiro.
Todos os filhos de Chica foram registrados no batismo como sendo filhos de João Fernandes.
Entre 1755 e 1770 João Fernandes e Chica da Silva moraram na casa localizada na praça Lobo de Mesquita, número 266, em Diamantina.

 Casa onde Chica da Silva morou em Diamantina

Os dois se separaram em 1770 quando João Fernandes precisou retornar a Portugal para receber a herança deixada por seu pai.
Quando voltou para Portugal João Fernandes levou consigo os seus quatro filhos homens, em Portugal eles receberam educação superior e ocuparam postos importantes na administração do reino.
Chica da Silva ficou no Arraial do Tijuco com as filhas e de posse das propriedades deixadas por João Fernandes.

Suas filhas também receberam excelente educação, foram enviadas para estudar no Recolhimento de Macaúbas em Santa Luzia, de onde saíram em idade de se casar, embora algumas tenham seguido a vida religiosa.

Chica da Silva alcançou prestígio na sociedade local e desfrutou de regalias.

Na época as pessoas participavam de irmandades religiosas de acordo com a sua posição sócio econômica, Chica da Silva pertenceu as Irmandades de São Francisco e do Carmo, normalmente para brancos, porém, participou também das irmandades das Mercês, destinada a mulatos, e do Rosário, destinada aos negros.
Assim, Chica conseguiu ter amizades e convivência com todas as pessoas da cidade.

Porém, logo que foi libertada Chica passou a ser dona de escravos que trabalhavam nas atividades domésticas de sua casa.

Faleceu em 1796 e foi sepultada dentro da igreja de São Francisco de Assis pertencente a mais importante irmandade local, da qual ela participava, então, até o fim de sua vida Chica da Silva manteve o seu prestígio.

Dos seus filhos, João Fernandes de Oliveira Grijó, tornou-se o principal herdeiro do pai; José Agostinho recebeu a patente de capitão de milícias no Tejuco; Simão Pires Sardinha, tornou-se nobre e influente na corte.

A história de Francisca da Silva nos mostra duas coisas:

- que um ser humano, mulher ou homem, por mais pobre que seja, até mesmo sendo escravo, se tiver talento, sabedoria e vontade, consegue mudar a sua condição para melhor. Não existe nenhuma barreira social, econômica, racial, que impeça isso.


- que durante a escravidão no Brasil muitos negros não foram escravos (como os 14 filhos de Chica), e dentre os negros livres, muitos deles tiveram escravos negros.


Historiadores brasileiros de meados do século XX para cá, a maioria deles esquerdistas e propensos a criarem mitos que satisfaçam as suas "lutas" ideológicas criaram em torno de Chica da Silva uma personalidade que ela nunca teve, infelizmente essa ação ideológica distorceu o que ela realmente foi - uma escrava que se tornou uma dama da elite mineira.

Obs.Pinturas de Chica da Silva não existem, não se sabe como eram sua fisionomia, porisso não foram colocadas fotos dela.




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terça-feira, 17 de novembro de 2015

Uma grande guerra está a caminho e a Síria é seu embrião, e os atentados de Paris uma amostra do ódio que a vai causar.

Alguma coisa sobre o terrorismo na França, mais precisamente em Paris.
Muita gente está falando disso, mas, a quantidade de ausência de realidade cansa, e, às vezes, nem dá vontade de dizer alguma coisa.

O Ocidente ficou tolo, quando digo "ocidente" me refiro a Europa Ocidental e EUA, ficou por duas razões:
- o progresso econômico, como diz o Pondé, gerou multidões de gente mimada e que quer ser "herói" sem sair do quarto aconchegante de suas casas.
- o marxismo cultural, atuando incógnito da sociedade em geral a já 70 anos, nas universidades da área de humanas e em seguida nas escolas em geral, fez a cabeça de grande parte dos mimados, dos "intelectuais", da mídia, e de todas as instituições culturais do ocidente, inclusive ONU, OMS e FMI, e essa doutrinação ideológica gerou os politicamente corretos e suas "ações afirmativas" que cada vez mais estão criando "lutas" na sociedade ocidental, e pior, estão criando jovens "revolucionários", que entretanto, no ocidente não conseguem suas "gloriosas batalhas", o máximo q conseguem é por fogo em pneus e depredarem vidraças de bancos e lojas como os "revolucionários" black blocs.

 Essa foto foi tirada no início da invasão da Síria por "rebeldes" usando a fronteira turca.
Tais jovens se parecem com árabes?


Bom, e o Estado Islâmico?
Me surpreende que a maioria ligue o EI as cruzadas!
Liguem o EI as "guerras santas"!

E toda essa gente que fala do assunto ignora que no EI existem milhares de jovens ocidentais!

Os passaportes descobertos em Paris eram de jovens cidadãos franceses ou de outro país europeu!
Eles eram - jovens - e cidadãos da UE!
E todos eles foram para os campos de treinamento do EI se prepararem para cometerem os atos terroristas que cometeram.
E os "serviços secretos" do ocidente, apinhados de gente até a boca, não sabia de nada... porque o ocidente ficou tolo.

Então, não se tratam exatamente de árabes em "guerra santa"....
Se tratam de jovens ocidentais, e também eslavos, indo se alistarem no EI para terem a sua "glória" em campo de batalha, mesmo que essa "batalha" seja matar jovens indefesos em uma casa de show.

No EI temos o "multiculturalismo" pregado pelo marxismo "cultural" no ocidente...
A estes jovens os "intelectuais" marxistas ocidentais incutiram, em sala de aula, o ódio a sociedade ocidental "capitalista'... e tais jovens incorporaram o ódio marxista contra a sociedade ocidental e o estão pondo em prática.
No EI estão jovens "revolucionários" de todo o ocidente e não necessariamente árabes.
Observem que não se vê nenhum "intelectual" marxistas se manifestando contra os atos terroristas! Não, os "intelectuais" marxistas ocidentais nada dizem a respeito deles.
E se disserem alguma coisa, será para colocar a culpa do terrorismo no "capitalismo"!

Esse sujeito de preto ai... é britânico.

O EI tem a ver também com a "primavera árabe" apoiada, financiada e armada por Obama, Sarcozy e pela riquíssima Arábia Saudita - uma ditadura real - amiga do EUA, foram eles que criaram os "rebeldes" da "primavera".... só que na Síria eles (EUA, França e Arábia Saudita) passaram dos limites e geraram a terra de ninguém em q a Síria se transformou.

Mas, tem algo pior acontecendo...
A maioria não sabe porque só lê as "notícias" das agências ocidentais... se lessem as notícias das fontes orientais saberiam que uma grande guerra está a caminho na Síria onde Rússia, China e Irã já estão envolvidos e não vão sair mais.






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segunda-feira, 9 de novembro de 2015

O FIM DO ENSINO DE HISTÓRIA NO BRASIL

Quando o "intelectual" marxista Jatene foi para o MEC as pessoas que sabem o que existe dentro da cabeça dessa gente já previa que ele iria causar grande estrago na educação brasileira.
Um "filósofo" marxista comandando a educação no Brasil era tudo que que a "militância" marxista queria!
Ele ficou pouco lá, mas foi o suficiente para propor o fim do ensino de história no Brasil!
E no lugar da história ele propõe o "ensino" do multiculturalismo e das "culturas".


Este tema do artigo de Demétrio Magnoli, sociólogo e Elaine Senise Barbosa, historiadora, no O Globo vale a pela ver, o conhecimento dessa intenção dos "intelectuais" marxistas e "especialistas" incógnitos do MEC é algo crucial para a educação no Brasil não se torne apenas doutrinação ideológica marxista.
O texto completo está em:
http://oglobo.globo.com/opiniao/historia-sem-tempo-17719022

 

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segunda-feira, 2 de novembro de 2015

A falsidade do discurso multiculturalista

O multiculturalismo possui duas faces, a teórica discursiva e a militância prática.
No discurso o multiculturalista defende a igualdade respeitando as diferenças culturais.
Na prática os multiculturalistas com suas "ações afirmativas" ignoram as diferenças culturais em prol da igualdade econômica.

Por exemplo no Rio de Janeiro eles, e outros ativistas, criaram uma lei que reserva mais vagas (cotas) para quem vem da escola pública no acesso a universidade.
Nessa lei o aspecto "cultural" foi deixado de lado, pois a lei não faz menção a aspectos culturais dos pretendentes com preferência as vagas, mas sim, de terem frequentado escola pública, que em geral são os mais pobres que frequentam, independente da cultura.
Então, a lei visa beneficiar os mais pobres independente da cultura.

Entre os que frequentam escola pública podem existir brancos, afrodescendentes, mestiços, índios, asiáticos, etc, ou seja, os multiculturalista, na prática, não estão se preocupando com as diferenças culturais, mas sim, com a condição econômica.

Se entre os que frequentaram escola paga existirem afrodescendentes, e eles existem, eles serão preteridos em favor de brancos que estudaram em escola pública.
O que demonstra que o critério não é multicultural, mas sim, econômico - nada mais do que a "luta" em favor dos pobres.

Este é um aspecto que evidencia a falsidade da militância "multicultural".


Teorias defendidas por multiculturalistas.

"No momento em que se reuniram em nações, os homens deixaram de reconhecer-se uns aos outros por um nome comum.
O nacionalismo, ou amor à nação (...) tomou o lugar do amor em geral (...)
Tornou-se permissível, com esse fim, desprezar estrangeiros, enganá-los, feri-los.
Essa virtude foi chamada de patriotismo (...) e, se é assim, por que não definir esse amor de maneira ainda mais estreita? (...)
Assim, o patriotismo deu à luz o localismo
(particularismo) ou o espírito de família e, por fim, o egoísmo." Barruel, 1.789. Padre jesuíta francês, contrario ao Liberalismo. (1.641-1.820)
Citado por Stolke. Uma antropóloga e feminista. Nasceu na Alemanha em 1.938.

O que temos ai?
- Temos que o surgimento do estado-nação fez o homem perder sua identidade e passar a ter um nome comum.
E também, o amor a nação tomou o lugar do amor em geral!
Isso gerou o patriotismo que deu origem ao localismo que gerou a família!

Isso ai é uma contradição pois a família é um núcleo de amor não superado pelo amor a nação.

Mas, afinal, qual é o "valor" embutido dentro desse texto?
- É uma aversão, não declarada abertamente, ao patriotismo, ao nacionalismo.

É disso que se trata o multiculturalismo, uma aversão ao espírito nacional, a pátria, o multiculturalismo é uma ferramenta que busca eliminar esse valor através da equalização de todas as raças e culturas usando para isso a camuflagem da "igualdade" multicultural, uma tarefa homérica, mas, eles tem tempo e paciência.

Agora vejamos a origem ideológica desse ativismo:

"Acusam-se também os comunistas de querer abolir a pátria, a nacionalidade.
Os operários não têm pátria.
Não se lhes pode tirar aquilo que não possuem."

Karl Marx, Manifesto Comunista, 1.848.

Temos ai que para Marx, e para seus seguidores marxistas, o proletário não tem pátria!

Se isso fosse verdade, então, os proletários alemães, ingleses, franceses, italianos, espanhóis, etc, iriam se unir internacionalmente para lutar contra a burguesia.
Não seria uma luta de nação contra nação, mas sim, uma luta entre duas classes a nível mundial.... essa foi a maior mentira inventada por Marx!

Mentira essa que foi refutada em 1.919 na Primeira Guerra Mundial, antes dessa guerra os "intelectuais" marxistas tinham certeza que quando com armas nas mãos os proletários de cada nação iriam se rebelar e se uniriam todos para lutarem unidos contra a burguesia, como Marx havia profetizado.
Porém, isso não aconteceu, os operários de cada nação se alistaram em seus respectivos exércitos e lutaram por sua pátria!

Diante desse fato os "intelectuais" marxistas aceitaram a realidade?
Claro que não!
Chegaram a conclusão que algo existia na cultura ocidental que impedia que a profecia marxista se realizasse.
Cabia a eles "transformar" a cultura ocidental para que aceitasse o marxismo, dai surgiu o marxismo "cultural", que atua nas universidades e escolas, na mídia e nas instituições culturais, criando mecanismo "culturais" em busca da "transformação" da cultura ocidental.
O "multiculturalismo" é uma dessas ferramentas "culturais".



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sexta-feira, 30 de outubro de 2015

O discurso demagógico "igualitário" é uma ilusão criada por aqueles que querem viver as custas do estado

Ouve-se muito na atualidade a crítica a "desigualdade" e existe uma multidão escrevendo e discursando sobre variadas formas de se buscar "igualdade" e "horizontalidade" na humanidade.
Esse discurso é uma ilusão, uma ilusão que ignora a história e a vida, além de desconhecer economia.

Ignoram história porque no século passado existiram dezenas de nações socialistas onde os governos/psrtidos eram únicos, não existiam outros partidos políticos, e tais partidos únicos tiveram total poder para executarem ações em busca dessa igualdade e dessa horizontalidade.
Muitas dessas nações existiram por décadas executando tais políticas igualitárias dentro da nação.
Se esse discurso igualitário fosse verdadeiro tais nações hoje seriam as nações mais desenvolvidas do mundo!
Se o discurso de igualdade entre as pessoas fosse verdadeiro a Alemanha Oriental seria hoje a maior nação da Europa, entretanto, a Alemanha Oriental faliu, e todas as demais nações socialistas igualitárias levaram a pobreza e faliram.

Ignoram a vida porque ignoram que cada ser humano tem que cuidar da sua vida, um vizinho pode ajudar o outro vizinho em uma situação de emergência, mas, não vai ficar indefinidamente ajudando o vizinho, que muitas vezes não quer saber de esforço próprio para mudar sua condição.

Desconhecem economia porque ignoram que a economia se desenvolve através da ação humana dos que se esforçam e são criativos, são estas pessoas que produzem inovações e novas técnicas, novos processos de trabalho que impulsionam a economia a crescer e produzir riqueza.
Evidentemente tais pessoas criativas fazem isso esperando uma recompensa material, caso contrário ficariam dormindo e esperando que o governo lhe desse uma bolsa com seu almoço, mas, sabemos, não existe almoço grátis.

O socialismo igualitário mudou de tática após o fracasso no século passado...
Hoje em dia é um sistema parasita.
Eles não extinguem a democracia, a mantém sob seu controle e permitem a existência de pessoas ativas e empreendedoras, e sugam parte da produção deles para o "estado", que são eles, os improdutivos, os igualitários, mas que são sempre nivelados por baixo.

Essa situação a longo prazo leva a estagnação e a falência, pois cada vez mais o estado vai inchando e praticando sua "igualdade" para com os "excluídos" que cada vez mais aumentam, afinal, viver as custas do estado parece ser algo legal...

A médio ou longo prazo chega um ponto em que a quantidade de gente "trabalhando em prol dos excluídos" e os próprios "excluídos", uns vivendo de altos salários, outros as custas dos favores do estado "igualitário", é tão grande que a sociedade esgota suas forças e estagna, e em seguida entra em depressão indo em direção a pobreza, essa situação, dependendo da nação, pode levar a guerra civil, pois os que viviam as custas do "estado", ou melhor, vivem as custas dos produtivos, não querem perder a vida boa que tinham.


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quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Manifestações - um caminho para a anarquia

Toda manifestação que imponha aos demais os seus manifestos é ilícita.
É uma ação despótica.


Se um grupo de pessoas quer, por exemplo, adaptar uma oficina mecânica para todas as quintas-feiras a noite irem nesse local rezar ou cantar eles estão em pleno direito, mas, no momento em que eles deixam de restringir apenas ao local em que estão os seus cânticos, e passam a usar auto falantes, e ai todos os vizinhos são obrigados a ouvi-los, estão praticando um ato ilícito.

Os grupos de ativistas políticos e sociais não tem o direito de sair pelas ruas gritando suas reivindicações, as pessoas não são obrigadas a ouvi-los, menos ainda tem o direito de bloquear uma grande avenida e parar o trânsito impedindo o direito soberano das pessoas de ir e vir, isso é despotismo, nada tem a ver com democracia.

Eles podem até, se conseguirem um canal de TV, colocar na programação desse canal as suas reivindicações, palestras, cultos ou propagandas, quem não quiser saber delas não liga nesse canal, mas, usar o espaço público para fazer isso não podem, ai tiram a opção dos demais de livre arbítrio, pois as pessoas para se locomoverem tem apenas o espaço público das calçadas e ruas.

As religiões tem o direito de receber seus crentes em suas igrejas e nelas fazerem seus cultos, mas, as religiões não tem o direito de sair pelas ruas em andanças e procissões, as pessoas que estão no espaço público não são obrigadas a ver tais coisas nem serem impedidas de circular pela via pública por causa delas.

Pela mesma razão ninguém tem o direito de sair pelas ruas carregando algum objeto emblemático ou religiosos para demonstrar seu protesto por alguma coisa.

Se alguém quer fazer uma manifestação áudio visual grave um vídeo e o coloque no YouTube, e ai quem estiver interessado assisti, quem não estiver interessado não assisti.
Pode também fazer um blog e quem estiver interessado vai ler.
Mas, jogar panfletos pelas ruas não deveria ser permitido.

Políticos não tem o direito de sair pelas ruas em campanha com seus carros de som gritando suas promessas, ninguém é obrigado a ouvi-los.
Na TV eles podem ter seus programas, quem não quiser ver é só desligar a TV.

Vendedores ambulantes são ilícitos, mesmo que paguem imposto, porque usam o espaço publico em proveito econômico próprio.
Na rua principal de comércio da minha cidade, que anos atrás era muito agradável para se passear, hoje tem suas calçadas cheias de ambulantes sentados no chão com seus tapetes cheios de bugigangas para vender, e se precisa andar com cuidado para não pisar neles, isso não é democracia.
Alguns ficam com seus carrinhos de lanche na rua exalando o cheiro das suas frituras, ninguém deveria ser obrigado a sentir tais cheiros em espaço público. Se querem ser comerciantes deveriam abrir suas lojas e não usar a rua para comércio.

Temos ouvido muitas críticas as redes sociais e em especial ao Facebook, até já foi comparado ao inferno, mas, é muito simples, quem não gosta do Facebook que não entre no Facebook.
Se tenho um amigo do qual não gosto de ver as publicações, simplesmente deixo de o seguir e não vejo mais.
Existe o direito de livre arbítrio.
Mas, o Facebook colocar publicações comerciais em nossa Linha do Tempo, isso já é um despotismo, ninguém deveria ser obrigado a vê-las, mas, nas regras do Facebook está escrito que ele pode fazer isso... então, quem não quiser ser submetido ao despotismo do Facebook não entre nele, tem essa livre opção.

As TVs tem todo o direito de fazer propagandas, sem elas não existiria a TV, quem não quiser vê-las mude de canal na hora da propaganda, mas, embutir propaganda em novelas e programas esportivos para promover camufladamente produtos ou criar artificialmente uma imagem de "craque" é desonesto e não deveria existir, e a única opção do telespectador para não ser submetido a isso é não ver TV, o que é despotismo, pois a TV usa espaço público, no caso das TVs abertas, mas, mesmo nas TVs fechadas isso é discutível.

E o maior ilícito, professores embutirem nas suas aulas os seus valores pessoais ideológicos como se fosse parte da matéria e expô-las para os jovens alunos ainda despreparados para entender tais coisas é uma ato ilícito, além de ser canalhice.
Um professor de História deveria ensinar apenas História, ele não tem o direito de embutir em sua aula a sua ideologia ou valores pessoais, em todas as matérias e em todos os níveis escolares isso não deveria existir.

Porém, na atualidade, em nome da "democracia" todas essas coisas correm soltas na sociedade, porém, isso jamais foi democracia.
Na democracia o direito de um vai até onde inicia o direito do outro.


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domingo, 20 de setembro de 2015

Surgiu uma nova religião ?


Assisti esta semana o primeiro episódio da série ZOO, a sinopse está a seguir:

"Na nova série Zoo, baseada no romance best-seller de James Patterson, somos apresentados a uma realidade em que acontece uma onda violenta de ataques de animais contra seres humanos, ao redor de todo planeta.
Enquanto os ataques se tornam cada vez mais astutos, coordenados e ferozes, um jovem biólogo renegado (James Wolk) deve correr contra o tempo para descobrir o mistério que cerca essa pandemia, antes que acabem os lugares onde as pessoas possam se esconder."



Nesse episódio os leões machos em vez de brigarem entre si pelas fêmeas andam em grupos a caça de humanos, apenas de humanos, para matá-los.
O filme também apresenta os tipos de seres humanos "humanistas" que já "previam" que isso iria acontecer, desde a mocinha ativista desapegada até o cientista barbudo que não gosta de humanos.

É mais um filme entre milhares que já foram feitos para mostrar ao mundo a perversidade e maldade do ser humano, é um filme para mostrar também um enorme desejo de vingança, não dos animais, mas sim, dos seres humanos que fizeram o filme, contra a sua própria espécie!

Parece que os autores do filme sentem prazer em ver leões matando humanos, por exemplo tem uma cena onde os leões sobem em árvores... e depositam o corpo de uma de suas vítimas em um dos galhos, a cena final mostra o rosto da pessoa morta, que por sinal era um africano.

Acho que uma parcela crescente de humanos se desiludiram com as religiões, isso fez com que muitos passassem a descrer delas como sendo representantes de deus na Terra.
Mas, as religiões prometem algo muito valioso!
As religiões prometem a vida eterna em um lugar de felicidade!
Isso não é pouca coisa!

É muito difícil para muitos humanos aceitarem essa perda.
Muitos, até mesmo inconscientemente, se negam a aceitar que não possa existir a possibilidade de terem vida eterna em um lugar de felicidade...

Disso surgiram os "humanistas", os "protetores" das mais variadas causas, são milhões de "redentores" cada um batalhando em sua "luta" pelo bem de alguma coisa, desde andar de bicicleta em vez de carro até a protetores dos moluscos, o que importa é ter uma "boa causa".



Para cada um deles o que fazem é um "valor" que os enaltece, que os eleva, que os torna bons.
Porém, uma coisa em comum é a condenação do ser humano...




Eles próprios são seres humanos, mas, parece que não são, parece que pertencem a outra espécie não humana, e que odeia é quer destruir a maldosa espécie humana.


Entidades como o Greenpeace, as Petas, as Femen e milhões de outras ONGs espalhadas pelo ocidente são a expressão organizada desse desejo de sublimação pessoal, dessa nova religião sem um deus, uma ojeriza.

Nas fotos vemos pessoas que querem ser "mártires" como os cristãos no início do cristianismo, a diferença é que os cristãos eram martirizados mesmo, e os "mártires" atuais são um "faz de conta".


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"Vejo-a, refiro-me a essa "fúria do bem", como uma forma de puritanismo.
Os puritanos clássicos eram obcecados pela saúde da alma, mas pelo menos tinham perto de seus corações a agonia do pecado.
Os novos puritanos têm apenas a certeza da própria pureza.
São imperdoáveis por isso.
Percebe-se o puritanismo na medida em que hoje se busca de modo obsessivo a vida limpa e saudável. Imagino que em breve o sexo, como conhecemos, acabará, porque descobrirão, por exemplo, que mulher
es que gostam de fazer sexo oral terão tantos por cento a mais de câncer bucal."
Luiz Felipe Pondé, filósofo.

Setembro de 2015
 



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sábado, 19 de setembro de 2015

Mujica critica a "sociedade consumista" - e o consumo de maconha, que ele liberou no Uruguai, também é algo condenável?


Está circulando nas redes sociais um vídeo de Mujica onde ele, para não fugir a regra, critica a "sociedade consumistas", critica o "crescimento econômico" e faz apologia a pobreza, ou como ele chamou, "apologia a sobriedade", e para completar, como todo socialista, ele diz a humanidade o que é preciso fazer para ser feliz.
https://www.youtube.com/watch?v=e705FJLA5lo

Socialistas, sejam eles "intelectuais" ou "revolucionários", não sabem economia, muito menos sabem da vida real.
São todos iguais no discurso, eles inventam mil formas mas acabam sempre na - critica ao capitalismo.

Existe um lugar comum no discurso de socialistas, eles são contraditórios, sempre tem dois pesos e duas medidas.
Estão sempre "defendendo os trabalhadores", instigando greves para aumentar o salário, mas, ao mesmo tempo criticam a "sociedade consumista" e dizem que viver com pouco é a forma de ser feliz!

Sociedade "consumista".

A sociedade liberal democrática não é sociedade consumista, é uma sociedade de livre mercado, que através do trabalho e da produção das necessidades humanas procura melhorar a vida das pessoas, mas claro, nessa sociedade precisa trabalhar, pois nada é "dado" - na natureza a escassez é a tônica.

Não é uma sociedade consumista por uma razão muito simples, para "consumir" (comprar coisas) é necessário ter dinheiro, e as pessoas não tem dinheiro sobrando para "consumir"!.
99% das pessoas estão limitadas no seu "consumo" pelo valor de seus salários.

O "consumo" (comprar coisas) é um desejo válido, ninguém está praticando uma maldade quando compra uma mercadoria, pois afinal, precisamos de muitas coisas para ter uma vida melhor, ninguém quer viver passando necessidades, e sim, se alguém quer gastar seu dinheiro, produto do seu trabalho, em um sapato caro, e isso lhe dá prazer, está em seu pleno direito e ninguém tem nada a ver com isso.

Mujica em sendo socialista não poderia deixar de criticar a "sociedade consumista", para Mujica "consumir" é algo ruim, algo que "gasta" a vida...
Porém, eu gostaria de saber se Mujica também acha ruim consumir maconha?
Acredito que consumir maconha não seja ruim para Mujica, afinal, ele liberou o consumo de maconha no Uruguai... e olha que para consumir maconha a pessoa precisa "gastar" um pouco da sua vida porque maconha é uma mercadoria cara!
 
Crescimento da economia.

Socialistas são ignorantes e não conseguem entender a busca por crescimento da economia...
Isso não é algo ruim, ruim é não ter crescimento e com isso a nação começar a ter falta de gêneros de primeira necessidade.

Não é que precisa crescer, a economia precisa crescer - apenas - em nações onde a população aumenta anualmente, uma coisa óbvia!

Se a economia da nação produzia X para uma população de 100 milhões, se a população aumentar para 110 milhões vai ter que produzir X + Y para compensar o aumento da população, essa nação vai ter que fazer a economia crescer se quiser continuar a ter o mesmo padrão de vida!
Coisa óbvia, se não aumentar a produção a nação empobrece.

A economia precisa crescer em nações onde existem pobres sem casa e comida, a economia crescendo espera-se que isso facilite a vida dessas pessoas criando novos empregos onde elas possam trabalhar e ganhar salários para saírem da pobreza.
Isso também é óbvio, se não crescer os que não tem comida vão continuar sem ela...

Mas, isso tudo, é algo incompreensível para socialistas!


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domingo, 23 de agosto de 2015

Rousseau foi mais uma vez refutado pela realidade

Folha de São Paulo - CIÊNCIA

Arqueólogos encontram vestígios de 'chacina neolítica' na Alemanha



quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Os advogados se tornarão desnecessários?


Atualmente no Brasil existem diversas instituições que fornecem serviços gratuitos para "solução de conflitos" que antes necessitavam dos serviços profissionais de advogados, com tais serviços a necessidade de advogados diminuiu consideravelmente, podemos dizer que em 90%.

Procuradoria
Juizados Especiais
Procon
CJUS
e agora esse serviço online.
http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2015/08/tj-rj-comeca-testes-de-sistema-para-solucao-de-conflitos-judiciais-online.html

Tudo gratuito ao público e sem a necessidade de advogados, e em grande parte dos casos nem precisa de juiz, um "mediador" executa a tarefa de conciliação ou mesmo de solução do conflito, esse mediador não precisa ter cursado Direito, qualquer pessoa com nível superior em qualquer área ou estudantes no 4 semestre (autorizados) podem ser mediadores.

No site da FGV está escrito o seguinte sobre o CJUS:

"O DNA do CJUS está ligado, desde o início, tanto à análise compreensiva e à visão transformadora do sistema de justiça, como ao municiamento dos membros desse sistema e de toda a sociedade civil com informações e propostas de melhoria dos indicadores relacionados à efetivação da justiça visando à consolidação da democracia no país.".

Vemos ai que o CJUS tem no seu "dna" uma "visão transformadora" do sistema de justiça.

Desta forma, o Direito e a justiça a médio prazo serão "transformados" e nessa transformação a "solução de conflitos" será direta com um mediador atendendo as partes em conflito sem a necessidade de advogados ou juízes.

Um dos objetivos do marxismo cultural, o fim do Direito por ser uma instituição "burguesa" que é "instrumentalizada pelo poder" para manter a "opressão sobre os excluídos".
Acredito que essa atuação "cultural" a longo prazo tornará o advogado desnecessário e levará ao fim do Direito como instituição.


Porém, sabemos que não existe almoço grátis...
Isso tudo não é gratuito.
Milhares de pessoas tem acesso a atendimento jurídico gratuito, mas, existem empregadas do estado que estão trabalhando nisso, e eles não trabalham de graça, tudo isso tem um enorme custo financeiro, e quem paga tudo isso é a parcela da sociedade que paga imposto de renda e outros impostos.

Como tudo no marxismo, isso é uma ilusão, só é possível de ser feita porque existe uma parcela da sociedade que trabalha e paga impostos, que são usados para fazer essa "solidariedade".

É por isso que o socialismo/marxismo faliu em todas as nações onde foi instituto, porque quando o socialismo é instituído como sociedade, os que pagam impostos deixam de existir(!), e ai, os "serviços gratuitos" prestados pelo estado não tem mais quem os banque!

O fim dessa ilusão é a falência.


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quinta-feira, 2 de julho de 2015

Por que o presidente nacional da OAB quer impedir a delação premiada em processos sobre a corrupção no governo?

O presidente Nacional da OAB Marcus Vinicius Furtado Coêlho vem tentando barrar a delação premiada como se essa providência fosse algo ilegal, segundo ele, a prisão provisória para obter a delação premiada é inconstitucional, é estranha essa alegação pois existe um processo muito bem elaborado pelo juiz federal Sergio Moro com total apoio da Procuradoria da República, e no processo conduzido por ele existem provas para a prisão, a prisão não tem a intenção de obter delação premiada.. a prisão é por razões processuais.
E sob essas condições nada impede que aconteça a delação premiada, está tudo de acordo com a lei.

 Sergio Moro

Interessante que essa ação do presidente da OAB não é de hoje... vejamos as notícias sobre o assunto:


OAB Conselho Federal
Pleno da OAB vai debater constitucionalidade da delação premiada
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

http://www.oab.org.br/noticia/25129/pleno-da-oab-vai-debater-constitucionalidade-da-delacao-premiada

Brasília – O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Marcus Vinicius Furtado, vai propor ao Conselho Federal da entidade o debate sobre a constitucionalidade da delação premiada, benefício concedido a investigados que aceitem colaborar na investigação ou entregar criminosos.


Carta Capital
Fundamental para a Lava Jato, delação premiada é alvo de controvérsia
por Marsílea Gombata — publicado 01/12/2014

http://www.cartacapital.com.br/politica/fundamental-para-a-lava-jato-delacao-premiada-e-alvo-de-controversia-no-brasil-5914.html

Trecho da notícia:
"Contrário à delação premiada, o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Marcus Vinicius Furtado Coêlho, pediu no ano passado ao conselho federal da entidade um debate sobre a constitucionalidade da delação premiada, questionando sua legalidade no processo brasileiro. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que será responsável por denunciar os políticos envolvidos na Lava Jato, tem bancado a legalidade da delação e afirmado repetidas vezes que espera mais confissões por parte dos investigados."

Jornal do PC do B (Partido Comunista do Brasil)
quinta-feira, 02 de julho de 2015

http://www.pcdob.org.br/noticia.php?id_noticia=266366&id_secao=1

OAB defende garantias constitucionais e repele prisões para delação
O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Marcus Vinícius Coêlho, enviou ofício aos representantes da entidade no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) manifestando preocupação com prisões provisórias a fim de se obter acordos de delação premiada, prática do juiz Sérgio Moro na condução da operação Lava Jato.



Jornal da OAB
OAB apresenta ao CNMP preocupação com prisões provisórias para delação
sexta-feira, 26 de junho de 2015 às 15h48

http://www.oab.org.br/noticia/28548/oab-apresenta-ao-cnmp-preocupacao-com-prisoes-provisorias-para-delacao

Nessa notícia o presidente da OAB diz:
"A prisão provisória deve ser utilizada quando preenchidos todos os requisitos legais, não podendo servir como antecipação de pena nem como pressão psicológica para obtenção de delação."



Presidente Nacional da OAB


Ou seja, para o presidente da OAB parece que não existe um processo elaborado e estão prendendo sem provas!
O que não é verdade.
Existe o processo e existem as provas.

Mais estranho é que o Partido Comunista do Brasil (PC fo B) defende a mesma coisa!
E todos sabemos que o PC do B não defende a democracia nem o Direito Constitucional, o PC do B defende a desmoralização do Direito, pois não existe o "direito burguês" em uma sociedade socialista, e além disso, o PC do B quer implantar a ditadura do proletariado, toda sua "luta" é para isso.

Vivemos em tempos onde as coisas estão virando de pernas para o ar e bandidos tem mais direitos que pessoas honestas.



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sexta-feira, 12 de junho de 2015

Pesquisas "científicas" na área de humanas - uma ferramenta ideológica para "transformar" o senso comum da sociedade

A seguinte notícia saiu nos jornais e está circulando nas redes sociais:

http://oglobo.globo.com/sociedade/casamento-mais-benefico-para-homens-do-que-para-mulheres-revela-estudo-16425195?utm_source=Facebook&utm_medium=Social&utm_campaign=O%20Globo

A manchete da notícia se refere a um estudo, mas, na verdade, é uma pesquisa.

A já algumas décadas, e hoje em dia com grande popularidade, em países com renda per capita alta onde viver se tornou mais fácil devido as facilidades que o "sistema" propiciou as pessoas, apareceram muitos pesquisadores...

Eles pesquisam variadas coisas, são pagos para fazer isso, e os resultados são apresentados na mídia.

O resultado prático disso é inócuo, mas, isso não importa, o que importa é que uma "informação" seja passada para as pessoas e que muitas pessoas guardem essa informação no subconsciente.

Associada a outras pesquisas com a mesma intenção essa ação repetitiva vai atuando no subconsciente das pessoas e mudando o senso comum da sociedade.

O que aconteceu com o cigarro é exemplar, até a década de 1940 as pessoas fumavam em todos os lugares e todos se comportavam normalmente, não passava pela cabeça de ninguém se incomodar com fumantes... vemos isso em filmes da época, porém, a partir dai começou a ação para mudar esse senso comum, e começou com pesquisas que indicavam "males" para fumantes.

Na atualidade tais pesquisadores chegaram a encontrar mais de 4000 "males" em uma folha de tabaco! E ao mesmo tempo os mesmos pesquisadores encontraram variados "bens" na folha de maconha!

O resultado dessas pesquisas foi colocar a sociedade contra fumantes de tabaco e tornar a vida deles muito ruim, e cada vez mais tornar a vida de fumantes de maconha mais fácil...

Por trás de tais pesquisas existe uma intenção.
No caso do tabaco era ferrar com as grandes empresas "capitalistas" fabricantes de cigarros, e no caso da maconha era liberar o seu uso e a sua piração no meio social, daqui a algumas décadas a maconha será fumada em todos os lugares e esse comportamento aceito como normal...


Então, qual seria a intenção dessa pesquisa que diz "cientificamente" que o casamento é melhor para os homens?

Como a maioria dos homens não vão crer nessa pesquisa e ninguém iria esperar que os homens se casem mais devido a essa pesquisa, a intenção só pode ser a mesma de sempre...

Querem incentivar as mulheres a não casarem, ou mais ainda, querem colocar o casamento como sendo uma coisa prejudicial para a mulher.

A intenção mais profunda deste desejo é abalar a família "burguesa".



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sexta-feira, 15 de maio de 2015

Sabotagem literária, a nova ação subversiva dos "intelectuais" do marxismo "cultural" na Internet

Vamos neste artigo comentar sobre a seguinte foto-frase que circula na Internet:


Eu já li, e reli, alguns livres de Freud, estou familiarizado com o jeito de se expressar de Freud, e achei a frase em desacordo com o estilo de Freud.
A frase é uma generalização, não que Freud não faça generalizações, mas, o problema é o tipo de generalização, no caso: "procuramos desvalorizá-las com críticas"... essa é uma generalização um tanto suspeita...

Será mesmo que todos fazem isso?
Acredito que não, alguns podem fazer isso, mas, não todos nós fazemos isso, e Freud com certeza sabia disso e não iria colocar o assunto dessa forma.

Resolvi ir pesquisar o texto original de Freud onde a frase aparece.
Essa frase está em um livro de Freud onde ele narra o tratamento e subsequente cura de Hans, um menino de 5 anos que sofrei de fobia.

No livro o texto está em:
II CASO CLÍNICO E ANÁLISE

Lá está a frase em alemão:
Wir schimpfen immer dann, wenn wir nichts verstehen. Das heißt, sich die Aufgabe leicht machen.
http://gutenberg.spiegel.de/buch/-918/2

Tradução:
Nós sempre resmungamos quando nós não entendemos. Ou seja, queremos tornar a tarefa fácil.

Uma parte maior do texto:

"O pai de Hans já nos deu algumas pistas, provavelmente merecedoras de confiança, como aqueles indícios de que Hans sempre observara com interesse os cavalos face ao grande tamanho dos seus pipis, de que presumira que sua mãe deveria ter um pipi como o do cavalo, e outros. Por conseguinte, seríamos levados a pensar que o cavalo fosse puramente um substituto de sua mãe. Mas, se assim fosse, qual seria o significado do fato de ele ficar com medo, à noite, de que um cavalo entrasse no quarto?
São tolos receios de um menininho, diriam.
Uma neurose, contudo, jamais expressa tolices, nem mesmo um sonho o faria menos.
Nós sempre resmungamos quando nós não entendemos. Ou seja, queremos tornar a tarefa fácil."


Ou seja, Freud não disse: "procuramos desvalorizá-las com críticas", como se Freud pensasse que "nós", os seres humanos, gostamos de criticar o que não entendemos, ou mais, desvalorizar....
Ou seja, se isso fosse verdade, "nós" somos seres mesquinhos que agimos dessa forma para desvalorizar uma coisa pelo simples fato de não a entendermos.

Mas não, Freud não disse dessa forma, Freud disse: "Nós sempre resmungamos quando nós não entendemos."

Ai sim!
Está de acordo com o estilo de Freud.


Não foi a primeira vez que me deparei com esse tipo de coisa.
Sites sobre história e filosofia que eu li a anos atrás hj estão todos mudados... os textos foram alterados.
O marxist.org é um deles, traduções de textos de Marx estão sendo reescritas para se tornarem mais "atuais".

O pessoal "cultural" odeiam Nietzsche e Freud, odeiam pq ambos disseram tudo que eles não queriam ouvir a respeito tanto do socialismo como da ideologia "cultural" deles.

Em vista disso, tomo sempre muito cuidado com "traduções" de ambos para o português e até mesmo para o inglês.


TEXTO ESCRITO EM 14/06/2015

Mais uma "frase de Freud" circulando nas redes sociais.


Não, Freud não escreveu dessa forma....
A palavra "insanidade" não cabe no assunto, é ofensiva, e Freud não a usaria.

A frase correta em inglês (não achei em alemão) e traduzida é:

One is very crazy when in love.
Alguém fica muito louco quando apaixonado.


Textos de Freud, Nietzsche e alguns outros grandes pensadores estão sendo alteradas e colocadas na Internet.


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